sábado, 10 de setembro de 2016

CARIDADE

Tema: Caridade

Livro: O Menino Ambicioso
O Servo Insatisfeito
E Outras Histórias

CÉLIA XAVIER CAMARGO


Laurinha, embora contasse apenas com oito anos de idade, tinha um coração generoso e muito desejoso de ajudar as pessoas.
Certo dia, na aula de Evangelização Infantil que freqüentava, ouvira a professora, explicando a mensagem de Jesus,  falar da importância de se fazer caridade, e Laurinha pôs-se a pensar no que ela, ainda tão pequena, poderia fazer de bom para alguém.
Pensou...pensou... e resolveu:
-         Já sei! Vou dar dinheiro a algum necessitado.
Satisfeita com sua decisão, procurou entre as coisas de sua mãe e achou uma linda moeda.
Vendo Laurinha com dinheiro na mão e encaminhando-se para a porta da rua, a mãe quis saber onde ela ia.
Contente por estar tentando fazer uma boa ação, a menina respondeu:
-         Vou dar esse dinheiro a um mendigo!
A mãezinha, contudo, considerou:
-         Minha filha, esta moeda é minha e você não pode dá-la  a ninguém porque não lhe pertence.
Sem graça, a garota devolveu a moeda à mãe e foi para a sala, pensando...
-         Bem, se não posso dar dinheiro, o que poderei dar?
Meditando, olhou distraída para a estante de livros e uma idéia surgiu:
-         Já sei! A professora sempre diz que o livro é um tesouro e que traz muitos benefícios para quem o lê.
Eufórica por ter decidido, apanhou na estante um livro que lhe pareceu interessante, e já ia saindo na sala quando o pai, que lia o jornal acomodado na poltrona preferida, a interrogou:
-         O que você vai fazer com esse livro, minha filha?
Laurinha estufou o peito e informou:
-         Vou dá-lo a alguém!
Com serenidade, o pai tomou o livro da filha, afirmando:
-         Este livro não é seu Laurinha. É meu, e você não pode dá-lo a ninguém.
Tremendamente desapontada, Laurinha resolveu dar uma volta. Estava triste, suas tentativas para fazer a caridade não tinham tido bom êxito e, caminhando pela rua, continha as lágrimas que teimavam em cair.
-         Não é justo! – resmungava. – Quero fazer o bem e meus pais não deixam.
Nisso, ela viu uma coleguinha da escola sentada num banco da pracinha. A menina parecia tão triste e desanimada que Laurinha esqueceu o problema que a afligia.
Aproximando-se, perguntou gentil:
-         O que você tem Raquel?
A outra, levantando a cabeça e vendo Laurinha a seu lado, desabafou:
-         Estou chateada, Laurinha, porque minhas notas estão péssimas. Não consigo aprender a fazer contas de dividir, não sei tabuada e tenho ido muito mal nas provas de matemática. Desse jeito, vou acabar perdendo o ano. Já não bastam as dificuldades que temos em casa, agora meus pais vão ficar preocupados comigo também.
Laurinha respirou,  aliviada:
-         Ah! Bom, se for por isso,  não precisa ficar triste. Quanto aos outros problemas, não sei. Mas, em relação à matemática, felizmente, não tenho dificuldades e posso ajudá-la. Vamos até sua casa e tentarei ensinar a você o que sei.
Mais animada, Raquel conduziu Laurinha até a sua casa, situada num bairro distante e pobre. Ficaram a tarde toda estudando.
Quando terminaram, satisfeita, Raquel não sabia como agradecer à amiga.
-         Laurinha, aprendi direitinho o que você ensinou. Não imagina como foi bom tê-la  encontrado naquela hora e o bem que você me fez hoje. Confesso que não tinha grande simpatia por você. Achava-a orgulhosa, metida, e vejo que não é nada disso. É muito legal e uma grande amiga. Valeu.
Sentindo grande sensação de bem-estar, Laurinha compreendeu a alegria de fazer o bem. Quando menos esperava, sem dar nada material, percebia que realmente ajudara alguém.
Despediram-se, prometendo-se mutuamente continuarem a estudar juntas.
Retornando para a casa, Laurinha contou à mãe o que fizera, comentando:
-         A casa de Raquel é muito pobre, mamãe, acho que estão necessitando de ajuda. Gostaria de poder fazer alguma coisa por ela. Posso dar-lhe algumas roupas que não me servem mais? – Perguntou, algo temerosa, lembrando-se das “broncas” que levara algumas horas antes.
A senhora abraçou a filha, satisfeita:
-         Estou muito orgulhosa de você, Laurinha, Agiu verdadeiramente como cristã, ensinando o que sabia. Quanto às roupas, são “suas” e poderá fazer com elas o que achar melhor.
Laurinha arregalou os olhos, sorrindo feliz e, afinal, compreendendo o sentido da caridade.
- É verdade mamãe. São minhas! Amanhã mesmo levarei para Raquel. E também alguns sapatos, um par de tênis e uns livros de histórias que já li.


Imagem inline 1

Imagem inline 2

Imagem inline 3



Resultado de imagem para pelos caminhos da evangelização - Tema: Caridade    Livro: O Menino Ambicioso  O Servo Insatisfeito  E Outras Histórias    CÉLIA XAVIER CAMARGO




domingo, 4 de setembro de 2016

FORMAÇÃO DA FAMÍLIA




O JOVEM E A FAMÍLIA
AULA - FORMAÇÃO DA FAMÍLIA


Objetivos: Entender que família é um agrupamento de Espíritos que se reúnem segundo as suas tendências e afinidades estando ligado por laços do passado.

É dentro do lar que iniciamos a nossa trajetória rumo à evolução.  Que o jovem reconheça através da dinâmica proposta o seu papel no núcleo familiar

Introdução:

Dinâmica: utilizando-se de frases do livro o Jovem e a família. Recortar cada tópico em tirinhas uniformes, logo após, cortar cada tirinha em duas ou três partes; distribuir a cada evangelizando, de forma aleatória, um fragmento destas tirinhas. O mesmo deverá encontrar aquele(s) que complemente(m) a sua tirinha, formando a frase. Cada dupla ou grupo assim formado deve discutir se a assertiva formada é "verdadeira" ou "falsa".
 Após todas as questões serem respondidas por todos, ser-lhe-ão entregues os parágrafo do capítulo XIV , item: Parentela corporal e espiritual” do ESE. Com base na leitura que farão desse material, avaliarão e compreenderão melhor as suas respostas.

 Desenvolvimento

No grande grupo discutir a finalidade do jovem estar em um grupo 
familiar, utilizando-se do material de apoio do livro "Adolescência e 
Vida" de Divaldo P. Franco, cap. IV.
          Far-se-á a leitura entre todos, discutindo a importância de 
cada parágrafo e a respectiva aplicabilidade dele em nosso grupo 
familiar.

 Dar-se-á por concluído o trabalho quando os jovens compreenderem que 
não são apenas os laços consanguíneos que ligam os espíritos, mas também
os espirituais, e que cabe ao jovem contribuir para uma harmoniosa 
relação no grupo familiar no qual está incluído. 

Foi feita uma montagem com alguns capítulos do material de apoio (livro 
Adolescência e Vida - Divaldo P. Franco) para melhor compreensão dos 
jovens.


Frases

         1 - Todas as famílias são iguais.

         2 - As famílias se formam por acaso.

         3 - As famílias se formam apenas com espíritos simpáticos uns aos outros.

         4 - Todos nós podemos escolher nossas famílias antes de reencarnar.

         5 - As famílias são planejadas no mundo espiritual.

         6 - Os laços de sangue é que unem os espíritos.

         7 - Os verdadeiros laços filiais não começam com o nascimento, nem são destruídos com a morte.

         8 - O lar é o primeiro núcleo onde devemos exercer a fraternidade.

         9 - Todas as famílias são formadas por laços espirituais.

         10 - Existem famílias ligadas apenas por laços corporais.

Concluir com o caso: A Escola das  Almas, Do livro O jovem e a família.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

CARTÃO DIA DOS PAIS


Vejam algumas fotos dos cartões confeccionados por nossas crianças do Grupo Espírita Joana D'Arc - evangelizadora Ana Cristina que trabalha junto comigo na turminha do II ciclo 


Para confeccionarmos este modelo de cartão utilizamos cartolina azul, papel de presente estampado e papel camurça preto.

Começamos recortando a base do cartão com a cartolina azul no tamanho 20cm x 30cm. Depois dobramos ao meio e colamos, ficando com a base mais firme, medindo 10cm x 30cm. Esta base foi dobrada duas vezes, de forma que o cartão fechado medisse 10cm x 10cm.
O passo seguinte foi cortarmos tags, onde as crianças puderam escrever recadinhos para seus pais, dizendo o quando o amam, o quanto eles são importantes, descrever as coisas que os pais fazem e que as crianças mais gostam, etc.

Depois recortamos triângulos com catetos medindo 10cm cada, de modo que, colados ao cartão formam bolsinhos onde serão colocados os tags com os recadinhos.
Decoramos esses triângulos com outros triângulos menores sobrepostos, de papel camurça preto (que aparece apenas como um contorno que realça o papel estampado) e papel de presente estampado. Confeccionamos alguns bolsinhos (triângulos) com cartolina laranja para ficar mais alegre.


Recortamos também as letras que forma a palavra PAI, para as crianças que quisessem utilizar.
Recortamos ainda um retângulo de 9cm x 11cm, dobramos 2cm da ponta de forma a visualizarmos um quadrado de 9cm x 9cm e colarmos a aba de 2cm na parte interna e central do cartão, que esconderá uma foto da criança (com seu pai, ou sozinha, conforme as possibilidades). Esta aba poderá ser decorada, também.


Por fim, as crianças decoraram a frente do cartão.




 

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

PERSISTÊNCIA




A OSTRINHA PERSISTENTE

 Anna Vello Gaviolle 

Era uma vez, uma ostrinha que morava dentro de uma concha, presa a um rochedo nas encostas do mar. Um dia se formou um grande temporal, com muito vento, e o vento fez com que se formassem ondas muito grandes, que batiam no rochedo com grande violência, pondo em perigo a seguran- ça da ostrinha. E a ostrinha lutava muito para continuar firme no rochedo; porque as ostras ficam presas no rochedo por fiozinhos que são criados pela própria natureza. As ondas eram muito violentas, batiam com muita força ocasionando o desprendimento de um pedaço de rocha indo atingir a concha; causando um pequeno ferimento na ostrinha. A ostrinha chorou de dor, vertendo uma pequena lágrima, que ficou “guardada” dentro da concha. Apesar da dor, a ostrinha não desanimou, não perdeu a fé, continuou a segurar-se na rocha, até que o temporal passou e o mar se acalmou. E o tempo foi passando. E aquela lágrima, que ficou guardada na sua concha, foi se transformando, até ficar uma linda pérola, perfeita e brilhante! Se a ostrinha, tivesse perdido a fé, ela teria se desprendido da rocha e teria morrido no fundo do mar. Mas sua coragem foi maior, e hoje ela é a ostrinha mais feliz daquela rocha, porque traz dentro de si uma pérola maravilhosa como prêmio de seu esforço, de sua luta para vencer. Assim a ostrinha nos mostrou que a persistência nos faz vencer as dificuldades, e que a dor é o remédio que muitas vezes necessitamos para vencer, e que se não fosse aquele pequeno ferimento que lhe deu ocasião de verter uma lágrima, hoje ela não teria aquela pérola valiosa fruto de sua dor e de sua persistência.

 A Nova Era – 15/04/1990 Transcrição Joel e Aida

RESPEITO AOS IDOSOS





MEU QUERIDO VOVOZINHO

 Todas as tardes após a escola eu e meus amigos, íamos jogar bola no campinho que ficava ao lado da casa de seu Antenor. Seu Antenor é um homem de meia idade que sempre implicava com os vizinhos, com o calor, com as crianças, nada servia para ele. E os meninos por sua vez, não deixavam o pobre velho em paz. Um belo dia ao voltar para casa, Pedrinho passou em frente a casa de seu Antenor e o viu chorando abraçado a um retrato. Quando chegou em casa contou à dona Helena. - Mamãe ao passar pela casa de seu Antenor o vi chorando junto a um retrato. Pensei que ele não chorava mais, pois ele é sempre tão ranzinza. - Ora Pedrinho, foi o meio que ele encontrou para esconder seus verdadeiros sentimentos. - Não entendi mamãe? - Algumas pessoas como seu Antenor que já sofreram muito na vida, com a perda da família; esposa, seu único filho, usam agressividade para se defender. Acreditam que assim não vão sofrer mais. - Isso é um engano, pois, acabam sofrendo mais. Ninguém vive sem amor. Você meu filho que é um menino bom, deve sempre que tiver oportunidade, ajudá-lo com muito carinho. Seu Antenor é muito só, e o evangelho sempre nos ensina a amar e a respeitar os mais velhos. A noite Pedrinho sonhou com seu querido vovozinho, pedindo para que ele tratasse seu Antenor como seu avô e que o amasse muito. Pela manhã na escola contou aos seus amiguinhos a conversa com sua mãe e o sonho com seu avô, então resolveram pedir desculpas a seu Antenor e para que ele aceitasse ser o avô deles, já que muitos não tinham avô e outros o avô morava muito longe. Seu Antenor ficou muito contente, e disse emocionado: - Eu serei o melhor avô do mundo. "Essa história nos faz lembrar quantos vizinhos idosos nós temos, e, quantos velhinhos nos asilos estão esperando apenas um abraço, um beijo, uma palavra amiga". Nós nunca devemos desrespeitar os mais velhos, pois são pessoas que já viveram muito e merecem todo nosso carinho e respeito.

Revista Consciência Espírita - Fevereiro/2000




LEI DE IGUALDADE


LEI DE IGUALDADE
TEMA:Todos somos irmãos- Diferenças físicas
Objetivo Específico: Levar a criança a entender que somos irmãos
Recursos Didáticos: Frases
                   
                       Gravuras mostrando crianças de várias raças
Introdução: Comparação entre as crianças
                     Mostrar as diferenças físicas deles
Desenvolvimento: Todos nós temos as mesmas necessidades físicas.Sentimos as mesmas dores.
Deus nos ama, o sol brilha para todos.As diferenças vem do orgulho da nossa inferioridade
Fixação: A PANELA- DO LIVRO-E  para o resto da vida- Wallace Leal

A PANELA

A velha empregada de minha família era uma preta. Chico, o neto dela – como é costume acontecer quando não temos irmãos -, era o meu companheiro constante de brincadeiras e folguedos. Em tudo quanto fazíamos, à parte de Chico era sempre a mais pesada, secundária e passiva. Ele tinha sempre que dar e, nunca, que receber. Um dia corri para casa, à saída da escola porque Chico e eu tínhamos projetado construir uma vala que fosse do poço à lavanderia. Sem darmos por isso, cada um de nós assumiu logo o seu papel, - como de costume -. Chico era o “condenado” a trabalhos forçados, suando e repetindo esforços. E eu o implacável guarda, com uma vara na mão! A maneira como eu estava maltratando aquele menino negro, era quase digna de um adulto imbuído de preconceitos de cor. Foi quando a nossa preta velha chamou-nos: - Crianças, venham pôr a minha panela no fogão! Corremos para a cozinha. A panela estava no chão e nós a agarramos com ambas as mãos. Mas com um grito a largamos, perplexos de que ela nos tivesse mandado pegar uma coisa que, - era evidente que sabia, - estava extremamente quente. Em seguida, em graves brandas palavras, tão nítidas e simples que até hoje as posso escutar, partindo do fundo do tempo, disse-nos assim: - Ora! Vocês dois se queimaram. Que coisa mais engraçada! A cor da pele de vocês é tão diferente, mas a dor que estão sentindo é igual para ambos, não é verdade? Concordamos que sim. E nunca mais pude me esquecer desse episódio que sem dúvida alguma, fez de mim uma pessoa diferente. 

Outras Fontes- O Livro "A turma do agito Diferente"
Cléo Albuquerque Melo
Cartaz:"Todos juntos aprendendo com as diferenças". Revista Escola





II LEI DE IGUALDADE
Tema: Desigualdade Social
Objetivo Específico: Levar a criança a entender que as diferenças sociais foram criadas pelo homem.
Recurso Didático: Gravuras de locais muito pobres
Gravuras de locais muito ricos
Introdução: Contar a história- "O PESCADOR"
DESENVOLVIMENTO: Um pescador muito pobre, sempre vinha ao mesmo lugar pescar, e lamentar sua pobreza, ali na beira do rio.
     - Que tristeza essa vida!
       Pois só posso comer banana, não tenho mais nada.
E assim  dizendo, jogava as cascas barranco abaixo.
O que ele não sabia, era que embaixo havia uma gruta, onde morava um mendigo paralítico que recolhia as cascas de banana e dizia:
-Obrigado meu Deus...
Porque existe alguém que me dá estas casca  para eu me alimentar.
FIXAÇÃO: COMENTAR
                  Essas diferenças são criadas pelo próprio homem.
A riqueza e a pobreza são duras provas para o espírito.Existem pessoas pobres que são orgulhosas, têm vergonha da vida que levam, e muitos não aceitam ser ajudados.
Outros vivem revoltados a criticar o rico.
Falar do pobre que não tem higiene porque tem preguiça.
Existem ricos que conseguiram o que tem trabalhando, e são muito humildes. O melhor remédio é o trabalho.
A melhor casa do mundo é a nossa.
A nossa felicidade reside onde está a nossa família.