quinta-feira, 30 de junho de 2011

OS FENÔMENOS DE HYDESVILLE

Na aldeia de Hydesville, no Condado de Wayne, Estado de New York, morava num barracão de madeira, a família Fox.

Moravam na casa o Sr. John D. Fox, sua esposa e três filhas: Kate (9anos); Margareth (12 anos) e Lia a mais velha.


As irmãs Fox (Margareth, Kate e Lia)


Em 28 de março de 1848, aconteceram, na casa, alguns fenômenos estranhos que perturbou a tranquilidade da família. Pancadas nas paredes se faziam ouvir por todos, sem que se encontrasse a causa.
Na noite de 31 de março, as pancadas se tornaram mais fortes, fazendo tremer até os móveis do quarto. O Sr. Fox decide dar uma busca completa dentro e fora da casa para descobrir de onde vinham os barulhos. Porém, não encontra nada que explicasse o mistério e as pancadas continuavam.
Kate, a filha mais nova, já acostumada com os barulhos, começa a imitar os sons, onde eles eram mais fortes.
-Vamos, Old Splitfoot, faça o que eu faço! – disse a menina.
E as pancadas se fizeram ouvir em igual número e paravam quando Kate parava.
Encorajada por Kate, Margareth também participa da comunicação:
-Agora faça o mesmo que eu: conte um, dois, três, quatro...
Todos ficaram surpresos e medrosos com a satisfação do pedido.


Naquela noite foram obtidas várias respostas às perguntas feitas por vizinhos ali chamados. O comunicante invisível contou a sua história dizendo ter sido um vendedor ambulante, morto por antigos moradores da casa e que seu corpo se achava sepultado no porão, o que se comprovou anos mais tarde.
           Como as pancadas continuavam, para facilitar a comunicação, convencionou-se um alfabeto em que cada letra representaria determinado número de batidas.
           Estava estabelecida a comunicação dos vivos com os mortos e assentada uma nova era de mais dilatadas esperanças, com a comprovação da continuidade da vida além do túmulo.

AS MESAS GIRANTES E O ESPIRITISMO


Em 1853, na Europa, um fenômeno causa muita curiosidade. Conhecido como “mesas girantes ou dançantes”, reunia em salões, a alta sociedade parisiense como forma de entretenimento.



Como servisse de divertimento, ninguém se aprofundava no estudo de suas causas e a imprensa retratava ironicamente esse acontecimento.



A polêmica sobre o fenômeno das mesas girantes na época foi muito grande, a ponto de se espalhar por outros países da Europa.
Apesar de a Academia de Ciências Oficial Francesa negar e declarar absurdo o fenômeno das mesas girantes, ela teve de se manifestar perante a questão e delega ao físico Faraday tal missão.
Faraday apresenta seu trabalho, descrevendo com detalhes os acontecimentos, porém, não apresenta conclusões consistentes. Mesmo sendo, à época, Paris, palco de grandes acontecimentos na área do magnetismo, poucos acreditavam no intercâmbio com o chamado “mundo dos mortos”.
Somente, em meados de 1855, o professor Rivail começa a estudar profundamente o fenômeno das mesas girantes, pesquisando-lhe as causas e consequências filosófico-morais.
Hippolyte Léon Denizard Rivail -Nasceu na França em 3 de outubro de 1804.

Referência Bibliográfica:
WANTUIL,Zeus e THIESEN, Francisco. Allan Kardec. Vol. 1. FEB, 1996.
WANTUIL,Zeus. As mesas girantes e o Espiritismo. 4 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005.

PALAVRA CRUZADA

O nível de dificuldade é MÉDIO por abordar questões das duas histórias em momentos alternados.

SOMENTE HORIZONTAIS

01 – Como se chamava a aldeia onde morava a família Fox?
02 – Quantas filhas do casal Fox moravam na casa em Hydesville?
03 – O que era ouvido nas paredes do barracão em Hydesville?
04 – No que era utilizado o fenômeno das “mesas girantes”?
05 – Aonde os fenômenos das “mesas girantes” causavam muita curio-sidade?
06 – Qual o nome da cidade na Europa, palco dos acontecimentos na área do magnetismo?
07 – As “mesas girantes” também eram conhecidas como “mesas...”
08 – Quem retratava ironicamente o fenômeno das “mesas girantes”?
09 – Qual a profissão do Sr. Faraday?
10 – Além das causas e conseqüências filosóficas, o professor Rivail estuda também, as causas e conseqüências...
11 – Qual a profissão de Rivail?

CHAVE DE CORREÇÃO:

01 – Hydesville;
02 – Três;
03 – Pancadas;
04 – Diversão;
05 – Europa;
06 – Paris;
07 – Dançantes;
08 – Imprensa;
09 – Físico;
10 – Morais;
11 – Professor.

ALLAN KARDEC E A CODIFICAÇÃO

Em 1854, o professor Denizard Rivail encontra seu amigo Fortier que lhe convida para estudar algo extraordinário no fenômeno das mesas girantes.



Após se despedir de seu amigo, o professor pensa consigo:
– Nada vira ainda, nem observara; as experiências realizadas, em presença de pessoas honradas e dignas de fé, confirmavam a possibilidade do efeito puramente material, mas a ideia de uma mesa falante ainda não me entrava no cérebro.
Depois de alguns dias, o professor Rivail encontra seu velho amigo Sr. Carlotti, que descreve alguns fatos acerca das mesas girantes, os quais causam incredulidade em Rivail.
Alguns meses se passaram. O professor Rivail é convidado a comparecer à casa da sonâmbula Sra. Roger, em companhia do magnetizador dela, o Sr. Fortier.


O professor Rivail, no dia, horário e endereço combinados, comparece e presencia os acontecimentos da reunião e, fica realmente impressionado.


Naquela reunião, o professor é convidado para comparecer em outras reuniões que se realizavam na casa da Sra. Plainemaisom e aceita o convite.
– Já que tanta gente se aplica a tais fenômenos e, homens respeitáveis fizeram dele objeto de estudo, deve haver ali alguma coisa de verdade; uma ilusão, uma farsa, seja lá o que for, não pode ter esse caráter de generalidade; seduziria um círculo, uma sociedade, mas não daria volta ao mundo. – Rivail.



  Foi na casa da Sra. Plainemaisom que o professor Rivail teve a felicidade de conhecer a família Baudin. Convidado por esses, Rivail passa a freqüentar assiduamente a casa Baudin, cuja esposa e as duas filhas, moças muito prendadas, serviam de médiuns.
           Na casa da família Baudin, o meio utilizado para a comunicação com os espíritos não era a “mesa falante”, mas era o da cestinha, mais prático porque oferecia melhores possibilidades de um estudo mais profundo da matéria em questão.
           – Tive o ensejo de ver contínuas respostas a perguntas formuladas, algumas vezes até mentais, que acusavam de modo evidente, a intervenção de uma inteligência estranha. – Rivail.
          Foi na casa do Sr. Baudin, que o professor Rivail, fez seus primeiros estudos sérios sobre Espiritismo.
          Uma noite, Zéfiro, seu Espírito Protetor deu uma comunicação toda pessoal, por meio de um médium, em que lhe dizia, entre outras coisas, tê-lo conhecido numa existência precedente ao tempo dos Druidas, quando vivia juntos na Gália e, que ele Rivail, se chamava Allan Kardec.
Foi na casa da Sra. Plainemaisom que o professor Rivail teve a felicidade de conhecer a família Baudin. Convidado por esses, Rivail passa a freqüentar assiduamente a casa Baudin, cuja esposa e as duas filhas, moças muito prendadas, serviam de médiuns.
Na casa da família Baudin, o meio utilizado para a comunicação com os espíritos não era a “mesa falante”, mas era o da cestinha, mais prático porque oferecia melhores possibilidades de um estudo mais profundo da matéria em questão.
– Tive o ensejo de ver contínuas respostas a perguntas formuladas, algumas vezes até mentais, que acusavam de modo evidente, a intervenção de uma inteligência estranha. – Rivail.
Foi na casa do Sr. Baudin, que o professor Rivail, fez seus primeiros estudos sérios sobre Espiritismo.
Uma noite, Zéfiro, seu Espírito Protetor deu uma comunicação toda pessoal, por meio de um médium, em que lhe dizia, entre outras coisas, tê-lo conhecido numa existência precedente ao tempo dos Druidas, quando vivia juntos na Gália e, que ele Rivail, se chamava Allan Kardec.



 A partir de 1856, o professor Rivail começou a freqüentar as sessões que se efetuavam na casa do Sr. Roustan. O Sr. Roustan servia como médium de sérias e excelentes comunicação, empregando um meio novo, a cesta de bico.
           No dia 12 de junho, o professor Rivail, na casa do Sr. C., conversa com o Espírito da Verdade por meio da médium SrAline C.
           – Bom Espírito, eu desejaria saber o que pensas da missão de alguns Espíritos me assinaram. – Rivail.
           – Confirmo o que já te disseram, mas recomendo-te muita discrição, se queres sair-te bem. Tomarás, mais tarde, conhecimento de coisa que te explicarão. - Espírito da Verdade.
          – Reclamo a tua assistência e a dos bons Espíritos, no sentido de me ajudarem e ampararem na minha tarefa. – Rivail.
           – A nossa assistência não te faltará, mas será inútil se, de teu lado, não fizeres o que for necessário. – Espírito da Verdade.
           – Espírito da Verdade, agradeço teus sábios conselhos. Aceito tudo, sem distinção e sem ideia preconcebida.
           (...) Rivail não perde tempo. Investido da missão de patentear aos homens novas luzes para o seu progresso e felicidade, com autoridades, bastante para analisar, confrontar, selecionar, ordenar, sistematizar e comentar as instruções que continuava a receber de diversos médiuns, na sua maior parte escritas sob as próprias vistas, Rivail, o sábio educador lionês, prosseguiu, dia e noite, no acabamento e aperfeiçoamento sucessivo de sua obra…
           Por fim, em 18 de Abril de 1857, aparece à venda nas livrarias “O Livro dos Espíritos”, com 501 perguntas e respectivas respostas (...)



Hippolyte Léon Denizard Rivail
Nasceu na França em 3 de outubro de 1804, no seio de antiga família lionesa, de nobres e dignas tradições.
Referência Bibliográfica:
WANTUIL,Zeus e THIESEN, Francisco. Allan Kardec. Vol. 1.FEB, 1996.
WANTUIL,Zeus. As mesas girantes e o Espiritismo. 4 ed. Rio de Janeiro:
           FEB, 2005.

CAÇA- PALAVRAS

Encontre no caça- palavras as respostas que correspondam as seguintes questões, (desconsidere a falta de acentos nas palavras):

NA HORIZONTAL:

a) Parte do nome do Professor Rivail.
b) O Sr. Carlotti, ao descrever fatos acerca das mesas girantes, à Rivail, causa-lhe o sentimento de...
c) Na casa da Sra. Baudin, qual o meio utilizado para a comunicação com os espíritos?
d) Sobre o quê o professor Rivail fez seus primeiros estudos sérios, na casa da Sra. Baudin?
e) Com quem, o professor Rivail conversa a por meio da médium Srta. Aline C., no dia 12 de junho?
f) Qual o livro que aparece nas livrarias à venda, em 18 de abril de 1857?

NA VERTICAL:

a) Qual o nome do Espírito Protetor de Rivail?
b) Em que tempo, Zéfiro disse ter vivido com Rivail na Gália?
c) Como se chamava, Rivail, no tempo em que viveu na Gália?
d) Rivail agradece ao Espírito de Verdade seus sábios...



quarta-feira, 29 de junho de 2011

AMOR: DO EGONCENTRISMO AO ALTRUÍSMO

OBJETIVOS:

Identificar o Amor como a presença Divina em todo o Universo, evoluindo do egocentrismo ao altruísmo, de acordo com os níveis de consciência.

ATIVIDADE INTRODUTÓRIA

Preparar, para uso em flanelógrafo, a figura de um rio. Pode ser utilizado o anexo 1, prolongando o curso dágua (a queda dágua facilita a compreensão da direção das águas). Colorir de modo a valorizar o recurso, que introduz importante conceito. Fazer um corte horizontal no rio para nele movimentar a canoa (anexo 2).





Colocar o desenho da canoa no rio e dialogar com o grupo a partir das seguintes questões:
– Como o remador terá mais segurança e tranqüilidade: descendo o rio, isto é, seguindo a direção das águas (movimentar a canoa) ou seguindo na direção contrária? (movimentar a canoa)
– O que acontece quando remamos na direção contrária ao fluxo das águas?

ATIVIDADE REFLEXIVA

A partir do diálogo, apresentar os seguintes conceitos:
O amor de Deus é semelhante às águas de um grande rio. Vivemos nesse “rio de amor”, que irradia permanentemente sobre nós, envolvendo-nos.
Quando vivemos com amor no coração e nos nossos atos, sentimos mais tranqüilidade e segurança, embora continuem os desafios, porque a vida é semelhante a quem rema na direção das águas do rio: contornamos mais facilmente os obstáculos, poupamos energia e saúde.
Quando vivemos sem amor, ou seja, na direção contrária ao fluxo do amor de Deus, distantes das suas leis, fazemos esforços desnecessários, sofremos mais, os obstáculos são maiores, podemos perder forças e saúde, corremos o risco de “afundar”.
A energia Divina é sempre o Amor que se irradia por toda parte. Mas para senti-lo, precisamos aprender a sintonizar com ele, desenvolvendo-o, aos poucos, em nós.

Utilizando os anexos 3, 4, 5, e 6, dialogar sobre a evolução do Amor no ser:

Anexos 3 - Inicialmente o sentimento de Amor fica centrado na própria pessoa. Ela só se preocupa consigo mesma. Quer ser o centro das atenções, tirar proveito das situações, não se importando se está ou não prejudicando os outros. É um Amor ainda infantil.




Anexo 4 - Com o tempo, através das experiências de desenganos e dor nas múltiplas existências, desperta o amor pelos filhos, pela família, pelos amigos, pelos que lhe dedicam afeto. É ainda um amor muito restrito porque dá na medida que recebe. É a adolescência do Amor.





Anexo 5 - Só muito depois, a pessoa passa a ter compaixão por quem sofre, a desculpar, a dedicar-se pelo bem de alguém ou de algum ideal. É o Amor adulto, já capaz de doar-se.





Anexo 6 - Um dia esse Amor será total, capaz de qualquer renúncia, tal como o das Grandes Almas, das quais Jesus é o modelo mais perfeito. É o Amor em plenitude, incondicional.



Dialogar com o grupo, a partir da pergunta:
– Se todos nós alcançaremos esse Amor total que nos fará sentir a felicidade que tanto desejamos, o que podemos fazer para acelerar a evolução desse Amor?

Concluir com os seguintes conceitos, após citar exemplos do cotidiano:
Ü Sempre que erramos, isto é, agimos na direção contrária ao Amor, sofremos. Esse sofrimento nos mostra que não escolhemos o melhor caminho. Quantos sofrimentos criamos pela ambição, pela ilusão do poder, pela irresponsabilidade!...
Ü Quando entendemos que é melhor seguir o caminho do Amor a Deus e ao próximo, passamos a ter mais equilíbrio, nos libertamos dos vícios, das ilusões e, em conseqüência de muitos sofrimentos.

Movimentar novamente a canoa pelo rio e lançar apenas a pergunta para ficar como reflexão:
– O que será melhor: acompanhar a “correnteza” do amor de Deus ou viver contra ela?

ATIVIDADE CRIATIVA

Forrar a mesa com um papel azul para representar o “rio da vida”. Este rio pode ter margens floridas, pequenas ilhas, obstáculos, etc. Propor que cada um faça com dobradura um barco de papel (modelo abaixo) que representará o “barco da sua vida”. Feito o barco, cada participante o colocará no “rio da vida”, no local e na posição que desejar. O barco poderá ficar separado ou junto de outro, próximo ou distante da margem, etc. Pedir que cada um justifique a sua escolha.

HARMONIZAÇÃO FINAL / PRECE

AÇÃO E REAÇÃO

OBJETIVO:
Identificar a Lei de Ação e Reação com conseqüências numa mesma existência.

ATIVIDADE INTRODUTÓRIA

Realizar a seguinte atividade, objetivando facilitar o entendimento da Lei de Ação e Reação:
- Colocar sobre a mesa um pedaço de madeira (de preferência macia), pregos grandes e martelo.
- Pedir aos participantes que citem algumas “más ações”.
- A cada ação citada, um participante coloca um prego na madeira.
- No final, alguém retirará os pregos. Levar o grupo a observar as marcas dos pregos na madeira.

ATIVIDADE INTRODUTÓRIA

Realizar a seguinte atividade, objetivando facilitar o entendimento da Lei de Ação e Reação:
- Colocar sobre a mesa um pedaço de madeira (de preferência macia), pregos grandes e martelo.
- Pedir aos participantes que citem algumas “más ações”.
- A cada ação citada, um participante coloca um prego na madeira.
- No final, alguém retirará os pregos. Levar o grupo a observar as marcas dos pregos na madeira.

ATIVIDADE REFLEXIVA

Perguntar:
– Os pregos deixam marcas na madeira. E as nossas ações onde deixam marcas?

Narrar: A Mesma Dor

Pedir ao grupo que reflita sobre o caso:
– O crime foi descoberto por alguém?
– O criminoso conseguiu fugir à Justiça?
– Na demonstração que fizemos, o prego deixou uma marca na madeira. E o crime, onde deixou sua marca? (Explicar que a nossa consciência registra todos os atos, bons ou maus, formando “marcas” ou “matrizes”, que provocarão reações ou conseqüências semelhantes).
– Quando desaparecem as “marcas” das más ações? (Quando sofremos e depois reparamos os mesmo erros. Lembrar que sofrer não é suficiente).
– E se morremos antes de reparar os nossos erros? (As “marcas” na consciência nos farão sofrer muito, mas Deus possibilitará a reparação em outra existência).

Concluir com o seguinte conceito:

Temos o livre-arbítrio (possibilidade de escolher nossas ações) para construir nosso destino, mas colheremos sempre de acordo com a escolha feita.

ATIVIDADE CRIATIVA

Apresentar numa folha de papel a seguinte quadrinha:
Pela Justiça Divina
Ninguém recebe favores.
Assim quem semeia espinhos,
Não poderá colher flores.
(autor desconhecido)


Pedir ao grupo que comente a quadrinha ou esclareça com exemplos.

Propor criar uma música para esta letra, individualmente ou em grupo.

Promover a apresentação. Se possível, fazer um acompanhamento com violão para maior valorização das músicas criadas pelo grupo.

HARMONIZAÇÃO FINAL / PRECE

A MESMA DOR
Era um jovem de alma inquieta.
Não se conformava diante das dificuldades financeiras de sua família. Ansiava sair do bairro pobre onde morava, freqüentar festas, ter boas roupas...
Angustiado, queria obter tudo que desejava.
E, numa hora infeliz, conseguiu uma arma.
Oculto pelas sombras da noite, aproximou-se de um rapaz que, de volta da faculdade, entrava em seu carro. Exigiu-lhe que entregasse a carteira. Como o rapaz reagisse, o assaltante não hesitou em atirar e fugir rapidamente.

Fig. 1- A bala localizou-se de tal forma que, apesar de todos os recursos médicos, o rapaz ficou com as pernas paralisadas.
Uma vida inteira sensivelmente alterada.
O tempo passou e o criminoso nunca foi descoberto. A consciência acusava-o, entretanto.
Já homem maduro, começou a sentir terríveis dores nas pernas. Consultou médicos diversos.
Submeteu-se a tratamentos dolorosos
Fig. 2- Contudo não pôde evitar a doença progressiva e incurável, que lhe fez passar os vinte últimos anos de sua vida, com as pernas paralisadas, em uma cadeira de rodas.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

TENHO UMA FAMILIA

FAIXA ETARIA – 2 A 3 ANOS

Objetivo: Identificar as pessoas que integram a família e formas de conviver com respeito, ordem, alegria e crescimento.

ATIVIDADES:
1-Utilizando o flanelógrafo, pedir que as crianças ajudem os filhotinhos a chegarem nas suas famílias






2-Dizer que os filhotes devem ficar com as famílias certas. A mamãe passarinho sabe cuidar do passarinho, mas o cachorrinho, não pode viver no ninho. O cachorrinho não sabe voar.

3-As crianças também têm famílias. A família é o lugar onde recebemlos cuidados desde que nascemos.

4-Colocar uma flanelogravura de cada vez e dizer que na família sempre alguém cuida de nós.
(Flanel. 9): Alguém cuida do bebê.



(Flanel.10): Alguém faz comida gostosa.



(Flanel. 11): Alguém passeia com o filho.


Narrar com auxilio de um avental confeccionado em TNT, conforme as indicações dos anexos 1 e 2.





AS CASINHAS DA RUA ALEGRIA


A Rua Alegria tem várias casas.

Fig.1 Na casa azul moram o papai, a mamãe e o filhinho (abrir a janela). Eles formam uma família.

Fig.2 N a casa vermelha moram uma mamãe e suas duas filhas mocinhas (abrir a janela). Elas formam outra família.

Fig 3 Na casa amarela mora mais uma família: a vovó, o vovô e seus netos (abrir a janela).


Temos muitas famílias diferentes.

Mas todas elas tem uma coisa igual: O Amor!

Sentados em rodinha, fazer uma pequena prece, dizendo:

“Papai do Céu, cuide da minha família”.

A TURMA DA PAZ

quinta-feira, 23 de junho de 2011

ALLAN KARDEC - O CODIFICADOR




Exercícios:
Qual a idade de Kardec quando ele teve conhecimento dos fenômenos das mesas girantes?

45 anos
50 anos
35 anos

Como era conhecida pelos Espíritas a Esposa de Kardec?
Madame Hippolyte
Madame Allan Kardec
Sra. Kardec.

Quantos filhos tiveram o casal Kardec?
5 filhos
Nenhum
1 filho

Qual o motivo do Sr. Rivail ter o nome de Allan Kardec?
Ele havia tido uma encarnação de romano com o nome Allan Kardec.
Ele havia tido uma encarnação de Druida com o nome Allan Kardec.
Ele já era conhecido por Allan Kardec.

Qual a profissão da Esposa de Kardec?
Dona de Casa
Escritora
Professora

Kardec acreditou nas palavras do seu amigo Fortier?
Sim
Não
Esperou uma prova do amigo

As primeiras reuniões que Kardec freqüentou eram:
Sérias
Para divertir os presentes
Bastantes precisas.

Quantos anos Kardec dedicaram da vida à codificação e à divulgação da Doutrina dos Espíritos?

10 anos
50 anos
15 anos

O Espiritismo é uma doutrina:
De Allan Kardec
Criada por diversos Médiuns
Dos Espíritos

Qual o papel de Allan Kardec para a Doutrina Espírita?

Organiza diversos documentos e comunicações de diversos médiuns e os coloca
em livros, por ordem dos Espíritos.
Organiza os Espíritos, para que possam publicar as obras básicas.
Ele foi o criador da Doutrina dos Espíritos.

JESUS EM NOSSAS VIDAS



OBJETIVO:
Mostrar Jesus a luz da Doutrina Espírita. Não como nosso Deus e sim como um
irmão mais evoluído, que cuida para que cheguemos à compreensão de Deus.
Mostrar que podemos encontrar a paz e a felicidade nas nossas vidas seguindo os ensinamentos que Jesus nos propôs, sem rituais ou práticas exteriores, e sim, renovando as nossas atitudes para o nosso bem e para o bem do próximo.

TÉCNICAS:
Exposição; trabalho em grupo; leitura; discussão filosófica.

RECURSOS:
Cartaz; fichas numeradas; imagens impressas; textos impressos; lápis; papel,
efeitos visuais.

INTRODUÇÃO
Escrever no quadro as seguintes perguntas:
Quem é Jesus? Como Jesus pode fazer parte de minha vida?
Desenvolvimento:
· Entregar a ficha numerada para todos os alunos.
· Entregar uma folha de papel em branco para cada aluno e pedir que eles coloquem o seu nome e data.
· Peçam que respondam por escrito as perguntas do quadro.
· Chamar 3 números, e os alunos que tiverem a ficha correspondente ao número chamado irá a frente para falar o que escreveu.
· Após as apresentações o evangelizador deve relatar como foi a vinda de Jesus. A cada relato de uma passagem solicite a um aluno o que acha.
- Nasceu em uma família humilde. Cresceu como uma pessoa normal. Quando adulto começou a sua missão.
- Passou a ensinar à Humanidade como viver neste mundo e conviver com os outros.
- Ensinou que o nosso Deus é um Deus de amor, que não castiga e que os sofrimentos do homem se devem ao próprio homem.
- Ajudou muitas pessoas, doentes, velhos, criminosos, prostitutas, etc.
- Ensinou que o maior mandamento é amar a Deus, de todo o seu coração, de toda sua alma e de todo seu entendimento.
- O segundo maior mandamento é amar o nosso próximo como gostaríamos de amar
a nós mesmos.
- Devemos amar os nossos inimigos.
- Também falou que só recebemos o que merecemos de acordo com as nossas obras.
- Jesus resumiu a vida do homem na Terra como um trabalhador da caridade. Fazer ao outro o que gostaríamos que nos fizéssemos.
- Para Jesus estar nas nossas vidas, não é preciso que digamos a todos que aceitamos Jesus, ou que acreditamos em Jesus.
- Jesus não criou nenhuma religião, não construiu templos, não usou da riqueza para ajudar, nem esperou que o necessitado lhe procurasse.
- A religião Cristã é importante quando ela proporciona ao Homem que ele se torne um homem melhor,para ele,para a sociedade e para Deus.
- Ter Jesus em nossas vidas é respeitar o próximo, as leis, a natureza e a nós mesmos,fugindo dos vícios e dos erros,procurando identificar os nossos defeitos e não os dos outros.
- Ajudar, Compreender, Amparar, Dar, Servir, não querer uma posição de destaque neste mundo, não querer o respeito humano e sim o da nossa consciência, ser uma pessoa correta,abrir o coração através da oração e do trabalho caridoso.

Conclusão:

Na impossibilidade atual de compreender a natureza divina, tomemos Jesus como nosso guia e modelo para a vida.

Jesus é um Espírito que evoluiu e se tornou perfeito. Comanda os destinos do nosso planeta Terra.

Anexo 01

Era uma vez um casal de ateus que tinha uma filha menor.
Os pais, por não acreditarem em Deus, nem em Jesus, jamais falaram sobre o assunto com a menina.
Ela nunca havia visto nem ouvido nada que se referisse ao Sublime Galileu, o bom Pastor.
Numa noite de temporal, um raio caiu sobre a casa e fulminou os pais diante dos olhos assustados da pequena,que tinha seis anos de idade naquela época.

A menina não tinha nenhum parente ou amigo, que a acolhesse e por isso foi encaminhada para a adoção.
Em pouco tempo ela ganhou um novo lar.
Sua mãe adotiva, por ser cristã dedicada, levou-a ao templo religioso para que a mocinha conhecesse as leis de Deus e ouvisse falar de Jesus de Nazaré, o Mestre que veio à Terra ensinar o caminho que conduz ao Pai.

Antes de entregar a criança à evangelizadora, a mãe teve o cuidado de explicar que a menina jamais havia escutado falar de Jesus e que ela, por favor, tivesse paciência.
O Natal estava próximo e, justo naquele dia, a aula seria sobre Jesus.
A moça, após receber todas as crianças com muito carinho e fazer a prece inicial, projetou uma imagem de Jesus na tela e perguntou a todos:
"Alguém sabe quem é esta figura?"
A menina foi a primeira a levantar o braço e falar com alegria:
Eu sei, eu sei tia! Esse é o homem que estava segurando na minha mão na noite em que meus pais morreram..."
Jesus é o amigo invisível que nos sustenta nas horas mais difíceis da jornada.
Como um Bom Pastor, ele conhece e vela por todas as suas ovelhas, independente de credo ou religião.
Estrela de primeira grandeza pode abarcar com Seu olhar de luz toda a humanidade e balsamizar com Seu amor as dores mais cruéis.
Divino Amigo. Está sempre atento aos apelos mais secretos vindos de corações dilacerados.
Médico das almas socorre aos primeiros gemidos, todos aqueles que O buscam com sinceridade.
Irmão Maior. Sabe entender e tolerar a rebeldia dos irmãos menores.
Mestre por excelência, não se cansa de ensinar as lições nobres que nos libertarão da ignorância e nos conduzirão a mundos celestes, nas muitas moradas da casa do Pai, que Ele mesmo está preparando para todos nós.
Companheiro dedicado, nunca abandona Seus irmãos matriculados na escola de redenção que se chama Terra.
Alma abnegada, ama sem discriminar e perdoa sempre. Compreende a pequenez humana e releva as fraquezas dela decorrentes.
Jesus é o farol sempre aceso a nortear os caminhos, do qual estamos há apenas uma oração de distância.
O amor de Jesus por Seus irmãos da Terra é tão grande que O fez sofrer a cruz.
Tolerar a dor...
Relevar o desprezo...
Dialogar com os presunçosos...
Ensinar os interessados...
Compreender os equivocados...
E, por fim, colocar-se como o Bom Pastor dizendo:
"Tende bom ânimo! Eu estou aqui". "Nunca estareis a sós."
(Texto Extraído do site Momento Espírita – Fed. Espírita do Paraná)z injusta...

TAREFA:
1. Faça um desenho de uma árvore sem folhas, apenas com galhos, no quadro ou
cartolina. Chame-a de Árvore da Paz.
2. Entregar 1 folha de 20 x 5 cm a cada aluno, com fita adesiva dupla face para posterior afixação no quadro, para escrever o que ele acha, em uma palavra,o que temos que ter para contribuir para a paz no mundo. O evangelizador pode entregar os papéis em formato de folha.
3. Chame pela ficha numerada o aluno para afixar o que escreveu em um galho e peça que explique o porquê da sua escolha.
Não importa se a palavra se repetir o que importa é o motivo pela qual o aluno escolheu a palavra.
4. Quando terminar, se a árvore estiver em uma cartolina, exponha em local publico

Arvore da Paz

A DESCULPA


Fui, em pequena, uma menina muito estabanada.

Num só dia, conseguia quebrar a tesoura de mamãe, arrancar os cabelos de minha boneca ao trepar em uma árvore com ela ao colo, e, finalmente, quebrar um prato valioso, ao ajudar a enxugar a louça.




Depois de cada um desses desastres, corria para minha mãe e dizia depressa:


- Desculpe, mamãe!


E estava crente de que, pronunciando essa senha mágica, obtinha completa absolvição.



No dia seguinte a uma dessas estrepolias, aconteceu-me derramar café na toalha da mesa.


- Desculpe, mamãe! disse eu logo.


Mas mamãe, sorrindo, tomou uma toalha e enrolou-a em minha cabeça, como um turbante. E pôs-me na mão uma varinha que, propositadamente, deixara por perto. E disse bem humorada:


- Você agora é um mágico, com uma varinha de condão. Diga as palavras mágicas: “Desculpe, mamãe!”, dez vezes, sobre essa mancha de café.


Eu repeti as palavras enquanto o resto da família me olhava fingindo seriedade e sopitando um acesso de riso.


Quando terminei, tomada de intensa curiosidade, perguntei a minha mãe:


- E a mancha? Desapareceu?


- Não! ela respondeu com naturalidade.


Caindo em mim, comentei chorando de decepção:


- E não podia mesmo desaparecer, embora eu dissesse mil vezes “Desculpe!”


- Então, disse mamãe, isso significa que “Desculpe!” não é uma palavra mágica. Não é interessante? Um “Desculpe!” não pode fazer desaparecer, em dois minutos, uma mancha de café que a gente, com apenas dois segundos de atenção, pode evitar. Bem, você quer que eu encha sua xícara outra vez?



E minha mãe não precisou, nunca mais, repreender-me por qualquer estouvamento.


Quantas vezes eu penso ter esquecido a lição, volta-me à lembrança aquele turbante de toalha e a varinha de condão improvisada.

Fonte: E, para o resto da vida ..., de Wallace Leal V. Rodrigues

LIBERDADE

OBJETIVO:
Reconhecer que a liberdade do cristão é a opção pela vida em sintonia com a Lei Divina, desvinculando-se dos condicionamentos negativos.

ATIVIDADE INTRODUTÓRIA


Dividir a turma em grupos de quatro crianças. Cada subgrupo receberá um quebra-cabeça (figura 2) dividido em 4 ou 8 peças. Cada criança ficará com uma ou duas peças para que montem a figura.


ATIVIDADE REFLEXIVA
Perguntar:
– Quem está na figura?
– Ele tem jeito de gato obediente?
– Olhando bem para ele, como vocês acham que ele gosta de viver?
– Vamos ouvir a história dele?

Contar a história: A Fuga de Lico.

Através de perguntas, avaliar o entendimento da história:
– Como era a vida de Lico?
– Ele era bem tratado? Por que ele fugiu?
– Vocês acham que é perigoso fugir? Por quê?
– O que aconteceu com o Lico na rua? Ele passou por muitos perigos?
– O que ele sentiu?
– Como Lico foi encontrado?
– Ele quis voltar para casa?
– Que lição Lico aprendeu?

Concluir que a liberdade que Lico queria não o fez feliz e o mesmo acontece com as pessoas.

ATIVIDADE CRIATIVA

Apresentar três situações para que as crianças avaliem se as atitudes foram corretas e as conseqüências de cada uma.

Situação 1:
Num dia de muita chuva a mãe, o pai e a tia estavam sentados conversando. Sem pedir à mamãe, o menino saiu para a casa do amigo com seu cachorrinho. Ele fez bem? O que pode acontecer?

Situação 2:
A professora avisou que quem acabasse o trabalho podia sair de sala e esperar sentado no banco do corredor até todos acabarem. Sem falar com a professora três crianças foram para o banheiro brincar com água. Eles agiram bem? O que pode acontecer?

Situação 3:
A mãe leva os dois filhos ao ponto do ônibus e pede ao motorista para deixá-los na porta da escola. O ônibus enche e os meninos resolvem descer antes da escola, num campo de futebol. O que pode acontecer?

As crianças deverão dramatizar cada situação à medida em que for apresentada, reforçando a atitude correta.

HARMONIZAÇÃO FINAL / PRECE


A FUGA DE LICO



Fig. 1- Lico, o gatinho, estava muito aborrecido porque Rosinha, a sua dona, tinha ralhado com ele pela travessura que fez.


Fig. 2- Logo que Rosinha saiu, Lico escapou por um buraco na cerca e fugiu. Queria liberdade para fazer o que bem quisesse. Estava cansado de ser cuidado e vigiado... queria fazer amigos... comer o que e quando quisesse... E saiu correndo pelos muros e telhados de outras casas, para bem longe.
Não queria ser encontrado.
Pshiu!... Pshiu!... Pshiu!... A menina chamava, quase chorando, seu gatinho querido, logo que sentiu sua falta.
Pshiu!... Pshiu!... Pshiu!... Até a vizinha subiu no terraço e, de lá, chamava Lico, com muita pena da menina.
Lico era uma gato muito bonito, todo malhado.
Passou a manhã, passou a tarde e veio a noite. Ninguém, nem os vizinhos davam conta do Lico.
Parecia até que o Lico havia virado uma nuvem.
– Lico já foi apanhado por alguém e deve estar noutra casa – disse o maninho.
A menina chorou tão alto, abriu uma boca tão grande, que o papai teve uma grande idéia:
– Não chore, minha filha! Vou anunciar no rádio da comunidade para achar Lico depressa.
– E eu vou fazer um cartaz para colocar na padaria, na farmácia e na papelaria – falou a mamãe.
Lico é um gato bonito Nós vamos agradecer
De pêlo muito sedoso A quem der notícias reais
E quem com ele brincar Quando nosso gato voltar
Verá como é carinhoso. O amaremos muito mais.

Recados para Rosinha, dona do Lico:
Rua das Flores, número 10
Telefone: 0002233


Que teria acontecido a Lico? Por que não voltou para sua casa?
Aconteceu que no dia em que fugiu, depois de muito correr, encontrou, num beco escuro, um bando de gatos sem dono comendo uma grande cabeça de peixe.
Lico, cheio de fome, chegou perto do bando, procurando também comer um pedaço daquele peixe, que parecia delicioso.



Fig. 3- Que surpresa teve! Os gatos largaram a comida e avançaram no Lico, pondo-o para fora do beco. Apavorado, Lico foi descansar no alto de um muro.


Fig. 4- Mas logo foi visto por um cachorro enorme e bem bravo, que latia e pulava no muro, para abocanhar Lico.
O gatinho fugiu e, ao pular, machucou uma das patinhas numa cerca de arame farpado.
Com a patinha sangrando, Lico só queria era voltar para casa e livrar-se de tantos perigos.
– Ah! Vejo agora que a nossa casa é o lugar onde estamos mais protegidos!... Que saudade! Sinto tanta fome!... Como estou cansado! Tenho medo!...
Mas Lico não acertava agora voltar para casa.


Fig. 5- De repente ouviu alguém que o chamava. Era uma senhora de avental que falou, dando-lhe um pedaço de carne:
– Você deve ser o Lico, que fugiu de casa. Sua dona está triste, à sua procura. Ouvi na rádio da comunidade...
E o gatinho miou bem alto, como querendo dizer que era ele mesmo. Miau!... Miau!... Miau!...
Poucos minutos depois, chegou Rosinha com o pai e... que alegria! era mesmo o seu gatinho Lico.


Fig. 6- E já em sua casa, depois do curativo na patinha e de bem alimentado, Lico ouviu de novo Rosinha ralhar com ele pela coisa errada que fez.
Mas desta vez Lico ouviu bem quietinho, abaixando as orelhas e alisando-se nas pernas da Rosinha como a pedir desculpas.



(Adaptação da História de Cléo Albuquerque Melo).

CORAGEM E PERSEVERANÇA

OBJETIVO:
Reconhecer que a perseverança é condição indispensável para o progresso.

ATIVIDADE INTRODUTÓRIA

Distribuir uma bola de aniversário (bexiga) cheia para cada criança. Colocar uma música alegre pedindo que as crianças espalhem-se bem e comecem a jogar para o alto suas bolas. Jogarão enquanto a música tocar, não deixando que a bola caia no chão. Ao final, todos procuram observar qual das bolas tem dentro um papelzinho dobrado. Esta será estourada e a criança deverá cumprir a tarefa indicada no papel. Exemplo: montar no flanelógrafo o quebra-cabeça do anexo 1. Prepará-lo anteriormente colando em cartolina dividida em 4 a 8 partes, conforme a idade e o desenvolvimento das crianças (colar um quadrado de lixa em cada parte para melhor fixação no flanelógrafo). O grupo incentivará a criança, que poderá receber a ajuda eventual de um colega, mas deverá tentar até terminar.



ATIVIDADE REFLEXIVA
Levar o grupo a refletir, através de perguntas, como:
– Cada um se esforçou para a bola não cair?
– O tempo todo? Ou alguém desanimou?
– E você, (fulano), que montou o quebra-cabeça, teve vontade de continuar até o fim?
– É importante não desistir quando aparece a dificuldade?
– Para não desistir é preciso ter vontade forte ou pernas fortes?

Narrar: XOM-XOM, O APRENDIZ DE PALHAÇO.

Explicar o conteúdo da história:
– Como era o Xom-Xom na escola?
– E depois que foi aprender os exercícios de palhacinho?
– O que mudou no menino?
– Podemos aprender o que queremos? Como?

Concluir que:
Quando temos força de vontade, perseveramos e vencemos as dificuldades.
Deus, nosso Pai do Céu, nos deu a vontade, que deve ser usada para fazer coisas boas.

Ainda com o grupo em círculo, perguntar se alguém quer contar alguma dificuldade que já teve e conseguiu vencer pela força de vontade.

ATIVIDADE CRIATIVA

Apresentar as histórias sem texto (anexos 2 e 3). Pedir que o grupo as observe bem e depois conte as histórias.



HARMONIZAÇÃO FINAL / PRECE

Iniciar mostrando uma pedra, deixando que as crianças a segurem e sintam como é dura e difícil de ser quebrada. Mas uma gota de água é capaz de fazer um “buraquinho” na pedra se pingar nela, no mesmo lugar, durante muitos e muitos anos. A “perseverança” da água modifica até a pedra!... (Pode-se também comparar uma pedra comum com uma pedra de rio, polida pelo movimento constante das águas).

Proceder o relaxamento da forma habitual. Pedir que visualizem uma gotinha (dágua) caindo sem parar numa pedra grande... aos poucos a pedra vai ficando diferente no lugar onde a água bate.

Meditar:
Com vontade melhoro sempre.

XOM-XOM, O APRENDIZ DE PALHAÇO

Xom-Xom era o apelido de um menino de seis anos que, por qualquer coisa, desanimava.

Fig.1- Quando foi para a escola, não queria se separar de sua mãe. Chorava, chorava, e não ficava na escola.

Fig.2- Quando cresceu mais um pouco e brincava com os amiguinhos, ficava desanimado na hora de guardar os brinquedos...
Fig.3- Xom-Xom gostou de aprender a ler. Mas, escrever!... dava muito trabalho, dizia.
Enquanto isso, seus colegas já estavam escrevendo no caderno e com uma letra bem bonita!
Fig.4- Mas um dia muitas carroças de um circo chegaram à cidade onde o menino morava.
Armaram o circo e começaram a preparar o espetáculo da inauguração.
Xom-Xom todas as tardes ia ver os ensaios. E observava com atenção o palhacinho Curumim, neto do dono do circo.
Ele andava com as mãos, de pernas para o ar, dava cambalhotas e até caminhava sobre uma corda, sem cair.
Um dia XomXom tomou coragem e perguntou a Curumim se era muito difícil conseguir fazer aquelas coisas.
O palhacinho disse que no começo era muito difícil mas, tendo vontade forte, tudo se aprendia .
Depois da conversa, Curumim pediu ao avô para também treinar o novo amigo Xom-Xom.
O dono do circo aceitou, desde que os pais do menino permitissem.
Tudo combinado, Xom-Xom começou os ensaios. No começo tudo era difícil. Os dias iam passando e tudo pareceu mais fácil. Quando Xom-Xom errava, repetia o exercício até acertar.



Fig. 5- No dia da inauguração do circo, dois palhacinhos quase do mesmo tamanho entraram vestidos iguaizinhos. Fizeram muitas piruetas e brincadeiras. Xom-Xom só não tinha aprendido a andar na corda, mas sabia que, mais tarde, com o treino, poderia aprender. Os palhacinhos receberam muitas e muitas palmas.
Os colegas de Xom-Xom quase não acreditaram.
Como Xom-Xom se tornou tão corajoso? Como ele havia mudado tanto?
E desde aquele dia Xom-Xom teve coragem para vencer qualquer dificuldade.