sábado, 13 de outubro de 2018

DINÂMICA - REVISÃO

Objetivo: Trabalhar o Evangelho de maneira lúdica. Pode ser usado para reforçar o que foi estudado no ano anterior, fazendo assim uma revisão.

Material: Uma folha de papel pardo ou outro papel, com aquela brincadeira muito conhecida como jogo da velha. Os símbolos do jogo da velha + e O recortados em cartolina, em pelo menos 6 unidades de cada.

Em cada casa do jogo da velha estará escrito uma definição

Desenvolvimento: A turma se divide em dois grupos, onde um grupo representa + e o outro O.Alternadamente, os grupos escolhem uma definição e o grupo precisa descobrir sobre qual tema está se referindo. A medida que vão acertando, os símbolos da brincadeira vão sendo marcados.

A escolha das palavras devem visar o traçado de uma linha horizontal, vertical ou diagonal, que é como funciona o jogo da velha tradicional. Vence quem fizer primeiro a linha em um dos sentidos.


Variações: Ao contrário da atividade acima, os grupos escolhem uma palavra e dão o significado. Ex: Reencarnação, livre-arbítrio, lei de causa e efeito, higiene...


Definição e resposta.
*Sem essa virtude não há progresso - Caridade

*Todo mundo tem medo. Mas todos terão que passar por isso, cada um no seu tempo - Desencarnar

*Sentimento que nos impulsiona a auxiliarmos as pessoas - Piedade
*Conversa sincera com Deus e com os amigos espirituais e que nos trazem inspiração e conforto -Prece

* Ninguém escapa. Colheremos aquilo que plantarmos, seja bom ou ruim - Lei de causa e efeito

*Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo - Reencarnar
*Maior ensinamento de Jesus
 - Amor
*Forte mecanismo que nos impulsiona ao trabalho -Vontade

*Virtude que poucos possuem. Consiste em suportar dores... - Paciência







sexta-feira, 12 de outubro de 2018

VIVÊNCIA SOBRE A PAZ

Imagem relacionada
OBJETIVO: Sensibilizar os participantes para vivência cotidiana da Paz
DESENVOLVIMENTO
Revivendo o dia: andar pela sala no ritmo em que cada situação oferece ( trabalho, vivência doméstica, escola etc..)
Parar e dar-se conta de sua respiração e como está o seu corpo. Identificar os pontos de tensão e  seu nível de satisfação interior. Identifique o reflexo desses estados no seu convívio com o outro.
Mudança de ritmo: colocar uma música suave e aplicar alguns exercícios respiratórios e de relaxamento físico.
Ao final do exercício, solicitar que voltem a andar pela sala pensando nas mesmas situações anteriores e vão se dando conta das mudanças pelas quais vai passando.
Partilha de alguns voluntários.
Distribuir a letra da música Paz pela Paz de Nando Cordel e solicitar que a ouçam em silêncio.

PAZ PELA PAZ
Nando Cordel
A paz do mundo começa em mim
Se eu tenho amor com certeza  sou feliz
Se eu faço o bem ao meu irmão
Tenho a grandeza dentro do meu coração
Chegou a hora da gente construir a paz
Ninguém suporta mais o desamor
Paz pela Paz – pelas crianças
Paz  pela Paz – pela floresta
Paz pela Paz – pela coragem de mudar
Paz pela Paz –pela justiça

Paz pela Paz – a liberdade

Paz pela paz – pela beleza de te amar
Paz pela Paz – pro mundo novo
Paz pela Paz – a esperança
Paz pela Paz – pela coragem de mudar

https://youtu.be/j2kOp6LVn9s

Agora leia a música  ( sem o som) dando-se conta de como ela atinge o seu coração.
Partilhe essa experiência com o companheiro ao lado
Agora ai sentados cantem a música baixinho deixando que ela penetre em todo o seu corpo, coração e mente. Enquanto canta vá lembrando de coisas pessoas e fatos bons de sua vida.
Fala do Coordenador sobre o investimento no exercício contínuo de atitudes pacificadoras como uma forma eficaz de irmos conquistando o hábito da pacificação interna que nos conduz a pacificação externa.
Convidar os companheiros para levantarem e vivenciarem a paz ,que os invade nesse momento, com os companheiros de atividade. Com pequenos gestos , sorrindo, tocando levemente o outro vá transmitindo-lhe a paz que você vive neste momento.
Conclusão apresentação da transparência ou cartaz

A Paz é uma conquista derivada de um processo contínuo de aperfeiçoamento.
“Um gesto de amor inspira  esperança e paz ( Joanna de Ângelis).

A PESCA MARAVILHOSA - JARDIM


DESENCARNE,REENCARNE, MULTIPLICIDADE DAS EXISTÊNCIAS




AUTO - ESTIMA




Pessoas são dons

Objetivo: Identificar-se como pessoa
importante no meio em que vive.

Materiais: uma caixa com tampa, decorada
como para presente, com espelho
dentro.
 
Duração: 50 minutos/

Procedimentos: O professor apresentou aos alunos uma caixa bem decorada e disse a eles que a escola havia recebido um presente muito especial.
O professor orientou os alunos a pegarem, um por um, a caixa,abrirem-na, observarem o presente
que estava dentro dela, fecharem bem a caixa e entregarem-na ao colega mais próximo, sem comentar absolutamente nada.
Desse modo, a caixa passou demão em mão por todos os alunos em aula.
Terminada essa etapa, o professor
Questionou os alunos sobre como se sentiram
ao se olharem ao espelho e perceberem que eles próprios eram o presente que a escola havia recebido. 


Após os comentários, o professor sugeriu a leitura e a análise da mensagem expressa no texto: 

PESSOAS SÃO DONS


Pessoas são dons. Pessoas são presentes, que o Pai manda para mim embrulhadas.
Umas são presentes que vêm em embrulho bem bonito: atraentes logo que as vejo.
Outras vêm com um papel bastante comum.
Outras ficaram machucadas no correio.
De vez em quando, vem uma registrada.
Umas são presentes em invólucros fáceis.
Outras é bem difícil para tirar a embalagem. Porém, a embalagem não é o presente.

É fácil fazer este erro. Às vezes, o presente não é muito fácil de abrir.
Precisa-se da ajuda de outras pessoas.
Será que a razão é o medo? Será que é o ódio?
Talvez já tenha sido desembrulhado e o presente jogado fora.
Pode ser que este presente não seja para mim!
Eu também sou uma pessoa. Sou também um presente.
Um presente a mim mesmo. 
O Pai deu-me a mim mesmo.
Já olhei para dentro da minha própria embalagem?
Talvez nunca tenha aceitado o presente que sou...
Pode ser que dentro da embalagem tenha algo diferente do que penso!
Talvez nunca tenha compreendido o presente maravilhoso que sou!
Será que o Pai faz pessoas que não são maravilhosas?
Eu adoro os presentes que aqueles que me amam dão a mim!
Por que não amo o presente, este presente, a pessoa que sou?
Sou um presente às outras pessoas?
Será que nunca chegarão a gozar do presente?
Cada encontro com pessoas é troca de presentes.
Mas o dom sem doador não é mais dom!
É somente uma coisa vazia sem relacionamento entre doador e recebedor.
A amizade é um relacionamento entre pessoas que vêem as pessoas como realmente são: DONS DO PAI UM AO OUTRO...

O amigo é um dom, não somente para mim, mas para outros através de mim.
Quando eu guardo um amigo, possuindo-o, eu destruo sua capacidade de ser dádiva. 
Se eu guardo a sua vida para mim, eu a perco, para outros, então eu a guardo. 



quarta-feira, 3 de outubro de 2018

A MASSA DE BOLO


Eduarda, de nove anos, morava em bairro bastante agradável da cidade. Na vizinhança tinha vários amigos e costumavam brincar na rua tranquila. Certo dia, eles viram chegar um caminhão de mudanças. Ficaram alegres ao ver um garoto mais ou menos da idade deles. Duda aproximou-se do menino e disse:
— Olá! Eu sou Eduarda. Eu e meus amigos brincamos aqui na rua. Quer participar?
— Se toca, garota! Não costumo ter amizade com gente como vocês. Vá procurar sua turma — resmungou irritado o garoto, com cara fechada.
Duda baixou a cabeça, chateada, e voltou para junto dos amigos, contando o que ele tinha dito. Todos ficaram tristes, pois nunca tinham encontrado alguém assim. Resolveram não se preocupar mais com o novo vizinho e voltaram a brincar. 
Porém, logo perceberam que não teriam mais paz no bairro. Desse dia em diante, tudo foi ficando mais difícil. O garoto, João, matriculado na classe de Duda, juntou-se com um bando de meninos do tipo dele, passando a criar problemas para todos os demais.
Duda e seus amigos não brincavam mais na rua, pois eles estragavam tudo. Cortavam a bola com canivete; se estavam lendo revista ou livro, eles rasgavam, depois saíam correndo. Tudo isso dando gargalhadas.


O bairro, antes tão agradável, passou a ficar triste, sem a alegria das crianças. Um dia, Duda voltou para casa e foi até a cozinha, onde sua mãe fazia um bolo. Ao vê-la, a mãe percebeu que estava triste e perguntou a razão.
— Ah, mamãe! Lembra-se daquele menino que mudou há pouco para cá? Ele é terrível! — respondeu a menina com lágrimas a lhe descerem pelo rosto.
E Duda contou à mãe o que estava acontecendo. A mãe ouviu, enquanto
continuava a mexer a massa do bolo. Depois disse:
— Filha, você já viu o que faz o fermento quando colocado na massa?
— Mãe!... — exclamou a menina indignada — Eu estou contando um problema e você vem me falar de bolo e de fermento?!...
— Duda, a massa e o fermento têm tudo a ver com seu problema. Jesus nos ensinou que um pouco de fermento leveda a massa toda, isto é, faz a massa crescer bastante. Porém Jesus queria nos ensinar que com nossos pensamentos, com nossas atitudes, podemos agir como o fermento, mudando a situação que estamos enfrentando!
— Entendi. Quer dizer que preciso achar um modo de mudar a situação. Mas como? — a garota murmurou e depois se pôs a pensar, calada.
— As pessoas que agem assim, com mau humor, violência, agressividade, geralmente são frágeis, guardam problemas sérios, e essa é a maneira de jogarem para fora o que sentem. Entendeu? — explicou a mãe.
— Sim, mamãe. Vou conversar com a turma e ver o que podemos fazer.
Mas no dia seguinte João não foi à escola. Nem nos outros dias. Preocupada, Duda resolveu ir visitá-lo. Chegando à casa dele, bateu palmas e uma senhora veio abrir.
— Bom dia! Eu sou Eduarda, colega do João na escola. Fiquei preocupada e vim saber o que está acontecendo com ele.
A senhora, que tinha expressão cansada, triste, abriu leve sorriso.
— Entre, Eduarda. João está doente. Venha até o quarto dele.
Ela disse que não precisava, só queria saber como ele estava. Mas a dona da casa insistiu e Duda entrou no quarto dele. Por dentro, estava tremendo de medo. Ao vê-la, o garoto ficou surpreso e mostrou certa satisfação. A mãe, alegando serviço, deixou-os a sós.
— Olá, minha vizinha. O que a trouxe aqui? Veio ver se eu já morri?
— Eu estava preocupada com você, João. Há dias não vai às aulas.
— Pois não precisava se preocupar. É só uma gripe. Também não me chame de João. Não gosto.
— E por quê? É um nome lindo! João foi o mais jovem apóstolo de Jesus, e era muito ligado ao Mestre. Deve ser por isso que seus pais lhe deram este nome!


— Não. É porque meu pai chama-se João. Por isso não gosto do meu nome.
— Pois acho que deve se orgulhar dele. Meu pai me contou que, após a crucificação, tudo ficou difícil para os seguidores de Jesus. Maria, sua mãe, ficou sozinha e foi morar longe com uns parentes. Alguns anos depois, João foi procurá-la e convidou-a a ir com ele para Éfeso, onde ele tinha conseguido uma casinha e trabalhava na divulgação dos ensinamentos de Jesus. Maria foi e ficou com João até o fim da vida.  
Quando Duda terminou de contar, João estava com os olhos úmidos.
— Linda história. Agora vejo que nada tem a ver com meu pai, que se irrita por qualquer coisa, e fica violento, bruto, e bate em todos que estão por perto.
Naquele momento, Duda notou as marcas que ele tinha nos braços, no rosto e sentiu muita pena. Lembrando o que a mãe dissera, ela repetiu:
— João, seu pai não deve ser assim porque quer. No íntimo, ele deve ter muitos problemas que não consegue resolver. Tenha piedade dele.
O menino olhou para ela e pegou na sua mão, dizendo:
— Eduarda, você não sabe o bem que me fez hoje. Estava péssimo e sinto-me bem melhor. Você me desculpa? Sei que a magoei bastante.
— Não tenho o que perdoar, João. Posso vir outras vezes?
— Claro! E traga seus amigos. Quero conhecê-los melhor. Se forem como você...
Duda sorriu e despediu-se, depois foi embora pensando: Quanto bem pode fazer um pouco de amor e de atenção. Mas todos naquela casa precisam de ajuda. A mãe é muito triste e o pai deve ter muitos problemas. Vou falar com meus pais. Quem sabe eles possam ajudá-los? O Senhor estava certo, Jesus. Um pouco de fermento é suficiente para fazer toda a massa crescer. Obrigada!
E de ânimo renovado Eduarda voltou para seu lar, onde havia amor e tranquilidade.
Entrando em casa, sentiu o cheiro de bolo que acabara de assar. Sorriu e pegou o pedaço de bolo que sua mãe lhe deu, dizendo:
— Obrigada, mamãe! O que não faz um pouco de fermento na massa, não é? 

MEIMEI
 
(Recebida por Célia X. de Camargo, em 8/07/2013.)