sábado, 9 de fevereiro de 2019

LIVRO - PELOS CAMINHOS DA EVANGELIZAÇÃO

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A obra "Pelos caminhos da evangelização", da querida Cecília Rocha, ed. FEB, está disponível para download no site do DIJ/FEB, campo "Sou Evangelizador", material de apoio. Link: http://febnet.org.br/…/…/Pelos_caminhos_da_evangelizacao.pdf. Boa leitura! 🌻😊

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

O DESCUIDO IMPENSADO

No orfanato em que trabalhava, Irmã Clara era o ídolo de toda gente pelas virtudes que lhe adornavam o caráter.
Era meiga, devotada, diligente.
Daquela boca educada não saíam más palavras.
Se alguém comentava falhas alheias, vinha solícita, aconselhando:
- Tenhamos compaixão...
Inclinava a conversa em favor da benevolência e da paz.
Insuflava em quantos a ouviam o bom ânimo e o amor ao dever.
Além do mais, estimulava, acima de tudo, em todos os circunstantes a boa-vontade de trabalhar e servir para o bem.
- Irmã Clara – dizia uma educadora -, tenho necessidade do vestido para o sábado próximo.
Ela, que era a costureira dedicada de todos, respondia, contente:
- Trabalharemos até mais tarde. A peça ficará pronta.
- Irmã – intervinha uma das criadas -, e o avental?
- Amanhã será entregue – dizia Clara, sorrindo.
Em todas as atividades, mostrava-se a desvelada criatura qual anjo de bondade e paciência.
Invariavelmente rodeada de novelos de linha, respirava entre as agulha e a máquina de costurar.
Nas horas da prece, demorava-se longamente contrita na oração.
Com a passagem do tempo, tornava-se cada vez mais respeitada. Seus pareceres eram procurados com interesse.
Transformara-se em admirável autoridade da vida cristã.
Em verdade, porém, fazia por merecer as considerações de que era cercada.
Amparava sem alarde.
Auxiliava sem preocupação de recompensa.
Sabia ser bondosa, sem humilhar a ninguém com demonstrações de superioridade.
Rolaram os anos, como sempre, e chegou o dia em que a morte a conduziu para a vida espiritual.
Na Terra, o corpo da inesquecível benfeitora foi rodeado de flores e bênçãos, homenagens e cânticos e sua alma subiu, gloriosamente, para o Céu.
Um anjo recebe-a, carinhoso e alegre, à entrada.
Cumprimentou-a. Reportou-se aos bens que ela espalhara, todavia, sob impressão de assombro, Irmã Clara ouviu-o informar:
- Lastimo não posso demorar-se conosco senão três semanas.
- Oh! por quê? – interrogou a valorosa missionária.
- Será compelida a voltar, tomando novo corpo de carne no mundo – esclareceu o mensageiro.
- Como assim?
O anjo fitou-a, bondoso, e respondeu:
- A Irmã foi extremamente virtuosa; entretanto, na posição espiritual em que se encontrava não poderia cometer tão grande descuido. Desperdiçou uma enormidade de fios de linha, impensadamente. Os novelos que perdeu, davam para costurar alguns milhares de vestidos para crianças desamparadas.
- Oh! Oh! Deus me perdoe! – exclamou a santa desencarnada – e como resgatarei a dívida?
O anjo abraçou-a, carinhoso, e reconfortou-a dizendo:
- Não tema. Todos nós a ajudaremos, mas a querida irmã recomeçará sua tarefa no mundo, plantando um algodoal.
XAVIER, Francisco Cândido. Alvorada Cristã. Pelo Espírito Neio Lúcio. FEB.











segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

AMOR A NATUREZA




Respeito aos animais (amor à natureza)

Prece Inicial

É comum termos em nossa casa animais de estimação como gatos, cachorros, papagaios, peixes, entre outros, ou se não temos, com certeza conhecemos alguém que tem. O evangelizador deve levar para aula, desenhos de seus animais (em nossa aula uma das evangelizadoras desenhou todos os seus animais de estimação). Podemos também levar fotos.
Primeiro momento: cada evangelizador apresenta, através de desenhos ou fotos, seus animais de estimação, inclusive alguns que já desencarnaram. Nome, raça, cor, hábitos, salientar as diferenças entre animais de mesma espécie.
Segundo momento: falar sobre os cuidados que devemos ter com os nossos animais de estimação e com todos os animais:
 
Água 
Alimentação

 Higiene
 
Vacinas
 Não matar e não ferir
 
Respeito à natureza: (aprofundar este item de acordo com a maturidade das crianças), os animais são criados por Deus, estão em processo evolutivo, necessitando de nossa ajuda. 
Terceiro momento: pedir para cada evangelizando (sem ser obrigatório), falar a respeito de seu(s) animal(is) e como cuida dele(s). Aqueles que não tiverem podem falar a respeito de algum animal que conheçam.

Quarto momento: distribuir cartões de papelão (ou similar) para cada criança desenhar o(s) seu(s) animal(is) preferido(s), utilizando lápis de cor, canetinhas e massa de modelar.
Prece de encerramento

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

O JOVEM RICO

SEMEANDO ALEGRIA

Dinâmica: Semeando Alegria


Objetivos:
- Promover um clima de confiança, de valorização pessoal no grupo.
- Dar e receber estímulos positivos buscando fortalecer os laços de amizade no grupo.

Material: lápis e papel.

Desenvolvimento:
1. O animador formará subgrupos.
2. Em seguida, dirá o seguinte: Muitas vezes um pequeno presente tem muito mais valor para nós, do que um que tenha custado muito caro. Às vezes ficamos preocupados porque não fomos capazes de realizar grandes coisas e não nos importamos com pequenos atos de grande significado. A minha proposta  é que vocês façam essa experiência: oferecer uns aos outros pequenos presentes que certamente representarão muito para cada um.
3. O animador explicará que cada um envie mensagens a todos do seu grupo, inclusive àquele pelo qual não tem simpatia. Que busquem algo positivo em todos e prefiram escrever uma mensagem especial para aquela pessoa e não um comentário que serviria a todas.
4. Procurem dizer a cada um aquilo que foi observado: seus pontos altos, seus êxitos, sempre em primeira pessoa:”Eu gostei... “ou “Eu sinto...”
5. Quem quiser poderá assinar a mensagem.
6. Terminando, os papéis serão dobrados e do lado de fora escrito o nome da pessoa a quem se dirige e são colocados numa caixa para serem entregues.
7. Depois de todos lerem, são convidados a comentar o que sentiram ao receber suas mensagens.
8. Sucesso!

DINÂMICA DE APRESENTAÇÃO

Objetivo: Integração da turma
Material: 1 caixa, balas e cartões em branco

Procedimentos:

Todos sentados em círculo, a professora dará início à apresentação, falando seu nome, onde mora, o que gosta de fazer, etc.
Retira da caixa um cartão e uma bala e escolhe uma pessoa para entregar a caixa.
A pessoa que receber irá fazer o mesmo, se apresentar e retirar da caixa à bala e o cartão, e assim até o último.
Quando todos se apresentarem, pegarão o cartão em branco e escreverão uma mensagem para o colega, em seguida trocarão acompanhados da bala e de um caloroso abraço.


Observação: Quando for entregar a caixa a pessoa que escolheu, no momento que ela se apresentar já anote o nome no cartão, para não acontecer de esquecer.


segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

O CUSTO DA GRATIDÃO


O CUSTO DA GRATIDÃO
 

Randal e seu pai costumavam passear juntos aos sábados. Nada espetacular. Simplesmente uma ida ao parque, ou à marina para olhar os barcos.

Por vezes, uma visita em lojas de bugigangas, só para comprar aparelhos eletrônicos baratos, para desmontá-los ao chegar em casa e verificar seu sistema de funcionamento.

Algumas vezes havia uma parada na sorveteria. Randal nunca sabia se o pai iria ou não parar na sorveteria. Por isso, esperava ansioso, na volta para casa, que o pai enveredasse por aquela esquina decisiva. A esquina que significava animação e água na boca.

O pai do garoto, por vezes, tomava o caminho mais longo. Dizia que era para mudar um pouco o trajeto. Em verdade, parecia um jogo, onde ele ficava testando o autocontrole do filho.

Quando chegava na esquina, ele oferecia:

– Quer um sorvete de casquinha?

O garoto pedia sorvete de chocolate, e o pai, de creme. Andavam devagar até o carro e ficavam saboreando o sorvete. Para o garoto, aquilo era o paraíso.

Certo dia, em que rumando para casa, passavam pela esquina, o pai perguntou:

– E aí, quer um sorvete de casquinha hoje?

– Boa pedida! disse Randal.

– Também acho, concordou o pai. Não quer pagar hoje?

O sorvete custava então vinte centavos. A cabeça de Randal começou a girar. Ele podia pagar. Ganhava uma mesada semanal de vinte e cinco centavos, mais uns trocados por serviços eventuais.

Mas ele queria economizar. Economizar era importante. E, por se tratar do seu dinheiro, Randal achou que sorvete não era um bom investimento.

E aí ele disse as palavras mais feias que podia ter dito naquele momento:

– Bom, nesse caso, acho que vou desistir.

A resposta do pai foi lacônica. Concordou e começou a andar em direção ao carro estacionado. Assim que fizeram a curva a caminho de casa, o garoto percebeu o quanto estava errado.


Como ele pudera ser tão mesquinho? Seu pai já perdera a conta de quantos sorvetes lhe pagara e ele nunca comprara nenhum para ele. Como ele pudera perder aquela oportunidade rara de dar alguma coisa àquele pai tão generoso?

Pediu ao pai que voltasse. Em vão. Randal ficou se sentindo péssimo por seu egoísmo, sua ingratidão. Foram para casa.

Aquela semana foi terrível, longa, angustiante. O pai não agiu como se estivesse desapontado ou desiludido. Contudo, o garoto pensava e pensava.

No final de semana seguinte, quando fizeram o novo passeio, ele fez questão de conduzir o pai até à sorveteria e lhe oferecer, sorrindo:

– Pai, quer um sorvete de casquinha hoje? Eu pago! 


Naqueles dias, Randal aprendeu que a generosidade tem mão dupla, que a gratidão algumas vezes custa um pouco mais do que um simples “obrigado”. No seu caso específico, lhe custou vinte centavos. E lhe valeu uma lição para a vida.

 
Adaptação da Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. O custo da gratidão, de Randal Jones, do livro Histórias para aquecer o coração dos adolescentes, de Jack Canfield, Mark Victor Hansen, Kimberly Kirberger, ed. Sextante