segunda-feira, 8 de novembro de 2010

SUGESTÃO DE BRINCADEIRAS




Camaleão

Este jogo necessita de um espaço relativamente plano, delimitado e onde

exista uma parede ou muro. Jogam pelo menos seis crianças.

Coloca-se uma criança (camaleão) junto à parede, virada para ela e de olhos

tapados pelas mãos. As restantes crianças estão colocadas à vontade, a uma

distância de cerca de dez metros. Ao sinal de início do jogo, as crianças

perguntam em coro àquela que está junto da parede: “Camaleão, de que

cor?” . O camaleão responde dizendo uma cor, por exemplo, o azul.

Mal diz a cor, neste exemplo, o azul, o camaleão vira-se e começa a correr

atrás dos colegas, que fogem. Ao fugir, as crianças procuram um objecto da

cor escolhida e tocam nele, a fim de se livrar. Neste caso, o camaleão não as

pode caçar. Só pode caçar aquelas crianças que ainda não se livraram, ou

seja, não tocaram na cor escolhida.

Se o camaleão tocar em alguém antes de se livrar, este passa a ser o novo

camaleão. Se o camaleão não conseguir caçar ninguém, continua nesta

função.

De referir que, quando as crianças fazem a pergunta: “Camaleão, de que

cor?”, e este responde “cor de burro quando foge”, as crianças ficam

quietas, não podendo fugir. Aquela que se mexer perde e passa a ser o novo

camaleão.


O Rei manda

Jogam seis ou mais crianças, num espaço que tenha parede ou muro, embora

estes possam ser substituídos por um risco desenhado no chão.

O rei coloca-se de costas para a parede ou risco e as outras crianças

colocam-se, lado a lado, à sua frente, a uma distância superior a dez metros.

A função do rei é dar ordens que podem variar bastante. As outras crianças

cumprem essas ordens, tentando aproximar-se o mais possível da parede ou

risco onde está o rei. Quem conseguir chegar à parede ou ao risco em

primeiro lugar, será o novo rei.

Ao dar as suas ordens, o Rei deve começar por dizer, “O rei manda...:”. A

título de exemplo pode dizer: “O rei manda...dar dois saltos a pés juntos

para a frente, um salto de gigante para o lado esquerdo, marchar no sítio,

saltitar a pé coxinho para o lado direito, dizer o nome em voz alta, rodopiar

duas vezes”, etc. O professor tem de ter o cuidado de verificar se as

ordens do rei não se tornam demasiado restritivas à aproximação das

crianças ao seu posto.

Coelhos às tocas

Dividir as crianças em dois grupos numericamente iguais. Um grupo constitui

as tocas e o outro os coelhos.

As crianças escolhidas para tocas devem espalhar-se por todo o espaço e

tomar a posição de pé com as pernas afastadas, sem se mexerem. O

professor dá a ordem de correr aos “coelhos” e estes correm por todo o

espaço. À voz de “Coelhos às tocas”, os coelhos põem-se de gatas debaixo

das pernas das tocas. Têm de entrar por detrás das tocas, para evitar

choques.

O professor deverá colocar-se atrás de uma toca qualquer, para que um

coelho fique sem lugar. O coelho que fica sem toca perde um ponto.

Depois de quatro ou cinco jogadas, as crianças trocam de posição. Os

coelhos tomam o lugar das tocas e vice-versa. Ganha a criança com menos

pontos porque ficou menos vezes sem toca.

Cabra- cega

Jogam várias crianças. É necessário um lenço ou pano para amarrar à volta

dos olhos de uma das criança que será a cabra-cega.

As crianças colocam-se de mãos dadas formando uma roda. A cabra- -cega

fica no seu centro da roda, de cócoras e com os olhos tapados com uma

venda.

A seguir inicia-se um diálogo entre as crianças que estão na roda e a Cabracega.

“Cabra-cega, donde vens?”

“Venho da Serra.”

“O que me trazes?”

“Trago bolinhos de canela.”

“Dá-me um!”

“Não dou.”

Então, as crianças que se encontram na roda dizem em coro:

“Gulosa, gulosa, gulosa... “ (repete-se até a Cabra-cega agarrar alguém)

A Cabra-cega levanta-se e tenta apanhar uma criança da roda. Se apanhar

alguém, as crianças calam-se todas e a Cabra-cega tem de adivinhar,

apalpando com as mãos, quem é a (o) colega que apanhou.

Quando acertar, fica esse (a) a ser a Cabra-cega.

Por vezes, nesta variante da roda, as crianças podem estar silenciosas. Mas,

então, a roda não se pode mexer do sítio. Antes de ir à procura de alguém, a

cabra-cega dá três voltas sobre si mesma.

Noutra variante, as crianças espalham-se pelo espaço previamente definido

e que não pode ser muito grande. A cabra-cega, com os olhos tapados, tenta

agarrar uma outra criança qualquer. Todas as crianças se deslocam pelo

espaço e aproximando- se e afastando-se da cabra-cega para a desorientar

com o ruído dos seus deslocamentos enquanto cantam: “Cabra-cega! Cabracega!

Tudo ri, mãos no ar, a apalpar, tactear, por aqui, por ali. Tudo ri!

Cabra-cega! Cabra-cega! Mãos no ar, apalpando, tacteando, por aqui, por ali,

agarrando o ar! Tudo ri...”. Também lhe podem tocar nas costas.

Serpente

As crianças formam duas equipas que se dispõem em fila, agarrando-se uns

aos outros pela cintura, formando uma serpente.

Colocam-se frente a frente as duas serpentes e, à indicação do professor, a

criança da frente de uma equipa terá que tocar na última criança da outra

equipa. Ganha a equipa que tocar em primeiro lugar no último jogador da

outra serpente.














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