sexta-feira, 17 de junho de 2011

A FAMILIA DOS PONTEIROS


Seu Onofre era relojoeiro conceituado na cidade do Tempo.

Inventor criativo, atendia a inúmeros pedidos de relógios de parede, sua especialidade.

Havia um, porém, o grande relógio cuco que não estava à venda, pois seu Onofre tinha muita estima pela família dos ponteiros que trabalhava nele.

Era chamado de grande relógio cuco porque, ao chegar meio-dia saía de dentro dele, através de uma portinhola, um passarinho de madeira, cantarolando: Cuco! Cuco! Cuco! Era o cuco Cauby.




A família dos ponteiros, íntimos amigos de Cauby, dividia a ilustre tarefa de marcar o tempo da seguinte forma:

Seu Veloz, muito esguio, passeava rápido pelo relógio, indicando os segundos.

Sua esposa, Dona Paciência, não tão esguia e ágil quanto o marido, mostrava os minutos, dando um passo para frente toda vez que era ultrapassada por ele.

Horácio, o filho do casal, deveria por sua vez, bem devagar, contribuir para o ofício dos pais, assinalando as horas.

Mas havia um problema.

Horácio era pouco prestativo. Não deixava o número 12, por isso sempre que a família se encontrava, o relógio acusava meio-dia, hora de almoço, festa para todos porque o cuco Cauby surgia chamando:

– Cuco! Cuco! Cuco!...(12 vezes)

Dona Paciência, muito amorosa, chamou a atenção do filho:

– Horácio! Você precisa trabalhar, dar a sua parcela de auxílio na nossa casa, que é o grande cuco, por gratidão em tê-la nos abrigando.

– Ah, mãe! – respondia, preguiçoso. Para que eu me mexer? Vocês já fazem o suficiente por mim e por vocês. Além disso, é até bom ficar aqui parado, a hora do almoço vem mais depressa.

– Não, meu filho! – redargüiu Dona Paciência. Não basta querer simplesmente que seja hora do almoço. Seu Onofre sabe quanto demora até lá!

– Claro que não, mãe! A gente é que mostra para ele.

E, embora a mãe o alertasse para a importância da sua cooperação, Horácio evitava fazer a sua parte, preferindo ficar ocioso, vendo Cauby e os pais trabalhando, trabalhando. ..

Seu Onofre percebeu, contudo, haver algo errado. Por que o cuco estaria cantando antes da hora?

Tomou do relógio, procurando o defeito e logo constatou ser o pequeno ponteiro Horácio o causador da confusão.

Entristecido, viu-se forçado a desmontar o grande cuco que, defeituoso, só lhe causaria contratempos.

Aproveitou as peças perfeitas na fabricação de um novo modelo, ficando Horácio, o único que não colaborava, esquecido na carcaça do velho relógio.

Cedo a solidão fez de Horácio um ponteiro triste. Ah! Se pudesse reviver a alegria das horas! Mas sozinho!? Impossível!

Cauby, Seu Veloz e Dona Paciência continuaram no cumprimento do dever que lhes cabia, agora em outra engenhoca.

Seu Onofre notou, todavia, falta de entusiasmo no canto de Cauby e desânimo nos passos do casal de ponteiros amigos. Foi quando indagou o motivo da tristeza:

– Sabe o que é, Seu Onofre – respondeu Seu Veloz, o ponteiro dos segundos – sentimos falta de Horácio. Não que não gostemos do novo companheiro que marca as horas, mas Horácio é nosso filho!

E Cauby falou da falta que lhe fazia o amigo.

Enternecido, Seu Onofre decidiu remontar o antigo relógio, mesmo não funcionando direito. Importante era, para ele, a felicidade de todos. Recolocou as peças na velha carcaça e ... surpreendeu- se ao verificar o ponteiro das horas trabalhando feliz e com precisão.

Horácio, enfim, havia aprendido a lição.

(Apostila FEP - 1º ciclo de Infância)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

HISTÓRIA SOBRE REENCARNAÇÃO



ESTRADA DA VIDA

Suponhamos uma longa estrada, em cujo percurso encontra-se, da distância em distância, mas com intervalos desiguais, florestas que é preciso atravessar. Na entrada de cada floresta, a estrada larga e bela é interrompida e só na saída é que continua.
Um viajante segue por aquela via e chega à primeira floresta; aí, porém, não encontra caminho, mas um Dédalo, onde se perde. A claridade o sol não penetra e a espessa abóbada formada pelas árvores; ele caminha sem rumo; porém, afinal, depois de inauditas fadigas, chega aos confins da mata, mas chega alquebrado pelo cansaço, com as carnes rasgadas pelos espinhos, os pés feridos pelas pedras. Ali torna a encontrar o caminho e a luz, e prossegue em sua marcha tratando de curar-se das feridas. Mais longe depara com a segunda floresta, onde o esperam as mesmas dificuldades; já tem, porém, um pouco de experiência e rompe o matagal sem ferir-se muito. Noutra, encontra um lenhador, que lhe indica a direção e o impede de perder-se.
Dai por diante, aumenta a sua habilidade, os obstáculos são mais facilmente vencidos e seguro de encontrar na saída o caminho desbravado, alenta-se com esta confiança. Finalmente, já possui e precisa orientação para achá-lo. O caminho termina no cume de alta montanha, de onde ele distingue toda a caminhada que fez, desde o ponto de partida, assim como vê as floretas que atravessou e recorda as vicissitudes por que passou. Essa recordação, porém, não lhe é penosa, visto como já chegou ao fim da viagem; é como o velho soldado que, na calma do lar doméstico, recorda as batalhas a que assistiu.
As florestas esparramadas pelo caminho são para ele pontos negros numa fita branca; diz – “Quando estava ali, principalmente na primeira, como me pareciam longo! Parecia-me que não chegava ao fim; tudo era gigantesco e inextricável em torno de mim. E quando penso que, sem aquele bom lenhador que me ensinou o caminho, ainda andaria hoje por lá! Mas agora, que as contemplo daqui, como me parecem pequenas aquelas florestas, tão pequenas, que me bastariam alguns passos para poder atravessar! E quanto mais as contemplo e lhes reparo nas minúcias, mais falso me parece o juízo que fiz delas”.
Aparece-lhe então um velho, que lhe fala assim: - Filho eis está no termo da viagem; mas o repouso indefinido causar-te-ia brevemente mortal enjôo e far-te-ia ter saudades daquelas vicissitudes por que passastes e que davam atividade ao corpo e à alma. Vês daqui um sem número de viajantes no caminho que percorrestes, os quais, como tu, correm o perigo de perder-se. Tens a experiência, nada mais temes; vai procurá-los e esforçar-te por guiá-los com os teus conselhos, a fim de que cheguem mais cedo.

- Com sumo gostoso, responde o homem, mas qual a razão de não haver um caminho reto do ponto de partida até aqui? Isso pouparia aos viajantes o incômodo de atravessar aquelas abomináveis florestas.

- Filho, torna-lhe o velho, pensa bem e verás que muitas são as pessoas que as evitam; aquelas que, tendo já adquirido a necessária experiência, sabem escolher um caminho mais direto e mais curto; essa experiência, porém, é o fruto do trabalho durante as primeiras travessias de maneira que eles não vêm ter aqui senão por obra de seus méritos.

- Que seria de ti se não houvesse experimentado? A atividade que precisastes desenvolver os recursos de imaginação que te foram precisos para abrires o caminho aumentou-te os conhecimentos e desenvolveram-te a inteligência. Sem isto ainda serias tão insciente como no dia da partida. E, ainda, esforçando-te por vencer os empecilhos, contribuístes para o melhoramento das florestas, que atravessastes. O que fizestes é pouco, é imperceptível; mas pensa nos milhares de viajantes que têm feito outro tanto e que, trabalhando para si, trabalham sem que o saibam, pelo bem comum. Justo é que receberam o salário do trabalho, no descanso que aqui gozam. Que direito haveria a esse descanso se nada tivessem feito?
- Meu pai, responde-lhe o viajante, em uma destas florestas encontrei um homem, que me disse: “Há ali um abismo, que é preciso vencer de um salto; mas entre mil viajantes, só um o transpõe, os outros caem no fundo duma fornalha ardente e ficam perdidos sem remissão”. Eu, porém, não vi tal abismo.
- Não existe o abismo, meu filho; a não ser assim, seria uma cilada abominável armada aos viajantes, que vêm à minha casa. Bem sei que muitas são as dificuldades por vencer; mas sei também que cedo ou tarde as vencerão.
- Se eu tivesse criado impossibilidade para um só homem que fosse, sabendo que ele sucumbiria, teria praticado uma crueldade; quanto mais se as tivesse criado para tantos. Esse abismo é uma alegoria, cuja explicação vou dar-te. Olha para a estrada, no intervalo das florestas; entre aqueles que por ela transitam vês uns que marcham, lentamente com o ar alegre, vês aqueles amigos que se perderam de vista no labirinto, como são felizes de se encontrarem na saída; mas, ao lado dele há outros que se arrastam penosamente; estão estropiados e imploram a piedade dos transeuntes, porque sofrem cruelmente das feridas que, por culpa sua, fizeram através dos espinhais; serão curados e isto lhes servirá de lição para quando tiverem de atravessar nova floresta, da qual sairão menos contundidos.
- O abismo é a figura dos males que sofrem, e dizendo que em mil só um o vence, i homem teve razão, porque infinito é o número dos imprudentes. Claudicou, porém ao informar que uma vez caído, ninguém logra sair daquele báratro. Há sempre uma saída para aqueles que querem vir a mim. Vai, meu filho, vai ensinar a saída aos que estão no fundo do pego; vai alentar aqueles que se estão ferindo no trajeto, vai ensinar o caminho àqueles que estão atravessando a floresta. (2*).
A estrada é a figura da vida espiritual da alma, em cujo percurso o viajante é mais ou menos feliz; as florestas são as existências corpóreas, em que ele trabalha no próprio e no geral progresso; se alcançou o termo da viagem e volta para ajudar aqueles que ficam para trás, que ainda se debatem, é o anjo da guarda, missionário de Deus, em cuja presença encontra felicidade, como a encontra também na atividade, na prática do bem e na obediência ao Supremo Senhor.

Do Livro “Obras Póstumas”

AMAR O PROXIMO COMO A SI MESMO




OBJETIVO: Sensibilizar os participantes para a convivência fraterna e aceitação do outro

DESENVOLVIMENTO:


Distribuir e ler a Parábola.

“O Reino dos Céus é comparado a um rei que quis tomar contas a seus servos. E tendo começado a tomar as contas, apresentou-se-lhe um que lhe devia dez mil talentos. E como não tivesse com que pagar, mandou o seu senhor que o vendessem a ele, e a sua mulher, e a seus filhos, e tudo o que tinha para ficar pago da dívida. Porém, o tal servo, lançando-se-lhe aos pés, fazia-lhe esta súplica: Tem paciência comigo, que eu te pagarei tudo. Então o senhor, compadecido daquele servo, deixou-o ir livre e perdoou-lhe a dívida. E tendo saído este servo, encontrou um de seus companheiros, que lhe devia cem denarios; e lançando-lhe a mão à garganta o asfixiava, dizendo-lhe: Me paga o que me deves. E o companheiro, lançando-se-lhe aos pés rogava, dizendo: Tem paciência comigo, que eu te satisfarei de tudo. Porém ele não atendeu: retirou-se e fez que o metessem na cadeia até pagar a dívida. Porém os outros servos, seus companheiros, vendo o que se passava, sentiram-no fortemente e foram dar parte a seu senhor de tudo o que tinha acontecido. Então o fez vir seu senhor e lhe disse: Servo mau, eu te perdoei a dívida toda, porque me vieste rogar isso; não devias , logo, compadecer-te igualmente do teu companheiro, assim como eu me compadeci de ti? E, cheio de cólera, mandou seu senhor que o entregassem aos algozes, até pagar toda a dívida. Assim também vos tratará meu Pai celestial, se não perdoardes, do íntimo de vossos corações, aquilo que vos tenha feito vosso irmão.” Mt. 18:23-25

Dividir em grupos e solicitar que cada grupo e estabeleça as possíveis relações entre essa parábola as nossas dificuldades evolutivas e a Misericórdia do Pai em nossas vidas.

Partilha de alguns voluntários

Distribuir a letra da Oração de S. Francisco e solicitar que em dupla partilhem as lições contidas na oração e o tema estudado

Coloque a música sobre a oração. Peça que ouçam em silêncio absorvendo a mensagem que é passada. Após alguns minutos em silêncio, solicitem que cantem dando-se conta dos seus sentimentos.

Colocar em forma de cartaz a frase: Amai ao próximo como a si mesmo

Solicite que cada participante coloque, em uma palavra, o sentimento que oferece ao grupo nesse momento.

Fechamento da Coordenação: retomar a regra de ouro. Colocando também em forma de cartaz:

Tudo aquilo, portanto, que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles, pois esta é a Lei e os Profetas. Mt. 7:12

segunda-feira, 6 de junho de 2011

SINTO ALEGRIA EM MEU CORAÇÃO

OBJETIVO: mostrar que todas as emoções que sentimos alteram o nosso corpo, nos ajudam a ter saúde, alegria ou, ao contrário, trazem doença e tristeza.

- Contar a história abaixo. Enquanto conta, todos devem fazer as ações que forem faladas:

Estou no campo. O ar é puro. Eu quero respirar bem devagar esse ar... (inspirar e expirar bem devagar) aaahhh!... Que bom! Vou caminhando, mas... que barulho estranho!... um bicho está me seguindo... Que susto! (todos repetem). Estou com medo e ando mais depressa. Ufa! (todos repetem). Chego em casa. Bato na porta: toc, toc, toc (todos repetem) Estou tão assustado... (a respiração está acelerada) Que medo! (todos repetem). Mamãe abre a porta. Aaaahhh! Que alívio! Estou calmo (todos repetem). Respiro bem devagar. Procuro meu cachorro. Ele não está! Fico triste e choro (todos choram). De repente, meu cachorro entra latindo: Au, au, au... (todos repetem). Eu faço carinho nele. Estou alegre. Suspiro: Aaaahhh... (todos repetem com alegria).
- Pedir que as crianças identifiquem as emoções sentidas no decorrer da história. (susto, medo, calma, tristeza, alegria...)
- Estimular a reflexão com perguntas: Quando um bicho estava me seguindo, que emoção senti? (medo, susto...) Essa emoção é boa de sentir? É agradável? Quando eu sinto isto, como o meu corpo fica? (me encolho, fico de olhos
arregalados, mãos suadas...)
- Repetir as perguntas com as demais situações da história (calma, alegria...), concluindo que todas as emoções que sentimos alteram o nosso corpo, nos ajudam a ter saúde, alegria ou, ao contrário, trazem doença e tristeza.

Contar a história “A FAMÍLIA AMARELA"Ilustrar com figuras feitas com dobraduras em papel glacê amarelo ( anexo 1). O educador, à medida que narra a história, vai fazendo a dobradura, mostra-a às crianças e prende-a com durex no quadro.


Lilibel é uma borboleta amarela que vive hoje no Bosque das Margaridas.
Logo que Lilibel nasceu ficou junto com a família das borboletas, no alto das montanhas. (dobradura 1).
Ela ainda nem podia voar. Estava secando suas asinhas, em cima do casulo, quando aconteceu uma coisa terrível!
Houve um grande incêndio na floresta! Alguém botou fogo nas árvores. As borboletas voaram buscando abrigo mas Lilibel era tão pequena... e o incêndio tão grande...
De repente ela se viu puxada pelo espaço, com as asinhas ainda fechadas.
Lilibel olhou para baixo e sentiu grande medo.
A viagem pela altura parecia não mais acabar... E o medo era cada vez maior. Que altura!
Em certo momento, ela sentiu que havia pousado. Quem a teria levado para lá?
Olhou à sua volta e viu que era um lugar lindo, cheio de margaridas amarelas! (dobradura 2). E quem estava a seu lado? (dobradura 3). Uma linda canária, cantando de alegria.
Lilibel tinha voado pelas alturas nas asas da canária.
Lilibel ainda bem pequenina começou a fazer seus primeiros exercícios de vôo.
Mas uma coisa estranha acontecia. Lilibel só conseguia voar baixinho, perto do chão, abaixo das flores.
Tinha medo de altura! Vocês já viram uma borboleta com medo de altura?
Mais uma vez a boa canária ajudou Lilibel.
A borboleta subiu nas costas da canária e ficou bem segura.
O pássaro começou a voar. No começo, não voava alto para Lilibel não sentir medo... depois, mais alto... mais alto... até que um dia a borboleta sentiu-se tão bem, que passou a voar sozinha e feliz.
Hoje, quem passa pelo Bosque das Margaridas não acredita no que vê: Lilibel (dobradura 1), a canária e seus filhotes (dobradura 3) sempre voando juntos... e bem alto!

DOBRADURA DA LILIBEL


Resultado de imagem para PELOS CAMINHOS DA EVANGELIZAÇÃO - Montar o Bosque das Margaridas com as dobraduras feitas presas no palito, para serem colocadas no tabuleiro de areia

Perguntar: Por que a borboleta sentiu medo das alturas? Quem salvou a Lilibel? Por que a Lilibel voava baixinho no Bosque das Margaridas?

Atividade Criativa

As crianças reproduzirão as margaridas (por meio de recorte ou dobradura).

 Montar o Bosque das Margaridas com as dobraduras feitas presas no palito, para serem colocadas no tabuleiro de areia.

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Harmonização Final/ Prece


Vamos imaginar o Bosque das Margaridas... todas as flores lindas... bem amarelinhas... agora está chegando um bando de borboletas... voando sobre as flores... parece um bailado... as borboletas começaram a pousar sobre as flores... todas ficaram quietas... bem quietinhas, como nós estamos também. Tudo está em paz... nós estamos em paz. Agora nosso pensamento volta para nossa sala. Sentimos alegria em nosso coração.


- Meditar:

Sinto alegria em meu coração.