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quinta-feira, 8 de junho de 2017

CARTA ABERTA AOS PAIS


Senhores pais,

Queremos pedir-lhe licença para falarmos diretamente ao seu coração.
O assunto é o mais importante que existe em suas vidas e em nossa também: O SEU FILHO
Esse Espírito eterno do além em forma de criança traz consigo, ao renascer, uma bagagem de experiências, conhecimentos, emoções e sentimentos adquiridos em outras vidas.
Mas, acima de tudo, seu filho é também filho de Deus e, portanto, herdeiro do Criador, trazendo em si mesmo os germens da sabedoria e da virtude, qualidades nobres e poderes superiores herdados do Pai.
Reencarnando na Terra, assemelha-se à sementinha que foi introduzida no solo e que necessita de cuidados especiais para a germinação e crescimento.
Da mesma forma, seu filho necessita de ambiente adequado, de muito amor e orientação, mas principalmente do Evangelho de Jesus.
O Evangelho é o roteiro seguro que lhe indicará o caminho a seguir, luz que clareará a estrada livrando-o de quedas difíceis, estímulo superior que despertará suas qualidades nobres,fazendo crescer em seu intimo o sentimento de amor e justiça, levando-o a vibrar cada vez mais em sintoma com as Leis Universais
Não lhe negue a oportunidade de crescer com os ensinamentos de Jesus e com a luz do conhecimento espiritual. Ajude-o e conte conosco, os evangelizadores.
ENCAMINHE SEU FILHO`A EVANGELIZAÇÃO ESPÍRITA INFANTIL
Evangelizadores - C.E. Fraternidade

quarta-feira, 10 de maio de 2017



Caros Evangelizadores, 

Fomos convocados a realizar uma obra específica no campo do bem, cujo Mestre e responsável maior pela sua execução coloca ao nosso alcance os recursos necessários, respeitando, porém, a nossa disposição de agir. São poucos, por hora, os que dispõem à ação. Mas já aprendemos com Jesus a lição do fermento que é capaz de levedar a massa toda! Sejamos o fermento pela força da nossa convicção e da nossa certeza na excelência da tarefa a que nos propomos. Outros se juntarão a nós, se dermos o exemplo da perseverança e da fidelidade aos princípios estabelecidos para este trabalho pelo Cristo de Deus. O nosso exemplo pode arrastar multidões pela força que lhe é intrínseca, pelos objetivos que norteiam a tarefa. Quem caminha rumo à espiritualização, com certeza não caminha só, como também, em boa companhia. Quem não desiste no meio do caminho, encoraja os que o acompanham a prosseguir, colaborando para que a caravana não se enfraqueça e siga unida, até o fim. Perseverar no trabalho anônimo e produtivo que não recebe os aplausos do mundo, porque não fica na evidência social, é dar testemunho de alta compreensão dos planos de Jesus, relativos à nossa melhoria espiritual. A tarefa de evangelização da criança e do jovem é um desses trabalhos. Plantar, na mente e nos sentimentos da nova geração, a semente de uma sociedade altruísta é investir no futuro, com apreciáveis possibilidades de êxito. Para tanto, necessita o evangelizador estar convencido da importância e do alcance do seu trabalho, condição sem a qual não terá forças suficientes para enfrentar os obstáculos de várias naturezas que comumente se antepõem às nobres realizações. Fortificado no seu ideal, poderá o evangelizador cumprir tarefa sócio espiritual de grande valia e arrastar, com seu exemplo, aqueles que, embora ainda indecisos, se inclinam a seguir um bom modelo.

(Cecília Rocha, Pelos Caminhos da Evangelização – FEB.)

domingo, 8 de janeiro de 2017

REFLEXÃO SOBRE A PAZ




"A paz vos deixo, a minha paz vos dou; não vo-lo dou como o mundo a dá." Jesus 
João (14:27.)

       

  Um importante exercício é o de buscarmos a paz. 
  Sempre ouvimos na TV e no rádio, lemos em jornais e revistas, sobre a violência que está ocorrendo não só no nosso país, mas também pelo mundo afora. 
  Então, nós nos perguntamos: o que podemos fazer pela paz? 
  E aí? O que nós podemos fazer pela paz? 
  A paz começa a ser exercida dentro de nós mesmos. Complicado isso, não é? Mas é isso mesmo, a paz começa dentro de nós mesmos, pois se nós tivermos conosco  estaremos, também, envolvendo todos ao nosso redor na pacificação. 
 E o que é ter paz conosco mesmo? Você deve estar se perguntando... 
 Ter paz conosco mesmo é quando desculpamos, quando trabalhamos no bem, quando entendemos pontos diferentes dos nossos, quando respeitamos todas as diferenças, quando compreendemos os momentos difíceis, quando cultivamos a alegria, ou seja, quando buscamos viver dentro de nós o sentimento de amor. 
Quando fazemos tudo isso, verificamos que estaremos envolvendo todos que conosco convivem em pessoas que também retribuem os mesmos sentimentos. 
E... como a sociedade é feita de cada um de nós, a paz sempre começa de nós mesmos.
Vamos pensar sobre isso? E, não só pensar, mas principalmente começar a vivenciar a paz? 

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

MENSAGEM AOS EVANGELIZADORES

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Mensagem psicográfica recebida na FEB, em reunião mediúnica de 16 de julho de 2015, por Marta Antunes de Moura e que foi passada no Encontro Nacional da Área de Infância e Juventude em Brasília.



Nos limites situados entre a crosta terrestre e o plano espiritual via-se uma alma luminosa deslocando-se entre os núcleos de sofrimento e dor. Acolhia em seu coração amoroso Espíritos desorientados, almas dementadas e perdidas que perambulavam de um lado para outro, sem rumo, alheias ao que lhes acontecia à volta, por trazerem a mente prisioneira de lembranças amargas, de acontecimentos infelizes, mantendo-as cativas aos próprios atos infelizes, cometidos anteriormente.
Aquele vulto luminoso acolhia a todos com paciência, calma e profunda serenidade. Estendia-lhes as mãos, abraçava-os, enxugava-lhes as lágrimas, sussurrava-lhes palavras amáveis e, gentil, apontava-lhes um novo caminho.
O trabalho incessante dessa alma generosa era visto, dia e noite, por todos os que passavam por aquelas regiões, despertando a atenção de Espíritos Benfeitores que lhe compreendendo o elevado intuito, passaram a auxiliá-la.
Com o passar do tempo, constituiu-se uma caravana silenciosa que, destemida, ousava conviver com a miséria moral, erguendo-lhe o ânimo, amparando toda sorte de sofredores e mutilados do espírito.
A notícia da existência dessa caravana humanitária logo se espalhou pelos vastos domínios das sombras, produzindo diferentes reações: esperança e aceitação pelos que buscavam proteção espiritual, ou repúdio e perseguição pelos desorientados e endurecidos, os quais colocavam armadilhas no trajeto da amorável equipe do bem.
Nada, porém, afastava aquele grupo singular da realização de ações no bem, acrescido cada vez mais por um número de Espíritos que, unidos, estendiam mãos amorosas aos irmãos e irmãs em sofrimento.
Quem seria aquela misteriosa alma que se dedicava, anonimamente, ao incessante trabalho do bem, atraindo cooperadores pela força dos seus sentimentos elevados? Quem seria aquela admirável mulher que por onde transitava, fazia surgir núcleos de devotamento aos esquecidos e perdidos na dor?
Tivemos a oportunidade de conhecê-la pessoalmente quando participamos de uma excursão de aprendizado e de resgate a irmãos mantidos em regiões insalubres.
Estávamos passando por algumas dificuldades, inerentes à tarefa, quando ela e a sua equipe se associaram, naturalmente, ao nosso grupo, centuplicando as nossas forças, cooperando em diferentes serviços, mesmo os mais humildes, rudes e grosseiros.
Admirados, perguntamos:
- "Quem sois vós, venerável irmã, que demonstra tanto amor aos que sofrem?"
Um leve e simpático sorriso bailou brevemente em seus lábios e ela respondeu-nos, gentil:
- "Não sou ninguém!!..."
- “Como?” - Indagamos surpresos.
- "Ninguém importante.” - respondeu-nos, rapidamente - “Apenas uma alma que estava perdida e foi encaminhada ao bem pelos laços da evangelização."
E prosseguiu, serena, com a sua história.
- "Criminosa reconhecida, renasci em razão de um relacionamento casual. Continuamente agredida desde pequena, fui abandonada e transformada em criança e jovem habitante das ruas da cidade. Vivi entre a chamada escória humana, esquecida de todos e passando por privações inconcebíveis.
Mas, os 12 anos de idade, minha existência se transformou: vi uma casa espírita onde, tarde da noite, recolhi-me sob suas marquises... O dia já era alto quando acordei assustada, ouvindo risos e gritaria de crianças que, cercando-me, apontavam-me o dedo, curiosas. No momento seguinte, abriu-se a roda ao meu redor e uma evangelizadora aproximou-se. Tocou-me carinhosamente o rosto e sorriu-me com afeto.
Eu conheci o paraíso naquele momento! A ele fui transportada por um simples gesto de afeto, pelo sorriso de aceitação e pelo acolhimento que brilhava nos olhos cristalinos daquela jovem.
- ‘Vem comigo’, falou-me baixinho. ‘Você deve estar com fome!’.
Comi pão com margarina e um pouco de leite. Um manjar dos deuses!
Já alimentada do corpo, a jovem evangelizadora falou-me, então:
- ‘Agora, minha nova amiguinha, vou lhe dar um alimento que é mágico, pois você nunca mais terá fome: Jesus! Você já ouviu falar nele?”
Evangelização!
Evangelizadores!
Abençoados sejam todos!
Meimei

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

NATAL DE AMOR


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É Natal!

Tempo de reflexão.

Tempo de paz.

Tempo de festas.

Tempo de tirar as diferenças.

Tempo de estender a mão ao seu próximo.

Não esqueça
que sempre haverá alguém
a espera de uma palavra de carinho,
de conforto e de paz para o seu coração.

Também não se esqueça que existe muita gente na completa solidão,
e sem natal.
Lembre-se do amigo que se encontra distante,
daquele parente só e abandonado.

Lembre-se das crianças que padecem
carentes nos orfanatos,
e dos velhinhos que,
à margem da sociedade,
renegados pelos próprios familiares,
anseiam por uma palavra de carinho,
por um gesto de tolerância.

Você não pode consertar as injustiças do mundo,
mas cada um de nós poderá contribuir
com o que tem de mais sagrado:
O AMOR.

Experimente fazer um Natal diferente!
Doe um pouquinho de si!
Realize algo novo!
Deixe a sua marca de carinho!
Você dará ao seu Natal um significado mais abrangente:
alguém ficará feliz com o seu gesto!
E você verá que o seu Natal será completo.

Ana Amélia Donádio

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A CRIANÇA


A criança é o dia de amanhã, solicitando-nos concurso fraternal.

Planta nascente - é a árvore do futuro, que produzirá, segundo o auxílio à sementeira.

Livro em branco - exibirá, depois, aquilo que lhe gravarmos nas páginas agora.

Luz iniciante - brilhará no porvir, conforme o combustível que lhe ofertarmos ao coração.

Barco frágil - realizará a travessia do oceano encapelado na Terra, de acordo com as instalações de resistência com que lhe enriquecermos a edificação.

Na alma da criança reside a essência da paz ou da guerra, da felicidade ou do infortúnio para os dias que virão.


Conduzirmos, pois, o espírito infantil para a grande compreensão com Jesus é consagramos nossa vida à experiência mais sublime do mundo - o serviço da Humanidade na pessoa dos nossos semelhantes, a caminho da redenção sempre.

Espírito: Meimei
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: Cartas do Coração

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

BRASIL DE TODOS NÓS


Há de chegar um tempo em que o Brasil de todos nós será um país de paz.

Um país onde não haja a miséria de recursos amoedados, nem a ignorância das letras.

Onde todos trabalhem e haja trabalho para todos. Os que não necessitem dos valores salariais, trabalhem pelo bem geral, em voluntariado de amor.

Há de chegar um tempo em que derrubaremos os muros dos quintais, não mais cultivando o medo. E abraçaremos o vizinho como um irmão.

Um tempo onde as crianças voltem a correr pelos parques, nos dias de sol. Crianças que possam ir e vir das escolas, sozinhas ou em grupos, enchendo as ruas de risos, corridas, alegria.

Ah, Brasil, como te desejo grande! Maior do que teu território. Um Brasil sem fronteiras internas, onde os filhos do Norte e os do Sul falem a mesma linguagem, a do bem.

Onde os sotaques, os regionalismos sejam preservados, como essa diversidade sadia, característica do grande mundo de Deus.

Mas onde o idioma único seja o da fraternidade. Irmãos do Leste e do Oeste trabalhando pela mesma grandeza da nação.

Haverá de chegar um tempo, que pode ser já, se você e eu começarmos hoje a estender a mão ao vizinho e o saudar com um Bom dia, amigo!

Um tempo em que os estádios ficarão lotados com pessoas cujo objetivo é assistir um bom jogo de futebol. Um jogo onde o importante não será quem leve a taça, mas aquele que demonstre a mais apurada técnica, a melhor habilidade e a mais fina ética.

Um tempo em que as salas de teatro se abram para todos, crianças, jovens, adultos, idosos para assistir o drama e a tragédia em elaboradas peças. Assistir o cômico, rindo com prazer.

Também para ouvir a música dos imortais, o cancioneiro popular, as baladas do coração.

Haverá de chegar um tempo em que música também se ouvirá nas praças, nos parques, nas estações de trem, nos terminais de ônibus.

Então, em vez de ansiedade e preocupação, a alma se extasiará com a harmonia das notas, em escalas crescentes e decrescentes, com as melodias compostas com a mais delicada sensibilidade.

Quisera que esse dia chegasse logo para não mais ver lágrimas de mães pranteando filhos prisioneiros, mas sim deixando escorrer o pranto da emoção pelas conquistas dos seus rebentos.

Quisera que esse dia chegasse logo para ver mais sorrisos e menos dores; mais justiça e menos demagogia.

Quisera que esse dia chegasse logo para, no Dia da Pátria, contemplar com emoção o pavilhão nacional tremular ao vento, mostrando suas cores, com especial destaque para o branco da paz.

E, então, cantar o Hino Pátrio com todo vigor:

Terra adorada, entre outras mil,

És tu, Brasil, ó pátria amada!

Dos filhos deste solo, és mãe gentil,

Pátria amada, Brasil!

Redação do Momento Espírita.

Em 03.09.2010.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

EVANGELIZAÇÃO E EDUCAÇÃO




A EVANGELIZAÇÃO INFANTIL é um campo bastante propício ao emprego da simplicidade utilizada por Jesus para semear as verdades celestes.

Com efeito, a criança, na sua pureza e espontaneidade, reclama de nós, adultos, métodos e recursos simples para aprendizagem da Doutrina Espírita.

Espíritos muitas vezes mais inteligentes do que nós, os incumbidos de os evangelizar, as crianças exigem respeito, sinceridade e, acima de tido, amor, para que, através do nosso exemplo, continuem o seu percurso em busca da luz.

Assim é que a primeira regra para bem evangelizar consiste em não tratar a criança corno criança - isto é, como alguém incapaz ainda de apreender o sentido da Doutrina - e sim como Espírita eterno em evolução, com experiências próprias, adquiridas em muitos séculos de aperfeiçoamento. Dessa regra segue uma conseqüência inevitável: não se poderá impor à criança o nosso conhecimento doutrinário, pois isso seria uma violação do seu livre arbítrio, sendo tarefa do evangelizador apenas despertá-la para o interesse das coisas superiores.

0 nosso trabalho, portanto, não será, propriamente, o de transmitir-lhe conteúdos doutrinários e sim o de conduzi-la a buscá-los por si mesma, sem qualquer constrangimento, em consonância com sua maior ou menor predisposição para apreendê-los. Nossa função será a de indicadores do caminho, fazendo-a compreender que lhe compete, exclusivamente, a responsabilidade de palmilhá-lo.

Nessa linha de raciocínio, passamos a compreender a evangelização em sua feição educativa. Em verdade, ao evangelizarmos não nos devemos deter na instrução, naquilo que queremos informar, mas sim na educação, em como despertar a infância para o Cristo, para Deus. Nosso objetivo, portanto, deverá ser a formação do evangelizando, a aquisição de virtudes, por sua parte, e este objetivo não será alcançado se agirmos, em evangelização, como agem os professores nas escolas, porque nestas, não obstante o ideal de alguns, por enquanto se instrui, mas não se educa.

Se almejamos, realmente, evangelizar, temos de trabalhar com o material interno que a criança nos oferece, individualmente. Partiremos dos seus interesses, para que, estimulada por estes, possa descobrir, dentro de si mesma, o ideal eterno e com ele construir o seu destino. Por isso, o evangelizador precisa conhecer o evangelizando, as suas aspirações, o clima emocional em que vive. É preciso que aprenda a ouvi-lo para sentir-lhe a alma, a fim de procurar trazê-lo para 'Deus, na razão direta do seu interesse, sem violentar-lhe o livre arbítrio.

Esse procedimento não é fácil embora possa parecê-lo à primeira vista. Conscientes da verdade que a Doutrina Espírita encerra, nosso primeiro impulso é tentar dirigir o raciocínio infantil com a nossa lógica, a fim de que ele não tenha outra alternativa senão aceitar como certo aquilo que estamos afirmando. Agindo dessa forma, entretanto, praticamos duplo erro: apresentamo-nos à criança como donos da verdade, aproveitando a ascendência natural que possuímos sobre ela e impedimo-la de tirar as suas próprias conclusões, tolhendo-lhe a liberdade de exame.

Se desejamos, sinceramente, evangelizar, despertar para Deus o espírito infantil, é preciso aprender a dialogar sem impor, conversar conduzindo a criança não para os nossos pontos de vista, mas para o amor do Cristo, a fim de que ela possa concluir livremente, ao sabor das suas reais necessidades e da parcela da verdade que, como Espírito em evolução, possa, no momento, comportar.

Apresentemo-nos às crianças não como professores de Evangelho ou de Espiritismo, que, evidentemente, não somos, mas como irmãos que desejam trocar experiências com elas para aprender também. Mostremos-lhes que as suas opiniões valem tanto quanto as nossas e que só a Doutrina Espírita contém a verdade, assimilável pelo Espírito de acordo com o seu grau evolutivo.

Sejamos espíritas não só pelas palavras, mas, principalmente pelos nossos exemplos, façamo-las sentir que realmente as amamos e, assim, por certo, não estaremos simplesmente doutrinando, mas, em verdade, evangelizando.

Reformador – Fevereiro de 1975

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A IMPORTANCIA DA EVANGELIZAÇÃO INFANTIL



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– Por que aos domingos?
“Temos ouvido alguns confrades afirmarem: Eu não forço os meus filhos para a evangelização espírita porque sou muito liberal. Ao que poderia acrescentar: “ Porque não tenho força moral”. Se o filho está doente, ele o força a tomar remédios, se o filho não quer ir à escola, ele o força. Isto porque acredita no remédio e na educação. Mas não crê na religião que abraçou, quando afirma: “Vou deixa-lo crescer e depois ele escolherá”.
“Para mim” – acrescentou Divaldo – “ representa o mesmo que o deixar contaminar-se pelo tétano ou outra enfermidade, para depois aplicar o remédio”, e elucidou: “Você viu que não deve pisar em prego enferrujado. Agora irei medicá-lo”. E, também, deu outro exemplo, isto é, quando frente a um tuberculoso, falar-lhe:” você deve cuidar da higiene, de sua alimentação e de sua saúde. Isto é, no nosso entender, quis Divaldo mostrar: Fechar a porta depois dela ser arrombada.
Prosseguindo, o grande tribuno espírita quis mostrar, resumindo, que os pais dão a melhor alimentação, o melhor vestuário, o melhor colégio dentro de suas possibilidades, mas na hora de dar a melhor religião, eles se acomodam, amedrontam-se. Aos pais é incumbido o dever de oferecer aos filhos o que há de melhor, cabendo aos filhos, ao se tornarem adultos, fazerem, aí sim, as suas opções de ordem religiosa. Necessário é motivar os filhos, enquanto crianças, através dos exemplos em casa, que o Espiritismo é, sem dúvida, a melhor de todas as religiões, imprimindo em si mesmos todo o comportamento espírita. Uns obrigam os filhos a irem à evangelização; todavia, em casa, não mantêm uma atitude espírita. O exemplo dos pais espíritas em casa tem efeito altamente convincente.
Há pais que reclamam do horário, muito embora Divaldo tenha perguntado qual a melhor hora para a evangelização sem ser domingo de manhã. Divaldo interroga um desses pais que não têm hora para levar os filhos à evangelização: “Que hora é melhor?”
Outra hora – respondeu. Divaldo insiste: “Mas qual?” Volveram a perguntar: O que é que você acha? Divaldo retrucou: “ Eu não acho nada, porque não tenho filho, você é que o tem”. Mas não poderia ser em outra hora – voltou o pai à carga: Contesta Divaldo: “Depende de você achar a hora, porque durante os dias da semana as crianças não podem porque estão estudando; no sábado, à tarde, o evangelizador tem que arrumar a casa, cuidar das compras, etc. Domingo, tarde, os pais não podem porque as crianças têm as festinhas de aniversário, as matinezinhas, isso e aquilo; de noite não convém, porque criança não pode dormir tarde. Domingo de manhã – continua o pai desavisado - , nem sonhar, porque a Bahia foi feita por Deus com tantas praias e mulheres bonitas para serem desfrutadas. Para que praia e mulheres bonitas para serem desfrutadas. Para que praia, então, se o baiano não pode ir? Domingo queremos ir à praia, Sr. Divaldo?. Em vista desses argumentos, Divaldo responde que a evangelização não era, absolutamente, o problema, muito pelo contrário, era a solução para todos os problemas do ser humano. E aditou que as pessoas que pensavam assim não eram espíritas, que elas não querem é perder a praia, alegando que os filhos precisam tomar sol e banho de mar. Por fim, Divaldo acrescentou: “Percam umas praiazinhas mas salvem os seus filhos. Hoje vocês levam eles à praia, mas depois, invariavelmente, ficarão chorando e perguntando a Deus por que o filho cometeu tamanho deslize?
O remorso pode bater no interior desses pais e naturalmente, frente às suas próprias negligências, haverão de perguntar sem obter resposta como gostariam. “Por que Senhor, o meu filho cometeu tal delito? Eu o fiz nascer com as feições do menino Jesus e agora o vejo com o rosto de Judas de Kerioth”.
Que seja, pois uma preocupação permanente nas mentes paternais e maternais espíritas, principalmente a evangelização de seus filhos, evitando mais tarde que eles descabem para toda sorte de vícios e paixões próprias do momento que nossas crianças atravessam e cujas conseqüências são terrivelmente dolorosas.

Trecho de artigo da RIE(Revista Internacional de Espiritismo - Out/01, que comenta trecho do Livro Diálogo, pág. 68 Divaldo Pereira Franco (Divaldo, dentre outras atividades é médium, conferencista baiano)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A PRECE DA ROSEIRA



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O homem que deixara a construção do bem, por sentir imperfeito, voltou ao trabalho, quando ouviu a prece da roseira:

-Agradeço-te, oh” meu Deus, porque apesar dos espinhos que carrego, deste-me a força precisa para oferecer-te a alegria e o perfume das rosas.


Médium: Francisco Cândido Xavier - Livro: “Deus Sempre” -Emmanuel

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

ORAÇÃO DA CRIANÇA


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Amigo:

Ajuda-me agora, para que eu te auxilie depois.
Não me relegues ao esquecimento, nem me condenes à ignorância ou à crueldade.
Venho ao encontro de tua aspiração, do teu convívio, de tua obra...
Em tua companhia estou na condição da argila nas mãos do oleiro.
Hoje, sou sementeira, fragilidade, promessa...
Amanhã, porém, serei tua própria realização.
Corrige-me, com amor, quando a sombra do erro envolve-me o caminho, para que a confiança não me abandone.
Protege-me contra o mal.
Ensina-me a descobrir o bem, onde estiver.
Não me afastes de Deus e ajude-me a conservar o amor e o respeito que devo às pessoas, aos animais e às coisas que me cercam.
Não me negues tua boa vontade, teu carinho e tua paciência.
Tenho tanta necessidade do teu coração, quanto a plantinha tenra precisa de água para prosperar e viver.
Dá-me tua bondade e dar-te-ei cooperação.
De ti depende que eu seja pior ou melhor amanhã.
Emmanuel

Do livro Antologia da Criança. Psicografia de Francisco Cândido Xavier

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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

CRIANÇA


Resultado de imagem para sexta-feira, 9 de outubro de 2009 CRIANÇA

De tudo o que nos cerca na vida, um dos dons mais preciosos que Deus nos proporciona é a presença da criança.

Ela tem o dom especial de dar sabor e graça a tudo. Contenta-se com tão pouco: um passeio, um por de Sol, um pacote de pipoca.

E tem a pretensão de que o mundo inteiro lhe pertence. É sua a árvore, a bola, a peteca. É seu o pássaro, o jardim. São seus o carro do papai e o batom da mamãe.

Uma criança nasce com um brilho angelical e mesmo crescendo, sempre fica um elo de luz suficiente para nos cativar o coração, mesmo que ela se sente no lodo, chore a todo o volume, faça um berreiro ou ande pela casa se gabando depois de vestir as melhores roupas e sapatos de sua mãe ou de seu pai.

Ela pode ser a mais carinhosa do mundo e parecer a mais ingênua, até o ponto de esgotar a nossa capacidade de responder perguntas.

Quando está brincando, produz todo tipo de ruídos que nos colocam os nervos à flor da pele.

Quando a repreendem ela fica quietinha, faz beicinho, carinha de choro. Mas continua com esse brilho angelical nos olhos.

Ela é a inocência jogada na terra, a beleza fazendo cambalhotas e também a mais doce expressão do amor materno, quando acaricia e faz dormir a sua boneca ou o seu bichinho de pelúcia.

Quando Deus a cria, utiliza uma parte da matéria-prima de muitas de suas criaturas. Usa os gorjeios do sabiá e os saltos do gafanhoto, a curiosidade e a suavidade do gato, a ligeireza do antílope e a teimosia de uma mulinha.

Gosta de sapatos novos, de sorvete, brinquedos, do jardim de infância, dos companheiros de folguedos e de correr atrás dos pombos e do gatinho.

Adora livros de colorir, as lições de dança, a bola e o patinete.

Ama a praia, o sol, o mar, as férias, o luar e as estrelas.

Não gosta que lhe penteiem o cabelo e é a mais ocupada criatura na hora de ir para a cama, porque sempre precisa acabar alguma coisa que ainda nem começou.

Ninguém nos dá maiores aflições ou alegrias, desgosto ou satisfações ou o mais legítimo orgulho.

Pode bagunçar nossos papéis de trabalho, o cabelo e a roupa. É especialista em nos pedir tempo para compartilhar das suas brincadeiras e tem uma fértil imaginação.

Às vezes, pode parecer uma calamidade que quase nos desespera com tantos ruídos e travessuras.

Mas quando sentimos que as nossas esperanças e desejos estão a ponto de cair por terra, quando o mundo parece que se fecha para nós; quando chegamos a pensar que o fracasso logo nos alcançará, ela nos converte em majestades, quando se senta em nossos joelhos, passa os bracinhos pelo nosso pescoço e pede para contar um segredo no ouvido, e diz: Eu te amo!

* * *

As crianças são como espelhos. Na presença do amor, refletem o amor. Quando o amor está ausente, elas nada têm a refletir.

Guardamos sérias responsabilidades para com esses espíritos que nos foram confiados por Deus, nosso Pai,.

Na condição de pais, é nosso dever guia-os pelos caminhos do bem, falar-lhes de responsabilidades e dos objetivos da vida.

E a melhor forma de ensinar é exemplificar. E exemplificar exige que se dedique tempo e amor aos nossos filhos.

Equipe de Redação do Momento Espírita, a partir do texto da autoria de Juan Alfonso Astiazarán, intitulado “Que é uma menina?”, da obra Um presente especial, de Roger Patrón Luján.