quarta-feira, 17 de abril de 2013

O HOMEM: CORPO E ESPÍRITO




   DOENTES E DOENÇAS

Certa vez, alguns espíritos trabalhadores chegaram a um grande hospital, a fim de atender a quatro doentes ali internados.
Aproximaram-se de uma arejada enfermaria, chegando ao leito do primeiro enfermo. Este gemia dolorosamente, com grande falta de ar: - Valei-me Senhor! ... Ai Jesus! Curai-me e serei para sempre vosso servidor.
O segundo implorava, contorcendo-se com dores na barriga: - Ó meu Deus, meu Deus! ... Tende misericórdia de mim! Daí-me a saúde e farei somente a vossa vontade...
O grupo chegou ao terceiro doente que, suando em bicas, não aguentava forte cólica renal:
- Piedade, Jesus! ... Salvai-me! ... Tenho mulher e quatro filhos... Salvai-me e prometo ser fiel até a morte!
Por fim, clamava o de número quatro, com severa crise de reumatismo: - Jesus! Jesus! ... Ó Divino Médico! ... Amparai-me!Dai-me a saúde e vos darei a vida!
Os espíritos estavam penalizados. Comoviam-se ao ouvir tão carinhosas referências a Deus e a Jesus. Logo começaram a atuar, dando passes, aliviando rapidamente a situação dos doentes. Entretanto, logo que melhoraram os quatros nem se lembravam do nome de Jesus.
Dizia o primeiro, referindo-se a alguém que deixara de visitá-lo: - Aquele malandro pagará! ... Como me deve dinheiro, não veio aqui e naturalmente ficará satisfeito, pensando que morri!
O segundo esbracejava:
- Ora essa! ... Por que me vieram perguntar se eu queria orações? Já estou farto de rezar! Quero alta hoje!
O terceiro reclamava: - Quem falou aqui em religião? Não quero saber disso... Chamem o médico!
O doente número quatro gritava com a jovem enfermeira que trazia o café matinal:
- Saia da minha frente com seu café requentado, antes que eu lhe dê com este bule na cara!
Espantados com tão inesperada reação, os espíritos trabalhadores recorreram ao supervisor espiritual da instituição espiritual. Após ouvir a exposição do sucedido, o mentor esclareceu bem-humorado:
- Sim, vocês cometeram pequeno engano. Avaliaram mal as condições dos nossos quatro irmãos. Eles ainda não podem retornar à saúde, pois precisam do corpo enfermo para melhorar os espíritos. Todos são constituídos de corpo e Espírito e a saúde do primeiro só deve acontecer, quando o segundo estiver bem. E, sem demora, o superior desfez o que havia sido feito pelos irmãos de boa vontade, já que os quatro não estavam preparados para a saúde.

Irmão X - psicografia de Francisco Cândido Xavier Livro: “Ideias e Ilustrações” (adaptação).



Introdução:

Mostrar um boneco ao grupo, questionando:

Embora este boneco tenha tudo o que nós temos (cabeça, corpo, pernas e braços) por que ele não é capaz de fazer tudo o que fazemos?

O que lhe falta? Ouvi-los, ajudando na conclusão:

Vida.

Continuar com o questionamento:

O que dá vida ao homem e falta ao boneco?

Arrematar, caso não o façam: alma ou espírito.

Dizer que vai narrar uma história que mostra a necessidade do equilíbrio entre a saúde do corpo e a saúde do espírito.

Desenvolvimento: 

Narrar a história:

“Doentes e Doenças”. 

Conversar com as crianças, em torno da narrativa:

 Quem nos ajuda, quando estamos doentes?
 Por que os doentes da história não mereciam ser curados?
O que precisamos fazer para termos saúde?

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