sábado, 7 de maio de 2022
quarta-feira, 12 de janeiro de 2022
A Importância do Plano de Aula na Evangelização Infantil
Planejamento
No planejamento de aula, o evangelizador especifica e organiza os procedimentos para concretização da sua aula.
Ao planejar, o evangelizador prevê os objetivos imediatos a serem alcançados (conhecimentos, habilidades, atitudes) e especifica os itens e subitens do conteúdo que serão trabalhados durante a aula. É possível também se definir os procedimentos (maneira de realizar alguma atividade) e organizar as atividades de aprendizagem dos evangelizandos, de acordo com a faixa etária, grau de interesse da turma, assuntos, tempo disponível e objetivos propostos, levando em conta os princípios morais que norteiam este trabalho.
Portanto, o planejamento da aula é a sequência de tudo o que vai ser desenvolvido e a sistematização de todas as atividades que se desenvolve no período de tempo em que o evangelizador e evangelizando interagem numa dinâmica de ensino-aprendizagem.
Ao planejarmos, organizamos antecipadamente a ação evangelizadora, norteando a atuação do evangelizador-evangelizando; controlamos a improvisação; evitamos a repetição rotineira e garantimos a distribuição adequada do trabalho em relação ao tempo disponível.
A partir do momento que nos damos conta que planejar é preciso, partimos para a questão: “que tipo de metodologia utilizar?”
Metodologia
É importante estudar o conteúdo, selecionar o essencial e transformar esse conteúdo em atividades assimiláveis, procurando sempre não dar conceitos prontos, mas buscar o caminho do interesse e da descoberta. Atividades sensibilizadoras, métodos ativos, que levem a criança a uma participação intensa, vivências e atividades artísticas.
Procure partir do interesse imediato do evangelizando ou desperte esse interesse. A criança é curiosa e está aberta às novidades.
Ao despertar o interesse, lance questionamentos e desafios ao intelecto do evangelizando ou dilemas morais a serem resolvidos. Podem ser perguntas sobre o assunto de forma tal que leve o evangelizando a buscar a solução ao problema apresentado.
Permita as colocações dos evangelizandos, o debate e o diálogo onde todos possam expressar suas opiniões e iniciar a construção coletiva e, ao mesmo tempo, individual, não só do conhecimento em estudo, mas a construção do ser, em seu aspecto intelectual e afetivo.
Assim, lançado o desafio ou o problema e abrindo-se ao diálogo, levamos o evangelizando a buscar a solução na Doutrina Espírita, tendo em mente que ele somente poderá avança a partir das estruturas mentais que já possui dentro de si mesmo. Avançar demais não adianta, assim como desafios além das possibilidades do evangelizando tem efeito negativo – tudo deve ser gradual e progressivo.
É importante iniciar a construção do conhecimento com base na Doutrina Espírita, partindo da realidade da criança. Procure não oferecer tudo pronto, mas que esse momento seja de descoberta, onde inteligência, sentimento e vontade interagem de maneira dinâmica, para a construção do ser em seu aspecto integral.
O evangelizador deve estudar o conteúdo e transformá-lo em atividades assimiláveis pelas crianças e não oferecer o conteúdo pronto. O conteúdo da Doutrina deve ser analisado em seus três aspectos inseparáveis: científico, filosófico e religioso. As atividades deverão ser vivenciadas e não apresentadas como aulas teóricas. O evangelizando não aprende ouvindo aulas teóricas, mas vivenciando atividades dinâmicas. A construção do ser depende da vivência integral: sentidos, intelecto e sentimento.
A arte não é apenas forma de expressão, mas atividade criadora, ampliando a capacidade vibratória do ser, sensibilizando e diferenciando a vontade para os canais superiores da vida. O teatro, a música, a dança, as artes plásticas em sua diversidade e a literatura em toda sua amplitude, propiciam atividades criadoras onde a cooperação é uma constante. A arte abre canais que o intelecto, por si só, desconhece, pois age no campo emocional e vibratório do ser. É agente de transformação e construção do ser.
Ninguém assimila conteúdos tão complexos em apenas uma aula teórica, nem se transforma interiormente tão radicalmente, mas num processo educativo bem elaborado e integrado com nossa vida prática. O evangelizador é um polo de energia emuladora, a irradiar de si mesmo e, ao mesmo tempo, atraindo e estimulando o evangelizando.
De forma gradual e progressiva, o evangelizando vai assimilar o conteúdo, construindo as estruturas mentais correspondentes dentro da sua capacidade de assimilação, tanto no aspecto intelectual, como no aspecto afetivo. Gradualmente, mas num processo contínuo, o evangelizando passa a pensar, sentir e viver dentro dos princípios que a Doutrina nos apresenta, por serem princípios de caráter universal.
O livro “Pelos Caminhos da Evangelização”, de Cecília Rocha, elucida que o ensino da Doutrina Espírita deve ser organizado mediante experiências de aprendizado, cujas características reproduzimos abaixo:
- Dinâmicas Desafiadoras: que despertando o interesse e a curiosidade do evangelizando proporcionem sua participação ativa, levando-o à aplicação de soluções evangélico-doutrinárias para resolver os problemas cotidianos.
- Significativas: que possam ser compreendidas e assimiladas pelo evangelizando, conforme objetivos preestabelecidos, de acordo com o seu nível de interesse.
- Individuais: que estejam ao nível de cada evangelizando, em particular, permitindo o atendimento às diferenças individuais, pois embora o desenvolvimento se processe por leis universais, condicionam-se às circunstâncias cármicas particulares.
- Grupais: que proporcionem ao evangelizando atividades com outros evangelizandos, facilitando o processo de convivência fraterna nos padrões de solidariedade e de tolerância, aproveitando-se o ensejo para estabelecimento de laços afetivos e formação de grupos espontâneos – característica do processo de socialização da criatura na infância e na adolescência.
Etapas do Plano de Aula
O plano de aula deve conter:
- Objetivo
O objetivo fornece uma orientação concreta para o desenvolvimento do tema. É a descrição clara do que pretendemos atingir dentro do assunto. Determinamos o que os evangelizandos devem aprender, concluir e sentir durante e após a aula. É importante que o objetivo seja compatível com o desenvolvimento físico e psicológico do evangelizando.
- Referências Bibliográficas
Citar todas as referências bibliográficas usadas como subsídios para a elaboração e o desenvolvimento da aula.
- Incentivação
É utilizada para intensificar nos evangelizandos a motivação interior necessária à ação de aprender. É o conjunto de recursos e procedimentos envolventes, que vão motivar a criança.
- Desenvolvimento
Desenvolvimento do tema visando os objetivos propostos. Deve-se sempre variar a apresentação das aulas, variando o material didático: fantoches, cartazes, dramatização, etc.
- Atividades
As atividades devem ser a síntese do tema escolhido. São indispensáveis ao processo de aprendizagem. Servem como fixação e compreensão do conteúdo, além de estimular o desejo de aprender. Ao mesmo tempo em que o evangelizando atua trabalhando, o evangelizador faz a avaliação de sua aula.
O evangelizador não deve avaliar se o objetivo de sua aula foi alcançado pelas atitudes imediatas dos evangelizandos. Deve sempre ter em mente que está plantando a semente e que seus frutos deverão vir com o te
quarta-feira, 5 de janeiro de 2022
quarta-feira, 17 de novembro de 2021
sábado, 23 de outubro de 2021
ALEGRIA E MAU HUMOR
Prece inicial
Primeiro momento: Leitura da estória “O Cavalinho Insatisfeito”.
Segundo momento: Conversar sobre a estória com os evangelizando e perguntar como era o cavalinho no início (insatisfeito, reclamava o tempo todo de tudo, mal-humorado) levando as crianças a concluírem que o mau humor e as queixas não resolvem nenhum problema e afasta as pessoas do nosso convívio.
O Espírita não deveria ser mal-humorado, quando menos porque sabe de onde veio, o que aqui está fazendo e para onde vai, além de conhecer, de cor e salteado, que nada acontece por acaso e que há forte razão para as dificuldades pelas quais esteja passando, de qualquer ordem, mesmo que gravíssimas, já que as Leis Naturais são perfeitas e, por isso mesmo, não sofrem alteração, não havendo, na Criação, privilégio de qualquer espécie a quem quer que seja.
Bem ao contrário, o Espírita deveria ser alegre e muito grato pela excelente oportunidade de que desfruta, uma vez mais, pela via da reencarnação, de poder ajustar e reajustar contas, de poder corrigir erros, males e equívocos, e seguir aprendendo e evoluindo sempre, na busca permanente da perfeição relativa e da felicidade suprema, destino final dos seres humanos.
Terceiro momento: Questionar os evangelizando.
· O que é alegria? O que os deixam alegres? Observar as respostas e levar a criança a perceber se esse sentimento acontece somente com situações materiais ou morais.Por exemplo: ficamos alegres quando estudamos e tiramos nota 10 numa prova? Se tivéssemos "colado”, o sentimento seria o
mesmo?A alegria maior, verdadeira é aquela que sentimos quando nossa consciência está tranquila. É o dever cumprido.A tristeza aparece quando nos afastamos do compromisso.· “Ser alegre” e "estar alegre" é diferente? “Estar alegre" é um estado de momento. Podemos inibir o "ser alegre" se condicionarmos a alegria a alguns acontecimentos. Ex.: só consigo ficar alegre ou feliz se eu tiver o tênis da moda; só ficarei feliz se eu cair na mesma turma do ano passado; etc. Essa alegria não é verdadeira.
· Podemos ser felizes diante da dor? (colocar figuras com pessoas em situações difíceis, mas com expressões diferentes, umas com fisionomia calma, outras sofridas); refletir que podemos ser felizes mesmo diante da dor ou dificuldade quando entendemos a razão daquilo e tiramos lições.
Se determinada escolha não foi boa, vamos trabalhar com ela com alegria, vencendo mais fácil a situação. Por ex.: se fui colocado numa classe diferente, com pessoas que não conheço a minha alegria e satisfação, vai emanar vibrações de tal categoria que pode envolver as pessoas e estas serem atraídas para novas amizades. A alegria do Espírito é uma energia transformadora que desmobiliza vibrações
inferiores.Quarto momento: Contar o caso “Coitadinho de mim” e “A alegria dos outros”.
Quinto momento: Leitura do texto “A Casa dos Mil Espelhos”.
Sexto momento: Escolher uma das atividades abaixo.
- Desenho em xilogravura: Ouvir uma música sobre alegria (“A Energia do Amor”, “Pra ser Feliz” ou “É Preciso”) e a partir da música produzir desenho em xilogravura.
Xilogravura em isopor
Materiais:
Bandeja de isopor
Pincel Condor
Tesoura
Tinta guache
Ponta seca ou caneta sem tinta
Modo de preparo:
Corte as abas da bandeja, utilize a parte totalmente lisa, não pode ter nenhum tipo de relevo.
Com a caneta sem tinta ou ponta seca marque o desenho sobre a bandeja.
Com o pincel, espalhe a tinta guache homogeneamente sobre o desenho e imprima sobre o papel. Se necessário, faça alguns testes antes para sentir a necessidade de mais ou menos tinta.
Bandeja de isopor
Pincel Condor
Tesoura
Tinta guache
Ponta seca ou caneta sem tinta
Modo de preparo:
Corte as abas da bandeja, utilize a parte totalmente lisa, não pode ter nenhum tipo de relevo.
Com a caneta sem tinta ou ponta seca marque o desenho sobre a bandeja.
Com o pincel, espalhe a tinta guache homogeneamente sobre o desenho e imprima sobre o papel. Se necessário, faça alguns testes antes para sentir a necessidade de mais ou menos tinta.
-Desenhar o seu rosto com expressão alegre e escrever o que o deixa com esse sentimento.
- Desenho para colorir.
Prece de encerramento
Aula preparada a partir de material recebido pelo grupo e outros.
Tia Zezé - 3º ciclo da infância - CEE - Vitória –ES 2011
HISTÓRIAS
O CAVALINHO INSATISFEITO
Apesar de morar numa linda cocheira cheia de conforto, o cavalinho estava sempre insatisfeito.
Tinha um grande campo verde para cavalgar e brincar com seus amigos, onde não lhe faltava erva tenra e macia para sua alimentação e água pura e límpida para beber num regato próximo.
E quando a noite chegava, recolhia-se à cocheira, onde um monte de capim novo e seco lhe servia de leito, enquanto pela janela aberta podia ver as estrelas brilhando no céu, lá longe.
João, um servidor amigo, banhava-o regularmente, escovando seu pelo com cuidado e deixando-o brilhante e sedoso.
Ainda assim, não estava contente e passava o tempo a reclamar da vida.
Reclamava de ter que levantar cedo, da grama que não estava bem verde e macia, da água que alguém turvara, do colchão de capim duro.
Quando o empregado vinha banhá-lo, reclamava que a água estava muito fria, e a escova, muito dura, o machucava.
Certo dia, quando João chegou sorridente para tratá-lo, encontrou-o ainda com humor pior do que nos outros dias. Sem querer, o empregado descuidou-se e o balde com água caiu sobre a pata do cavalo.
Imediatamente, o animal reagiu, irritado, dando um coice no coitado do servidor, dizendo com maus modos:
- Desastrado!
Caindo de mau-jeito, o rapaz não conseguiu se levantar, gritando por socorro.
Quando vieram acudi-lo, vendo-o no chão, indagaram:
- O que houve, João?
Gostando realmente do cavalinho e não desejando que fosse punido, respondeu:
- Não foi nada. Caí e machuquei a perna.
Levado a um hospital, constataram que João fraturara um osso de uma perna e seria preciso engessá-la. Durante um mês teria que fazer repouso e não poderia trabalhar.
No dia seguinte, outro empregado foi encarregado de cuidar dos animais, substituindo João em suas funções.
Sendo muito preguiçoso, o novo empregado não se preocupava com nada. Esquecia de soltar os animais para passear no campo, não trocava a água dos bebedouros, não tirava o capim velho substituindo por novo e não gostava de dar banho, deixando-os sujos e malcheirosos.
Como o cavalinho reclamasse do tratamento que lhes estava sendo dispensado, pois vivia cheio de moscas, ainda recebeu algumas chibatadas no lombo, que o deixaram ferido.
Assustado, visto que nunca tinha apanhado, o cavalinho ficou com medo e nunca mais reclamou de nada.
Lembrava-se, porém, com profunda saudade do servidor amigo que os tratava sempre com bondade e nunca lhes deixara faltar nada. Á noite, sozinho, olhando as estrelas, ele chorava de tristeza em seu leito sujo e malcheiroso.
Quando João retornou, após os trinta dias, foi com um relincho feliz que o recebeu. O cavalinho encostou a cabeça em seu peito, satisfeito pela volta do amigo.
O empregado estranhou a atitude carinhosa do animal, antes tão mal-humorado, e se condoeu do seu aspecto, pois perdera o ar altivo, mantendo a cabeça baixa; estava todo sujo e seu pêlo ferido sangrava, mordido pelos insetos que assentavam em seu corpo, atraídos pela sujeira.
- Agradeço seu cuidado e atenção. Foi preciso que eu sofresse para saber valorizar sua amizade. Agora compreendo como fui rude e malcriado com você, e como foi bom para mim. Perdoe-me o coice que lhe dei. Isso nunca mais acontecerá.
Fez uma pausa e, fitando o amigo com os olhos úmidos de emoção, concluiu:
- Aprendi que é preciso saber agradecer tudo o que temos. Deus me deu uma vida boa onde nada me faltava, no entanto eu vivia insatisfeito com tudo. Foi preciso que as coisas piorassem para que eu pudesse perceber como era feliz. Entendi, também, que é preciso saber respeitar os outros se desejamos ser respeitados.
Tia Célia
(Fonte: O Consolador – Revista Semanal de Divulgação Espírita – Espiritismo para Crianças – Célia Xavier Camargo – Ano 1 – nº 23 – 21/09/2007)
A ALEGRIA DOS OUTROS
Um jovem, muito inteligente, certa feita se aproximou de Chico Xavier e indagou-lhe:- Chico, eu quero que você formule uma pergunta ao seu guia espiritual, Emmanuel, pois eu necessito muito de orientação.Eu sinto um vazio enorme dentro do meu coração. O que me falta, meu amigo?Eu tenho uma profissão que me garante altos rendimentos, uma casa muito confortável, uma família ajustada, o trabalho na Doutrina Espírita como médium, mas sinto que ainda falta alguma coisa.O que me falta, Chico?O médium, olhando-o profundamente, ouviu a voz de Emmanuel que lhe respondeu:Fale a ele, Chico, que o que lhe falta é a “alegria dos outros”! Ele vive sufocado com muitas coisas materiais. É necessário repartir, distribuir para o próximo...A alegria de repartir com os outros tem um poder superior, que proporciona a alegria de volta àquele que a distribui.- É isto que está lhe fazendo falta, meu filho: a “alegria dos outros”.A CASA DOS MIL ESPELHOSTempos atrás, em um distante e pequeno vilarejo, havia um lugar conhecido como a casa dos 1000 espelhos.Um pequeno e feliz cãozinho soube deste lugar e decidiu visitar.Lá chegando, saltitou feliz escada acima até a entrada da casa. Olhou através da porta de entrada com suas orelhinhas bem levantadas e a cauda balançando tão rapidamente quanto podia. Para sua grande surpresa, deparou-se com outros 1000 pequenos e felizes cãezinhos, todos com suas caudas balançando tão rapidamente quanto a dele.Abriu um enorme sorriso, e foi correspondido com 1000 enormes sorrisos.Quando saiu da casa, pensou:-Que lugar maravilhoso! Voltarei sempre, um montão de vezes.Neste mesmo vilarejo, um outro pequeno cãozinho, que não era tão feliz quanto o primeiro, decidiu visitar a casa.Escalou lentamente as escadas e olhou através da porta.Quando viu 1000 olhares hostis de cães que lhe olhavam fixamente, rosnou e mostrou os dentes tentando afugentar e ameaçar os outros cães, mas ficou horrorizado ao ver 1000 cães rosnando e mostrando os dentes para ele.Quando saiu, ele pensou:-Que lugar horrível, nunca mais volto aqui...Todos os rostos no mundo são espelhos... Que tipo de reflexos você vê nos rostos das pessoas que você encontra?Folclore Japonês"Os tristes acham que o vento geme;Os alegres e cheios de espírito afirmam que ele canta.O mundo é como um espelho, devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos.A maneira como você encara a vida, faz toda a diferença."Autor desconhecido
Assinar:
Postagens (Atom)


