Crianças de 3 a 6 anos
1– Por o rabo no porquinho - Consiste na criança desenhar o rabinho no porquinho, com os olhos vendados.
Objetivos – desinibição, coordenação motora, despertar para a importância de preservar o corpo. (Temas em que pode ser utilizado – amor aos animais, cuidados com o corpo, ou apenas para descontrair as crianças.)
2 – Olá, coleguinha - Uma criança fica de costas para as outras e, ao comando do evangelizador uma das crianças levanta e diz: - “Olá, coleguinha!”, e a criança que está de costas deverá identificar quem falou.
Objetivos – socialização, integração, reconhecimento dos amigos, educação auditiva. Temas - Respeito aos amigos, Boas maneiras, Importância da Educação, ou para facilitar a integração de novos membros no grupo.
3 – Dramatização livre de historinha - Após contar uma história, pedir para as crianças representá-la, sem interferir, deixando-as combinarem entre si como vão apresentá-la.
Objetivos – integração, fixação de conteúdo, desenvolver a criatividade.
Temas – Serve para qualquer tema, desde que a historinha escolhida tenha vários personagens. É uma forma eficiente de verificar o quanto às crianças apreenderam do conteúdo. Permitindo que as crianças se revezem nos papéis, auxilia na fixação das principais idéias transmitidas. O aspecto “artístico” não precisa ser levado em conta, o que interessa é a espontaneidade das crianças.
4 - Bonequinhos animados - Consiste na utilização de bonequinhos de cartolina com dois furos no lugar onde ficariam as pernas, e que o evangelizador coloca dois dedos para dar movimento aos personagens da historinha. Depois podem ser distribuídos entre as crianças bonequinhos iguais para que as crianças criem as histórias ou reproduzam a história ouvida, enquanto movimentam os bonequinhos.
Objetivos – despertar o interesse, desenvolver a coordenação motora, a criatividade, a integração, fixação do conteúdo.
Tema – Adapta-se a qualquer tema em que a historia escolhida tenha poucos personagens.
5 – Caixinha de areia ou quadro de isopor - Consiste em uma caixa de papelão rasa, cheia de areia, ou de um pedaço de isopor, onde serão colocados os personagens da história, que estarão presos a um palito de dente (em caso de isopor) ou de picolé (no caso de areia).
Objetivos – despertar e manter o interesse e atenção das crianças. Serve para qualquer tema
6 – Desenhando a história. - Enquanto o evangelizador vai contando a história escolhida, vai desenhando no quadro alguns elementos da história. Ao final pede para que as crianças reproduzam ou recriem os desenhos relacionados ao tema.
Objetivos – Despertar e manter o interesse das crianças.
Tema – Adapta-se a qualquer tema. É importante lembrar que o evangelizador não precisa ser um “Leonardo da Vinci”, pois o importante é a mensagem que o desenho passe para as crianças, pois nessa faixa etária as crianças não exigirão obras de arte para compreenderem o conteúdo.
7 – Quando eu chegar em casa
Consiste em transmitir a mensagem desejada através da mímica. O evangelizador começa falando “quando eu chegar em casa vou...” e faz a mímica de, por exemplo, lavar o rosto, enxugar e guardar a toalha (três ações), e pede que as crianças identifiquem o que fará. Em seguida, cada criança falará três coisas que fará ao chegar em casa e as outras deverão descobrir.
Objetivos – Integração, identificação de ações, percepção do próprio corpo, da ação da vontade.
Tema – Pode ser utilizado ao falar em Higiene Pessoal, Valorização do Corpo como instrumento divino.
(Desconheço autoria)
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
SUGESTÃO DE BRINCADEIRAS
Camaleão
Este jogo necessita de um espaço relativamente plano, delimitado e onde
exista uma parede ou muro. Jogam pelo menos seis crianças.
Coloca-se uma criança (camaleão) junto à parede, virada para ela e de olhos
tapados pelas mãos. As restantes crianças estão colocadas à vontade, a uma
distância de cerca de dez metros. Ao sinal de início do jogo, as crianças
perguntam em coro àquela que está junto da parede: “Camaleão, de que
cor?” . O camaleão responde dizendo uma cor, por exemplo, o azul.
Mal diz a cor, neste exemplo, o azul, o camaleão vira-se e começa a correr
atrás dos colegas, que fogem. Ao fugir, as crianças procuram um objecto da
cor escolhida e tocam nele, a fim de se livrar. Neste caso, o camaleão não as
pode caçar. Só pode caçar aquelas crianças que ainda não se livraram, ou
seja, não tocaram na cor escolhida.
Se o camaleão tocar em alguém antes de se livrar, este passa a ser o novo
camaleão. Se o camaleão não conseguir caçar ninguém, continua nesta
função.
De referir que, quando as crianças fazem a pergunta: “Camaleão, de que
cor?”, e este responde “cor de burro quando foge”, as crianças ficam
quietas, não podendo fugir. Aquela que se mexer perde e passa a ser o novo
camaleão.
O Rei manda
Jogam seis ou mais crianças, num espaço que tenha parede ou muro, embora
estes possam ser substituídos por um risco desenhado no chão.
O rei coloca-se de costas para a parede ou risco e as outras crianças
colocam-se, lado a lado, à sua frente, a uma distância superior a dez metros.
A função do rei é dar ordens que podem variar bastante. As outras crianças
cumprem essas ordens, tentando aproximar-se o mais possível da parede ou
risco onde está o rei. Quem conseguir chegar à parede ou ao risco em
primeiro lugar, será o novo rei.
Ao dar as suas ordens, o Rei deve começar por dizer, “O rei manda...:”. A
título de exemplo pode dizer: “O rei manda...dar dois saltos a pés juntos
para a frente, um salto de gigante para o lado esquerdo, marchar no sítio,
saltitar a pé coxinho para o lado direito, dizer o nome em voz alta, rodopiar
duas vezes”, etc. O professor tem de ter o cuidado de verificar se as
ordens do rei não se tornam demasiado restritivas à aproximação das
crianças ao seu posto.
Coelhos às tocas
Dividir as crianças em dois grupos numericamente iguais. Um grupo constitui
as tocas e o outro os coelhos.
As crianças escolhidas para tocas devem espalhar-se por todo o espaço e
tomar a posição de pé com as pernas afastadas, sem se mexerem. O
professor dá a ordem de correr aos “coelhos” e estes correm por todo o
espaço. À voz de “Coelhos às tocas”, os coelhos põem-se de gatas debaixo
das pernas das tocas. Têm de entrar por detrás das tocas, para evitar
choques.
O professor deverá colocar-se atrás de uma toca qualquer, para que um
coelho fique sem lugar. O coelho que fica sem toca perde um ponto.
Depois de quatro ou cinco jogadas, as crianças trocam de posição. Os
coelhos tomam o lugar das tocas e vice-versa. Ganha a criança com menos
pontos porque ficou menos vezes sem toca.
Cabra- cega
Jogam várias crianças. É necessário um lenço ou pano para amarrar à volta
dos olhos de uma das criança que será a cabra-cega.
As crianças colocam-se de mãos dadas formando uma roda. A cabra- -cega
fica no seu centro da roda, de cócoras e com os olhos tapados com uma
venda.
A seguir inicia-se um diálogo entre as crianças que estão na roda e a Cabracega.
“Cabra-cega, donde vens?”
“Venho da Serra.”
“O que me trazes?”
“Trago bolinhos de canela.”
“Dá-me um!”
“Não dou.”
Então, as crianças que se encontram na roda dizem em coro:
“Gulosa, gulosa, gulosa... “ (repete-se até a Cabra-cega agarrar alguém)
A Cabra-cega levanta-se e tenta apanhar uma criança da roda. Se apanhar
alguém, as crianças calam-se todas e a Cabra-cega tem de adivinhar,
apalpando com as mãos, quem é a (o) colega que apanhou.
Quando acertar, fica esse (a) a ser a Cabra-cega.
Por vezes, nesta variante da roda, as crianças podem estar silenciosas. Mas,
então, a roda não se pode mexer do sítio. Antes de ir à procura de alguém, a
cabra-cega dá três voltas sobre si mesma.
Noutra variante, as crianças espalham-se pelo espaço previamente definido
e que não pode ser muito grande. A cabra-cega, com os olhos tapados, tenta
agarrar uma outra criança qualquer. Todas as crianças se deslocam pelo
espaço e aproximando- se e afastando-se da cabra-cega para a desorientar
com o ruído dos seus deslocamentos enquanto cantam: “Cabra-cega! Cabracega!
Tudo ri, mãos no ar, a apalpar, tactear, por aqui, por ali. Tudo ri!
Cabra-cega! Cabra-cega! Mãos no ar, apalpando, tacteando, por aqui, por ali,
agarrando o ar! Tudo ri...”. Também lhe podem tocar nas costas.
Serpente
As crianças formam duas equipas que se dispõem em fila, agarrando-se uns
aos outros pela cintura, formando uma serpente.
Colocam-se frente a frente as duas serpentes e, à indicação do professor, a
criança da frente de uma equipa terá que tocar na última criança da outra
equipa. Ganha a equipa que tocar em primeiro lugar no último jogador da
outra serpente.
domingo, 7 de novembro de 2010
ALEGRIA
TEMA: Campanha " Tá na Cara": conhecimento de si mesmo alegria
IDADE: 11-12 anos
OBJETIVO: identificar o sentimento da alegria e as causas que fazem esse sentimento Surgir.
INCENTIVAÇÃO: com as caricaturas da aula anterior expostas, pedir que as crianças
identifiquem a carinha que expressa a alegria. Perguntar: O que é alegria? O que os deixam alegres?
DESENVOLVIMENTO: observar as respostas e levar a criança a perceber se esse
sentimento acontece somente com situações materiais ou morais.
Por exemplo: ficamos alegres quando estudamos e tiramos nota 10 numa prova? Se tivéssemos "colado" , o sentimento seria o mesmo?
A alegria maior, verdadeira é aquela que sentimos quando nossa consciência está tranqüila. É o dever cumprido.
A tristeza aparece quando nos afastamos do compromisso.
" Ser alegre " e " estar alegre" é diferente?
" Estar alegre" é um estado de momento. Podemos inibir o "ser alegre" se condicionarmos a alegria a alguns acontecimentos. Ex.: só consigo ficar alegre ou feliz se eu tiver o tênis da moda; só ficarei feliz se eu cair na mesma turma do ano passado; etc. Essa alegria não é verdadeira.
Podemos ser felizes diante da dor? ( colocar figuras com pessoas em situações difíceis, mas com expressões diferentes, umas com fisionomia calma, outras sofridas ); refletir que podemos ser felizes mesmo diante da dor ou dificuldade quando entendemos a razão daquilo e tiramos lições.
Se determinada escolha não foi boa, vamos trabalhar com ela com alegria, vencendo mais fácil a situação. Poe ex.: se fui colocado numa classe diferente , com pessoas que não conheço, a minha alegria, satisfação vai emanar vibrações de tal categoria que pode envolver as pessoas e estas serem atraídas para novas amizades. A alegria do Espírito é uma energia transformadora que desmobiliza vibrações inferiores.
FIXAÇÃO: dobrar uma folha sulfite ao meio; na metade da frente desenhar o seu rosto com expressão alegre e escrever o que o deixa com esse sentimento. ( a metade de trás ficará para outro sentimento a estudar, para no final confeccionar o livrinho)
Beatriz de Almeida Rezende
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
DINÂMICA AUTO ESTIMA
Ser diferente
Zezé, o elefante, estava triste. Ele se achava gordo e desajeitado. Na verdade, queria ser como Filó, a girafa. Porém, ao contar para a amiga girafa seu sonho de ser alto e elegante como ela, descobriu que Filó se achava alta demais, e não gostava de seu pescoço.
Ela contou, então que desejava ser como Lico, o coelho, ágil, veloz. Conversando com Lico, descobriram que ele se considerava frágil demais e, em seus sonhos, via-se forte como Ian, o leão.
Superando o medo que sentiam de Ian, foram procurá-lo, para perguntar como era ser forte, ser o rei da floresta. Mas encontraram Ian triste e solitário. O leão possuía poucos amigos, pois tinha fama de ser furioso, e todos tinham medo de se tornar seu jantar.
Como não conseguiram concluir quem era o melhor bicho, resolveram fazer um concurso para eleger o mais belo da floresta, o animal ideal. E foram procurar Zilá, a coruja, para juntos estabelecerem as regras do campeonato. Zilá era uma estudiosa do comportamento animal, que surpreendeu a todos quando disse:
- Que importa ser o mais belo, o animal ideal? Deus criou cada animal de um jeito especial, com características próprias. E aí está a beleza da criação. Já pensaram se só existissem leões ou borboletas? Zilá também explicou que cada animal tem virtudes próprias, e que o importante é cada um aceitar-se como é, valorizando o que tem de bom e se esforçando para se tornar alguém cada vez melhor, desenvolvendo qualidades como amor, perdão, respeito, amizade.
Zezé, Filó, Lico e Ian pensaram muito no que disse Zilá. E não realizaram o concurso. A partir dessa conversa, Zezé parou de reclamar de seu peso e iniciou um programa de exercícios; Filó aceitou-se como era, alta e magra e deixou de ser fofoqueira; Lico tornou-se mais alegre e satisfeito com a vida e Ian tem se esforçado para ser mais calmo e simpático e fazer novos amigos. Assim, todos colaboram para que a floresta se torne um lugar melhor para se viver.
É importante gostar de si mesmo? Por quê?
Cada um tem o corpo físico ideal em cada existência para aprender as coisas que se propôs. Assim, o leão deveria fazer novos amigos, a girafa aprender a não falar mal dos outros, o coelhoa ser mais alegre e se aceitar como era.
Qual é o animal mais belo? Cada animal tem a sua beleza e importância, juntos compõe a natureza que é perfeita e foi criada por Deus.
E nós? Nos aceitamos como somos? Ou agimos como os animais da história? Não esperar respostas, pedir que eles reflitam.
É importante na vida de uma pessoa as atitudes boas que pratica e os sentimentos positivos que desenvolve (como amor, respeito, amizade) e o esforço que faz para superar os defeitos morais que possui (fofoca, mentira, preguiça).
Devemos sempre nos comparar a nós mesmos (como éramos há algum tempo) e nunca nos compararmos aos outros, pois cada um tem sua caminhada.
ATIVIDADE: fazer um porta-retrato (uma cartolina retangular colorida e outra menor que sirva de suporte, mantendo o porta-retrato em pé). Pedir que cada aluno se desenhe e escreva sentimentos e atitudes positivas que já pratica, valorizando aquilo de bom que cada um já possui. Também pode escrever: Eu sou especial (ou Eu sou legal).
Zezé, o elefante, estava triste. Ele se achava gordo e desajeitado. Na verdade, queria ser como Filó, a girafa. Porém, ao contar para a amiga girafa seu sonho de ser alto e elegante como ela, descobriu que Filó se achava alta demais, e não gostava de seu pescoço.
Ela contou, então que desejava ser como Lico, o coelho, ágil, veloz. Conversando com Lico, descobriram que ele se considerava frágil demais e, em seus sonhos, via-se forte como Ian, o leão.
Superando o medo que sentiam de Ian, foram procurá-lo, para perguntar como era ser forte, ser o rei da floresta. Mas encontraram Ian triste e solitário. O leão possuía poucos amigos, pois tinha fama de ser furioso, e todos tinham medo de se tornar seu jantar.
Como não conseguiram concluir quem era o melhor bicho, resolveram fazer um concurso para eleger o mais belo da floresta, o animal ideal. E foram procurar Zilá, a coruja, para juntos estabelecerem as regras do campeonato. Zilá era uma estudiosa do comportamento animal, que surpreendeu a todos quando disse:
- Que importa ser o mais belo, o animal ideal? Deus criou cada animal de um jeito especial, com características próprias. E aí está a beleza da criação. Já pensaram se só existissem leões ou borboletas? Zilá também explicou que cada animal tem virtudes próprias, e que o importante é cada um aceitar-se como é, valorizando o que tem de bom e se esforçando para se tornar alguém cada vez melhor, desenvolvendo qualidades como amor, perdão, respeito, amizade.
Zezé, Filó, Lico e Ian pensaram muito no que disse Zilá. E não realizaram o concurso. A partir dessa conversa, Zezé parou de reclamar de seu peso e iniciou um programa de exercícios; Filó aceitou-se como era, alta e magra e deixou de ser fofoqueira; Lico tornou-se mais alegre e satisfeito com a vida e Ian tem se esforçado para ser mais calmo e simpático e fazer novos amigos. Assim, todos colaboram para que a floresta se torne um lugar melhor para se viver.
É importante gostar de si mesmo? Por quê?
Cada um tem o corpo físico ideal em cada existência para aprender as coisas que se propôs. Assim, o leão deveria fazer novos amigos, a girafa aprender a não falar mal dos outros, o coelhoa ser mais alegre e se aceitar como era.
Qual é o animal mais belo? Cada animal tem a sua beleza e importância, juntos compõe a natureza que é perfeita e foi criada por Deus.
E nós? Nos aceitamos como somos? Ou agimos como os animais da história? Não esperar respostas, pedir que eles reflitam.
É importante na vida de uma pessoa as atitudes boas que pratica e os sentimentos positivos que desenvolve (como amor, respeito, amizade) e o esforço que faz para superar os defeitos morais que possui (fofoca, mentira, preguiça).
Devemos sempre nos comparar a nós mesmos (como éramos há algum tempo) e nunca nos compararmos aos outros, pois cada um tem sua caminhada.
ATIVIDADE: fazer um porta-retrato (uma cartolina retangular colorida e outra menor que sirva de suporte, mantendo o porta-retrato em pé). Pedir que cada aluno se desenhe e escreva sentimentos e atitudes positivas que já pratica, valorizando aquilo de bom que cada um já possui. Também pode escrever: Eu sou especial (ou Eu sou legal).
terça-feira, 19 de outubro de 2010
A CRIANÇA
A criança é o dia de amanhã, solicitando-nos concurso fraternal.
Planta nascente - é a árvore do futuro, que produzirá, segundo o auxílio à sementeira.
Livro em branco - exibirá, depois, aquilo que lhe gravarmos nas páginas agora.
Luz iniciante - brilhará no porvir, conforme o combustível que lhe ofertarmos ao coração.
Barco frágil - realizará a travessia do oceano encapelado na Terra, de acordo com as instalações de resistência com que lhe enriquecermos a edificação.
Na alma da criança reside a essência da paz ou da guerra, da felicidade ou do infortúnio para os dias que virão.
Conduzirmos, pois, o espírito infantil para a grande compreensão com Jesus é consagramos nossa vida à experiência mais sublime do mundo - o serviço da Humanidade na pessoa dos nossos semelhantes, a caminho da redenção sempre.
Espírito: Meimei
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: Cartas do Coração
terça-feira, 12 de outubro de 2010
AS PALAVRAS MAGICAS
Dona Paula estava muito preocupada com seu sobrinho Gilberto, que havia chegado de fora há pouco dias. Não que ele fosse um menino desobediente, nem um menino muito travesso. Não era. Pelo contrário, obediente e bem comportado.
Mas, Gilberto não era um menino amável, atencioso... Nunca dizia "muito obrigado" a ninguém, não cumprimentava as pessoas, nem pedia as coisas com delicadeza.
Se entrava num taxi com a titia, embora ela cumprimentasse o motorista com gentileza, ficava em silêncio ou então ordenava:
- Ande ligeiro! Bem depressa!...
Se andava num elevador, empurrava os outros e nunca pedia licença. Não era gentil com ninguém.
Resultado: o dono do armazém nunca lhe dava uma bala, o que costumava fazer com as outras crianças; os motoristas de taxi não olhavam para ele com simpatia; e as pessoas que encontravam no elevador não lhe diziam uma palavrinha gostosa ou, pelo menos lhe davam um sorriso amável.
Natural, pois, que titia Paula andasse preocupada.
Um dia, Gilberto entrou na cozinha e viu que a tia estava se preparando para fazer um bolo. Então disse logo:
- Eu quero um bolo só para mim.
- Pode ser... respondeu a tia Paula - Mas, ante, você terá que dizer umas palavras mágicas. Se você disser, eu farei o bolinho.
Gilberto ficou pensando que palavras mágicas seriam estas. Mas, logo se lembrou de uma estória que vovô havia lhe contado. Por isso, gritou:
- Abracadabra! Abracadabra!
- Não, não são estas as palavras mágicas – disse a tia, sorrindo.
- Não?? - Gilberto pensou, pensou...
- Balabalabla! Balabalabla! - tornou a gritar.
Dona Paula sacudiu a cabeça.
- Não, também não são estas.
- Dipo dipodóclus! Dipo diodóclus!
- Não, não! – disse ainda a tia, achando graça das invenções do sobrinho.
Gilberto não sabia o que dizer. Pensou... pensou... Então, desanimado pediu:
- Por favor, tia Paula, quais são as palavras mágicas?
E muito surpreendido, ouviu a titia dizer:
- Viva! Você já disse as palavras mágicas. Pronto! Vou fazer um bolinho só para você.
O menino ficou admirado. Depois, lembrou-se. E, muito contente, falou:
- "Por favor"... então são estas as palavras mágicas, que conseguem tudo?
Tia Paula disse que sim e ensinou ainda outras palavras mágicas que fazem com que todo o mundo gosto da gente.
Gilberto ouviu tudo com muita atenção e prometeu não se esquecer mais das tais palavras mágicas. E começou a cumprir sua palavra, pois quando a tia lhe deu um lindo bolinho, bem cheiroso, ele, muito gentil, falou, sorrindo:
- Muito obrigado, tia Paula. Muito obrigado!
A CRIANÇA E OS AMIGOS
1. Mensagem:
“Seleciona as tuas companhias. Os maus companheiros tornam-se presenças inconvenientes na tua vida e perturbam-te a marcha.
Ninguém é tão independente e pleno que não corra o perigo de contaminar-se, com aqueles que estagiam e se comprazem na delinqüência ou na insensatez viciosa.
Sê gentil com os maus e estúrdios, porém, não te imiscuas com eles, seu comportamento, suas atividades e filosofia de vida.
As enfermidades morais também contagiam os incautos que delas se aproximam”.
(Joanna de Ângelis/Divaldo Franco).
2. Prece de Abertura:
3. Momento da Criança:
A - Apresentar uma folha de papel cor-de-rosa, amassada, dizendo que deverão imaginá-la como uma linda rosa perfumada.
Pedir que fechem os olhos, passando a rosa de mão em mão, imaginando que oferecem a flor a um amigo, com uma palavra carinhosa.
Obs: Será importante começar pelos adultos, o que facilitará a imaginação da criança. Ex.: o adulto dirá: “Eu vou oferecer esta linda rosa ao meu amigo... porque ele é muito trabalhador e merece uma recompensa”.
Dizer que narrará um fato, para que analisem a ação do garoto e digam o que aprenderam.
B - Desenvolvimento:
1 - Narrar a história: "A Balança".
Quando menino, eu vivia brigando com meus companheiros de brinquedos. E voltava para casa lamuriando e queixando-me deles. Isso ocorria, as mais das vezes, com o Beto, o meu melhor amigo.
Um dia, quando corri para casa e procurei mamãe para queixar-me do Beto, ela me ouviu e disse o seguinte:
- Vá buscar a sua balança e os blocos.
- Mas, o que tem isso a ver com o Beto?
- Você verá... Vamos fazer uma brincadeira.
Obedeci e trouxe a balança e os blocos. Então, ela disse:
- Primeiro, vamos colocar neste prato da balança um bloco para representar cada defeito do Beto. Conte-me quais sao.
Fui relacionando-os e certo número de blocos foi empilhando daquele lado:
- Você nao tem nada mais a dizer?.
Eu não tinha e ela propôs:
Então você vai, agora, enumerar as qualidades dele. Cada uma delas será um bloco no outro prato da balança.
Eu hesitei, porém ela me animou dizendo:
- Ele nao deixa você andar em sua bicicleta? Nao reparte seu doce com você?
Concordei e passei a mencionar o que havia de bom no caráter do meu amiguinho.
Ela foi colocando os blocos do outro, lado. De repente eu percebi que a balança oscilava. Mas vieram outros e outros blocos em favor do Beto. Dei uma risada e mamãe observou:
- Você gosta do Beto e ficou alegre por verificar que suas boas qualidades ultrapassam seus defeitos. Isso sempre acontece, conforme você mesmo verificar ao longo de sua vida.
E de fato. Através dos anos, aquele pequeno incidente de pesagem tem exercido importante influência sobre meus julgamentos. Antes de criticar uma pessoa, lembro-me daquela balança e comparo seus pontos bons com os maus. E, felizmente, quase sempre há uma vantagem compensadora, o que fortalece em muito a minha confiança no gênero humano
2 - Fazer perguntas as crianças, incentivando-as a expressarem opinioes que enfatizem a amizade, o companheirismo, etc...
3 - Relacionar os fatos da história ao seu dia-a-dia, pedindo que contem o que tem ocorrido ente eles e seus amigos.
4 - Atividades.
Estudo do Evangelho de Jesus: Cap. XI – item 4.
“Amar o próximo como a si mesmo: fazer pelos outros o que quereríamos que os outros fizessem por nós, é a expressão mais completa da caridade, porque resume todos os deveres do homem para com o próximo. Não podemos encontrar guia mais seguro, a tal respeito, que tomar para padrão, do que devemos fazer aos outros, aquilo que para nós desejamos. Com que direito exigiríamos dos nossos semelhantes melhor proceder, mais indulgência, mais benevolência e devotamento para conosco, do que os temos para com eles? A prática dessas máximas tende à destruição do egoísmo. Quando as adotarem para regra de conduta e para base de suas instituições, os homens compreenderão a verdadeira fraternidade e farão que entre eles reinem a paz e a justiça. Não mais haverá ódios, nem dissensões, mas, tão-somente, união, concórdia e benevolência mútua”.
- Comentários com o grupo – exemplos
"O Melhor é Viver em Família" - 12 Volumes)
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