quarta-feira, 21 de abril de 2010

PACIÊNCIA

OBJETIVO: Reconhecer que a paciência é uma atitude que revela compreensão das dificuldades do próximo, gerando paz
íntima e favorecendo o convívio humano.
ATIVIDADE INTRODUTÓRIA
Propor a montagem de um quebra-cabeça, cujas peças estarão distribuídas em diferentes locais da sala. O educador dirá “quente’ ou “frio” se estiverem perto ou longe das peças. Mas uma condição é fundamental: movimentarem- se com o menor barulho possível. O educador irá observar se tiveram atitude de paciência até a finalização da tarefa.

ATIVIDADE REFLEXIVA
Iniciar a reflexão perguntando:
– Para terminar o quebra-cabeça foi preciso esperar que todos achassem as peças?
– Esperar a sua vez, ou dar a vez ao colega, precisa de paciência?

Narrar a história:

O ANIVERSÁRIO DE GUIGUI.

Avaliar a compreensão da história através das perguntas:
– O que Guigui deve ter sentido quando viu que seu brinquedo não estava ainda pronto?
– E o que sentiu quando viu seu pudim caído no chão? Será que ele ficou triste?
– O que ele teve vontade de fazer?
– Por que não fez?
– E o que aconteceu de noite?
– A mamãe disse que o pudim era todo dele. Mas, ele comeu o pudim sozinho?
– Valeu a pena Guigui esperar, com paciência?
– Gostamos quando alguém tem paciência com a gente?
– E os outros também gostam de serem tratados com paciência?
ATIVIDADE CRIATIVA
Criar com todo o grupo uma vivência corporal que represente a germinação e o crescimento de uma semente. Os gestos devem ser lentos para representar as etapas do desenvolvimento.

HARMONIZAÇÃO FINAL / PRECE
Imaginar que tem na mão um vasinho com terra e dentro uma sementinha bem pequenina... a sementinha começa a inchar devagarzinho. .. sai da casquinha... com paciência surge a primeira folhinha... cresce... depois, com paciência, aparece outra folhinha... Aos poucos cresce na terra a plantinha... E agora, bem devagar... eu coloco no chão, na minha frente, a minha plantinha...
Meditar:
Com paciência a plantinha cresce...
A paciência também me ajuda a crescer feliz.

- Pedir que abram os olhos e bem devagarzinho coloquem a sua “plantinha” no jardim (real ou imaginário).

O ANIVERSÁRIO DE GUIGUI

Guigui é um menino muito esperto. Ele é um pouco gago, mas faz tratamento e cada dia está melhor.
Quando era menor Guilherme demorava para conseguir dizer seu nome; daí o apelido carinhoso de Guigui.
O dia do seu aniversário está chegando.
Guigui pediu a seu pai um patinete de presente.
O Seu José está fazendo o brinquedo com todo capricho.
Sua mãe prometeu fazer uma coisa bem gostosa – um pudim de leite – o que Guigui mais gosta.
O menino todo dia pensa ver seu patinete pronto.
Mas, tem que ter paciência e esperar o dia do aniversário.
O dia chegou! Bem cedo Guigui pulou da cama.
Fig. 1- Obrigado, papai! – disse Guigui ao receber o seu abraço. E olhou para ver se via o presente.
Mas, que pena! O patinete estava ainda sem as rodinhas.
Com paciência ele vai esperar o pai terminar.
Guigui se arrumou, foi para a escola.
Quando voltou mamãe falou:
– Olha o que está na mesa. É todo para você.





Fig. 2- Sua boca se encheu dágua ao ver o pudim cheio de calda!
Guigui foi logo lavar as mãos e... quando voltou...



Fig. 3- ... o prato estava caído no chão e o pudim desmanchou-se todo.
– Não acredito!... Mãe! A Ritinha jogou o pudim no chão!
Guigui fez um gesto de quem ia bater na irmãzinha.



Fig. 4- O menino olhou a mamãe e, vendo sua calma, baixou a tempo sua mão, dizendo:
– Eu sei mamãe. Ela é pequena, não sabe o que faz. Preciso ter paciência com ela. À noite Guigui já se preparava para dormir. D. Margarida chamou o menino na sala:
– Outro pudim? E ainda maior! E com calda de chocolate! – falou surpreso Guigui.
– É todo seu.


Fig. 5- Guigui pegou uma colher e dividiu seu pudim com a irmãzinha, a mamãe e o papai. Foi uma festa!
Naquela noite o papai terminou o patinete de Guigui.
E quando o menino acordou...




Fig. 6- Ali estava o seu tão desejado presente!












PRECE



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MEDIUNIDADE





Dinâmica para Motivação: Fazer a brincadeira dos sentidos:

Tato: Vendar os olhos e tentar adivinhar algum objeto através do tato. (Ex. Escova de cabelo, régua, esponja de louça, rolo de fita crepe, etc...)
Olfato: Vendar os olhos e sentir o cheiro de algumas coisas para tentar adivinhar o que é (pó de café, banana, cebola, etc..)
Audição: Brincar de “Gato Mia”. Vendar os olhos de algum aluno e pedir para outro aluno miar, o que está com os olhos vendados tem que adivinhar quem foi que miou.
Paladar: Vendar os olhos e provar o gosto de suco com e sem açúcar e tentar descobrir qual é qual.
Visão: Brincadeira da cor. Escrever em um cartaz o nome de uma cor porém as letras em outra cor e pedir que eles digam o que está escrito e não a cor que estão pintadas as letras.

Desenvolvimento da Aula:
Depois da brincadeira dizer que vamos conversar sobre um outro sentido que todo mundo tem mas que é um pouquinho diferente desses que a gente viu, a Mediunidade.
Utilizar os desenhos para explicar cada uma delas. Se possível “encenar” cada uma delas enquanto explica.
Tipos de Mediunidade:
Intuição: Dizer que é aquela vozinha que ouvimos de vez em quando que nos diz que devemos ou não fazer alguma coisa, ou tomar alguma decisão.
Psicografia: É quando um espírito desencarnado consegue usar a nossa mão para escrever. Era o que Chico Xavier fazia.
Psicofonia: É quando um espírito desencarnado utiliza a nossa boca, com o nosso consentimento, para falar com as outras pessoas.
Visão: É quando conseguimos ver pessoas desencarnadas.
Audição: É quando conseguimos ouvir pessoas desencarnadas.
Cura: É quando os espíritos desencarnados conseguem utilizar nosso corpo, ou melhor nossas mãos para curar pessoas doentes.

Atividade:
Levar o desenho dos sentidos e pedir que eles identifiquem cada um deles.
Depois levar também o desenho dos tipos de mediunidade e pedir que eles escrevam a qual delas o desenho se refere.


segunda-feira, 19 de abril de 2010

DIFERENÇA ENTRE LAR E CASA

Objetivo: Conscientizar a criança que o lar tem como base o amor.
Incentivação: Relembrar a aula anterior: - frases para as crianças completarem
- Cada um de nós com nossos pais, irmão e etc formamos ............. (família)
- Os espíritos se reúnem em família para aprenderem a ............... (amar)
- A família em ........... (uma casa).
Levar um desenho grande de uma casa.Construiram essa casa e na hora de colocar a tabuleta na porta, o menino ficou em dúvida com a frase que ele colocaria, qual é a certa ou qual é a errada? Vamos ajuda-lo? Uma casa feliz ou um lar feliz?
Desenvolvimento - Perguntar:
Será que casa e lar é a mesma coisa?O que é casa?O que é lar?
- contar a história: "Dona Casa do Telhado Amarelo". Cléo de Albuquerque Melo.
Conclusão: Lar é reunião de duas ou mais pessoas que se unem para se ajudar e evoluírem juntas.
- lugar de voltar;- lugar de ir e vir;- lugar de ficar;- e de construir.
Fixação: Painel com desenho de uma casa grande e figuras de pessoas se relacionando e que poderiam representar um lar.
Lar: reunião de duas ou mais pessoas que se unem para se ajudar e evoluírem juntas.Se respeitam, procuram conversar e se entender, compreendem-se e perdoam-se.Avisam onde vão, se demoram avisam porquê.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

CRIANÇAS NO CULTO CRISTÃO DO LAR


Cezar Carneiro de Souza

Os casais espíritas que tem filhos pequenos, geralmente encontram certas dificuldades para a participação dos mesmos nos cultos domésticos do Evangelho, que acreditamos ser-lhes de grande valia, iniciando-os desde cedo na educação da moral cristã.

Em meu lar, os meninos, inquietos, assim que o culto era iniciado, começavam a pedir água, bolachas, doces, brinquedos etc. E com o riso solto, não nos permitiam fixar a atenção nas lições estudadas.

Energicamente, sempre procuramos repreendê-los, obrigando-os a ficarem quietos, todavia,ao contrário do que esperávamos, a situação piorava, pois, quando permaneciam na reunião, era emburrados ou choramingando que o faziam. Certa feita, encontrando-me com Earle e Da. Maria, que vinham enfrentando as mesmas dificuldades, aquele nosso amigo assim me disse:

_ Olhe, o Chico resolveu o nosso problema!

_ Como? ! _ perguntei-lhe, curioso.

_ Simplesmente recomendou-me levar a lata de bolachas para a mesa e deixar os meninos mais á vontade! Com a prática e auxiliados pelo conselho do Chico, aprendemos que a melhor forma de retê-los era dedicar-lhes os dez ou quinze minutos inicias com literatura infantil espírita. Assim fazendo, eles aproveitavam o culto, e as dificuldades foram resolvidas...

Livro “ Encontros com Chico Xavier “

CHICO XAVIER FALOU COM O ESPIRITO DA RAINHA ISABEL


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Carlos A. Bacceli

A discrição é uma característica do médium consciente visto que tal atitude neutraliza as pressões da curiosidade improdutiva ou mesmo as falsas expectativas.

Nesse aspecto, Chico Xavier também funciona como exemplo já que, ao longo de toda sua jornada no campo da mediunidade, soube recolher apenas em sua memória fatos que somente no devido tempo trouxe a público.

A passagem que reproduzimos a seguir, pela beleza que se reveste, confirma isso, servindo-nos de lição.
"Tinha eu dezessete anos, em 1927, quando na noite de 8 de julho do referido do ano, em uma reunião de preces, escutei, através de uma senhora presente D. Carmem Penna Perácio, já falecida, a recomendação de um Amigo Espiritual, aconselhando-me a tomar papel e lápis, a fim de escrever mediunicamente.
Eu não possuía conhecimento algum do assunto em que estava entrando, mesmo porque ali comparecia acompanhando uma irmã doente que recorria aos passes curativos daquele círculo íntimo, formado por pessoas dignas e humildes, todas elas de meu conhecimento pessoal.
Do ponto de vista espiritual, apesar de ser muito jovem, era fervoroso católico que se confessava e recebia a Sagrada Comunhão desde 1917, aos dez janeiros de idade. Ignorando se me achava transgredindo algum preceito da Igreja, que eu considerava minha mãe espiritual, tomei o lápis que um amigo me estendera com algumas folhas de papel em branco e meu braço, qual se estivesse desligado de meu corpo, passou a escrever, sob os meus olhos cerrados , certa mensagem que nos exortava a trabalhar, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A mensagem era constituída de dezessete páginas e veio assinada por um mensageiro que se declarava "Um Amigo Espiritual", o qual somente conheceria depois. Nenhuma das pessoas presentes se interessou em conservar o comunicado, inclusive eu mesmo pois nenhum de nós, os companheiros que formavam o círculo de orações, poderia prever que a tarefa de escrever mediunicamente se desdobraria para mim, através de vários decênios.
No dia seguinte, após a missa da manhã, procurei o Padre Sebastião Scarzelli, que era meu confessor e protetor, e contei-lhe o sucedido, pedindo-lhe me aconselhasse quanto ao que me caberia fazer. Ele era um padre moço, creio que de origem italiana.
O querido sacerdote, que muitas vezes fora o meu apoio nas dificuldades psicológicas e mediúnicas, que eu periodicamente atravessava, me falou com bondade que ele mesmo nunca lera livros espíritas, mas, se eu me sentia bem no círculo de preces a que comparecera, seria justo buscar a paz que me faltava, já que o nome de Jesus presidia aquele grupo de pessoas honestas e ainda me informou que eu poderia frequentá-lo, mas lembrando a minha devoção a Nossa Senhora, pois ele acreditava que a nossa Mãe Santíssima intercederia em meu benefício em qualquer circunstância.
Depois desse entendimento, não mais vi o Padre Scarzelli, que fora removido para a cidade de Joinville, no Estado de Santa Catarina, onde faleceu, há poucos anos, na condição de Monsenhor e onde se pode ver a obra imensa de benemerência que realizou em favor da comunidade. Sem a presença daquele apóstolo do Bem, dediquei-me ao grupo espírita, com a mesma fé com a qual comparecia às atividades católicas.
Tudo seguia em ordem, quando na noite de 10 de julho referido, dois dias depois de haver recebido a primeira mensagem, quando eu fazia as orações da noite, vi o meu quarto pobre se iluminar, de repente. As paredes refletiam a luz de um prateado lilás. Eu estava de joelhos, conforme os meus hábitos católicos , e descerrei os olhos, tentando ver o que se passava. Vi, então, perto de mim uma senhora de admirável presença, que irradiava a luz que se espirava pelo quarto. Tentei levantar - me para demonstrar-lhes respeito e cortesia, mas não conseguiu permanecer de pé e dobrei, involuntariamente, os joelhos diante dela.
A dama iluminada fitou uma imagem de Nossa Senhora do Pilar que eu mantinha em meu quarto e, em seguida, falou em castelhano que eu compreendi, embora sabendo que eu ignorava o idioma, em que ela facilmente se expressava:
- Francisco - disse-me pausadamente- em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, venho solicitar o seu auxílio em favor dos pobres, nossos irmãos.
- A emoção me possuía a alma toda, mas pude perguntar-lhe, embora as lágrimas que me cobriam o rosto:
- Senhor, quem sois vós?
Ela me respondeu:

- Você não se lembra agora de mim, no entanto eu sou Isabel de Aragão.
Eu não conhecia senhora alguma que tivesse este nome e estranhei o que ela dizia, entretanto uma força interior me continha e calei qualquer comentário, em tomo de minha ignorância. Mas o diálogo estava iniciando e indaguei:
- Senhora, sou pobre e nada tenho para dar.
Que auxílio poderei prestar aos mais pobres do que eu mesmo?
Ela disse:
- Você nos auxiliará a repartir pães com os necessitados.
Clamei com pesar:
- Senhora, quase sempre não tenho pão para mim.
Como poderei repartir pães com os outros? ...
A dama sorriu e me esclareceu:
- "Chegará o tempo em que você disporá de recursos. Você vai escrever para as nossas gentes peninsulares e, trabalhando por Jesus, não poderá receber vantagem material alguma pelas páginas que você produzir, mas vamos providenciar para que os Mensageiros do Bem lhe tragam recursos para iniciar a tarefa. Confiemos na Bondade do Senhor".

Em seguida a estas palavras, que anotei em 1927, a dama se afastou deixando o meu quarto em pleno escuro. Chorei sob emoção para mim inexplicável até o amanhecer do dia imediato. Não tinha mais o Padre Scarzelli para consultar e notei que os meus novos companheiros não poderiam me auxiliar, porque eu não sabia o que vinha a ser a expressão "gentes peninsulares" ouvida por mim: quanto a estas duas palavras, nenhum deles conseguiu fornecer qualquer explicação.
Sentindo-me a sós com a lembrança da inesquecível visão, passei a orar, todas as noites, pedindo a Nossa Senhora para que alguém me socorresse com as informações que eu julgava precisas.
Duas semanas após a ocorrência, estando eu nas preces da noite, apareceu-me um senhor vestido em roupa branca que, por intuição, notei tratar-se de um sacerdote. Saudei-o com muito respeito e ele me respondeu com bondade, explicando-se:
- "Irmão Francisco, fui no século XIV um dos confessores da Rainha Santa, D. Izabel de Aragão, que se fez esposa do Rei de Portugal, D. Dinis. Ela desenvolveu elevadas iniciativas de beneficência e instrução nos dois ramos que formam a Península, conhecida na Europa, e voltou ao Mundo Espiritual em 4 de Julho de 1336 era Fernão Mendes. Confiemos em Jesus e trabalhemos na sementeira do Bem.
Eu não tive garganta livre para falar. O padre se retirou e, sentindo a premência do que desejava a nobre senhora, que eu não sabia ter sido, na Terra, tão amada e tão ilustre Rainha.
No primeiro sábado que se seguiu às ocorrências que descrevo, fui com minha irmã Luíza ( atualmente desencarnada) até uma ponte muito pobre, até hoje existente e reformada, na cidade de Pedro Leopoldo, Minas, onde nasci, conduzindo um pequeno cesto com oito pães. Ali estavam refugiados alguns indigentes: parti os pães, a fim de que cada um tivesse um pedaço, e assim foi iniciado o nosso serviço de assistência que perdura até hoje. Em Pedro Leopoldo, com alguns companheiros, fiz a distribuição de pães, de 1927 a 1958. Em janeiro de 1959, mudei-me para esta cidade de Uberaba, aqui chegando no dia 5 de janeiro de 1959. Junto a grupo de amigos que já nos esperava, promovemos a distribuição de pães numa vila da periferia uberabense. Essa distribuição semanal, aos sábados, permanece ativa até hoje. Moramos numa casa vizinha de três núcleos de favelados e a nossa distribuição de pães, atualmente, se eleva ao número de 1500, divididos entre os necessitados das três favelas a que me referi."

Livro:O EVANGELHO DE CHICO XAVIER. 1ª ed. Didier
FOLHA ESPÍRITA - JULHO / 2000