segunda-feira, 15 de abril de 2019

A PRECE - ESPÍRITO PROTETOR





Jesus me ensina a conversar com Deus 

 Eu tenho um anjo da guarda?

 Objetivo geral: A criança deverá identificar na prece o mais precioso recurso de comunicação com as Forças Superiores da Vida, que pode e deve ser usado em qualquer hora, local ou circunstância, dispensando ritos e aparatos especiais. Ressaltar o Espírito protetor ao qual nos ligamos através da prece, a proteção e a ajuda que este Espírito amigo nos presta. Levar as crianças a compreenderem quem é o anjo da guarda (mentor individual), quando o sentimos, como podemos receber sua ajuda, entendendo que nunca estamos sós embora invisíveis para nós, sempre está presente. A criança deverá desenvolver um sentimento de segurança maior perante a Vida e sentir-se estimulada à prática do bem, pela certeza no amor de Deus, que nos concede a bênção de termos Espíritos Amigos a nos ampararem e inspirarem em Seu nome.

 Obs.: - evangelizadoras caracterizadas como espírito Protetor durante a aula; - usar a tradução em português da música “Aleluia” para harmonizar a sala e as crianças durante as atividades.

Sugestão - No final da aula ensaiar a expressão corporal para as crianças usarem na abertura do nosso ciclo no dia 27/04, com figurinos – túnicas tiaras de flores e de luzinhas.

1º Momento: 

Músicas: - Nosso encontro Abertura: nosso encontro vai agora começar pedimos a Jesus para ele nos abençoar!
Outras: -Aleluia, Abraço a Jesus, telefone do amor,

2º Momento
Incentivação Inicial – hora da prece
1. Pedir as crianças para sentarem em círculo e darem as mãos.
2. Explicar que formamos um grupo de amigos, com vontade de ajudar os outros, formamos uma corrente. Unidos igual a um colar. Cada um de nós é uma pedrinha ( levar um colar para mostrar ) e podemos orar para pedir ajuda para um colega doente, um tio, a vovó, ou as crianças que vivem nas ruas, os velhinhos, etc...
3. Fazer a oração. *Entregar uma garrafinha com água para fluidificar durante a prece. Conduzir o pensamento das crianças para a paz, o amor, a amizade e a ajuda a todos os que precisam.

Ouvir a música - Minha prece (só 1º parte)

4. Mostrar um potinho de bolinha de sabão. Explicar que a prece não precisa ser decorada, mas sim de coração, pois, feita com amor, ela sobe, sobe até Deus... como a bolinha de sabão. Vamos imaginar que tudo o que queremos falar com Deus nós colocamos dentro da bolinha, quando sopramos. Ela vai subindo... (ir passando um por um, para cada um fazer suas bolinhas). Mostrar que nenhuma é igual a outra, por que as pessoas e seus desejos, agradecimentos, etc., são diferentes.

5. Explicar que para falar com Jesus é bem simples a prece deve vir do coração. Tal como ocorre em uma ligação telefônica. Demonstrar que a criança fica de um lado e Jesus do outro colocando fitas coloridas no boneco de Jesus e entregar a outra ponta para cada Criança. E que o fio é o pensamento. É o que nos liga a Deus e a Jesus. Existe uma maneira especial para se orar; alguns gestos, palavras difíceis? Não cada um faz do seu jeito.

Ouvir a Música Telefone do Amor; colocar corações pendurados nas crianças, fazer rodinha e ir soprando as bolhas de sabão enquanto ouvimos e brincamos com a música.

3º Momento – Conto - Chiquinho e o Anjo da Guarda.

Este é Chiquinho (mostrar ilustração) Chiquinho é um menino alegre, muito bonzinho, Ele mora com o seu pai em uma casa no alto do morro. Sua mãe já desencarnou, assim são apenas ele e seu pai. E, como seu pai não ganha muito bem, Chiquinho o ajuda vendendo jornais depois da aula.

Vamos ver como é um dia na vida de Chiquinho?

Ele acorda cedinho, faz sua prece, se apronta e toma uma xícara de café com um pedacinho de pão. Depois ele vai para a escola, que é muito longe. Ele terá que atravessar ruas e ruas, algumas desertas , o que é perigoso.

 Mas, Vejam só... parece que Chiquinho não está sozinho (mostrar uma ilustração que corresponda a Chiquinho e um espírito "invisível) ) quem será este que o acompanha e parece estar tomando conta dele? não é seu pai... também não é seu tio... É alguém diferente, alguém que Chiquinho não pode ver.. quem será? (deixar as crianças darem suas respostas). Pois é, é um espírito, é o espírito que chamamos de nosso espírito protetor, também conhecido por Anjo guardião. lembram-se que Chiquinho ao se levantar orou pedindo a Deus e a Jesus que o protegesse e a seu pai também? pois então. Seu Espírito Protetor está ali ajudando-o , protegendo-o. Nós não o vemos, porque seu corpo não é material; ele é um corpo mais sutil, mais leve. E esse Espírito Protetor, toda vez que Chiquinho está zangado, quando ele vai brigar ou quer gritar, quando está em uma situação de perigo, fala lá dentro de sua cabeça: Não faça isso, Chiquinho, você irá ficar triste depois, se arrependerá; mude o caminho hoje, vá por outra rua... E assim, Chiquinho não vê, mas seu Espírito Protetor está escutando cada palavra, cada atitude, cada situação vivida. E não só Chiquinho tem um Espírito Protetor , todos nós o temos e como é bom saber e sentir essa proteção não é? Mas se lembram que Chiquinho, ao se levantar , fez uma oração? Pois então, é necessário também buscarmos estar ligados ao nosso Espírito Protetor.

http://sementinhasdocaminho.blogspot.com/2007/03/histria-chiquinho-e-o-anjo-da-guarda.html

 (fonte: AME/JF - (Recebido de Rose Pires - Grupo Ev. Infantil - em 16.03.07)

4º Momento A prece e o Espírito Protetor

Conversar com as crianças, - A palavra ''anjo'' costuma ser utilizada para todos os seres, bons, lembrando que Jesus tem muitas pessoas para cuidar e como ele quer que todo mundo se sinta bem protegido, e com um amigo bom de verdade, que cuida da gente, que nos alegra e que nos protege, ele deixou junto de cada um de nós um amigo invisível. Esse amigo é um Espírito que nos acompanha sempre, todos os dias, que chamamos de Espírito protetor ou anjo da guarda. Através da prece e das boas atitudes nos aproximamos dele. Explicar que o nosso ‘anjo da guarda’ é parecido com a gente, mas um pouco mais evoluído. Quando oramos, estamos nos conectando com ele. Explicar para as crianças que ele não tem asas, pois não precisa delas. O que ele tem é um coração mais evoluído; uma moral mais elevada. Espírito Protetor é um irmão mais evoluído, que tem a missão de nos auxiliar nesta existência.

Os Protetores Espirituais estão presentes em momentos como: 

No CULTO DO EVANGELHO NO LAR: atraímos a assistência dos bons espíritos. Nesses momentos, evangelizam-se encarnados e desencarnados que convivem conosco na nossa casa. É a noite em que Jesus vem pernoitar em nossa casa. Quem faz o Evangelho no Lar tem a companhia e o auxílio dos bons amigos da espiritualidade. O Evangelho no Lar promove a união da família, atrai a assistência dos bons espíritos que também fluidificam a nossa água. Realizar o Evangelho no Lar é convidar Jesus a permanecer em nossa casa.

Nas BOAS ações que praticamos: toda vez que nos dispomos a fazer algo em benefício do outro, uma tarefa assistencial, por exemplo, atraímos a companhia desses bons amigos que vem em nosso auxilio para que possamos auxiliar.

Na ORAÇÃO: quando buscamos momentos de prece e reflexão, é um momento que os atraímos para nossa companhia. Em oração estamos sempre em ligação com Deus, Jesus e os bondosos Espíritos.

5º Momento

Levar montado de acordo com o nr. de crianças, porta-retratos bem simples, isto é, um pedaço de cartolina com um suporte para ficar em pé.

Distribuir um desenho representando o Espírito protetor já recortado(Anexo), que poderá ser pintado ou não (ou Pedir para que cada um cole algodão na roupa do seu Espírito protetor e dê um nome a ele.). Também pode ser distribuído o desenho inteiro para pintar e montar o porta-retrato. Montar com eles o porta-retratos de maneira que o Espírito protetor fique próximo ao desenho da criança. Fica um lindo trabalho e aqueles que quiserem poderão levar para casa.

 (Abaixo sugestões de desenhos feitos pela evangelizadora Cristina Chaves, da Sociedade Espírita Casa do Caminho, Bairro Jardim das Palmeiras em Porto Alegre/RS.)

6º Momento Conclusão: 

Reforçar: 
O que é a Prece - A prece ou oração é uma conversa com Deus, Jesus, Maria com nossos amigos espirituais...; é um poderoso socorro em tudo.

Para quê serve a prece - Através da prece nos ligamos ao Criador, ao nosso Anjo da Guarda, a Jesus, etc.

Como/quando fazer a prece - Podemos fazer nossas preces em qualquer hora ou lugar, porque o poder da prece está no pensamento, não se prendendo a palavras.

Devemos falar francamente, com fé e humildade. 
Não devemos pedir coisas que só satisfazem nossa vaidade.
Devemos adquirir o hábito de fazer Prece, mas não podemos nos esquecer que acima da nossa vontade, tem Deus.
Devemos Fazer uma Prece de agradecimento a Deus, quando formos atendido.
Todas as preces são boas, desde que feitas com o coração.
Benefícios da Prece - A prece nos ilumina, alegra, tranquiliza/acalma, orienta e consola.
Além de pedir, temos que agir. Jesus falou... “Ajuda-te e o Céu te ajudará!”
Deus gosta da prece que brota do fundo de nosso coração, que nasce com fé, fervor e sinceridade.  Com a prece, podemos louvar, pedir ou agradecer.
As boas ações valem mais do que as palavras.
Podemos orar por outras pessoas, inclusive por pessoas já desencarnadas.
Devemos pedir a Deus o alimento, a saúde, o trabalho, a alegria para nosso lar, a oportunidade de brincar e estudar...
Não devemos esquecer de agradecer a ele por tudo o que temos recebido.

Material: desenhos da historia (ou acessórios para contar a história), faz bolhas, corações em crachá, colar, fitas, Boneco de Jesus, porta retrato e desenhos da criança e o Espírito protetor, garrafinhas decoradas e com água, musicas, radio, figurinos, cola tesoura, algodão, lápis de cor etc.

Músicas de Encerramento: - Guarda-guarda: Guarda-guarda-guarda bem direitinho quem guarda direito encontra tudo arrumadinho...repete até guardar tudo.

Nosso Encontro encerramento: nosso encontro vai agora terminar pedimos a Jesus para ele nos acompanhar!

Bibliografia: LE, itens 649 a 666; ESE, cap. 27. O Livro dos Espíritos parte 2, cap. IX, Anjos de guarda, Espíritos protetores, familiares ou simpáticos – questões 489 a 521. O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XXVIII, Aos anjos guardiões e aos Espíritos protetores. LE, 489 — “O Espírito protetor, pertence a uma ordem elevada.” LE, 492 — “O Espírito protetor se dedica ao seu protegido desde o nascimento até a morte, e mesmo através de muitas existências.” ESE, 28: 11 — “Deus nos deu um guia principal e superior e, nos Espíritos protetores e familiares, guias secundários.” - Ação e Reação (André Luiz / F.C.Xavier), cap. 12. 

Evangelizadora: Dionara

sábado, 13 de abril de 2019

COMO CONSERTAR O MUNDO




Como consertar o mundo
Um cientista vivia preocupado com os problemas do mundo e estava resolvido a encontrar meios de minorá-los. Passava dias em seu laboratório em busca de respostas para suas dúvidas.
Certo dia, seu filho de sete anos invadiu o seu santuário decidido a ajudá-lo a trabalhar. O cientista, nervoso pela interrupção, tentou que o filho fosse brincar em outro lugar. Vendo que seria impossível removê-lo, o pai procurou algo que pudesse ser oferecido ao filho com o objetivo de distrair sua atenção. De repente deparou-se com o mapa do mundo, o que procurava!
Com o auxílio de uma tesoura, recortou o mapa em vários pedaços e, junto com um rolo de fita adesiva, entregou-o ao filho dizendo:
- Você gosta de quebra-cabeças? Então vou lhe dar o mundo para consertar. Aqui está o mundo todo quebrado. Veja se consegue consertá-lo bem direitinho! Faça tudo sozinho.
Calculou que a criança levaria dias para recompor o mapa. Algumas horas, depois, ouviu a voz do filho que o chamava calmamente:
- Pai, pai, já fiz tudo. Consegui terminar tudinho!
A princípio o pai não deu crédito as palavras do filho. Seria impossível na sua idade ter conseguido recompor um mapa que jamais havia visto. Relutante, o cientista levantou os olhos de suas anotações, certo de que veria um trabalho digno de uma criança. Para sua surpresa, o mapa estava completo. Todos os pedaços haviam sido colocados nos devidos lugares.
Como seria possível? Como o menino havia sido capaz?
- Você não sabia como era o mundo, meu filho, então como conseguiu?
- Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel da revista para recortar, eu vi que do outro lado havia a figura de um homem. Quando você me deu o mundo para consertar, eu tentei mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem, virei os recortes e comecei a consertar o homem que eu sabia como era. Quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi que havia consertado o mundo.

A CHUVA



Aula: Chuva
1 – Prece
2 – Hora das novidades
3 – História: As amigas nuvem
Todos temos um Criador, quem sabe dizer quem é? Deus. Há muito tempo atrás Deus, que é o nosso Pai e Criador, no seu infinito amor e bondade criou, com uma perfeita harmonia, todo o Universo, que é enorme, infinito... E nele criou os Sistemas Solares juntamente com os planetas, dentre eles o planeta Terra, nossa amada casa. Então, Deus entregou o nosso planeta Terra pra quem? Para Jesus cuidar, proteger e organizar!
         Jesus é um Espírito puro, muito evoluído, por isso cuida muito bem do nosso mundo!
         O que acontece com o planeta no Universo? Ele gira, assim originando o dia e a noite, e para iluminar o dia o que Deus criou? O sol. E para embelezar e iluminar a noite? A lua e as estrelas. E o que mais Deus criou? A água, que faz parte do reino mineral e é muito importante para a vida do nosso planeta, podemos ver a água nos rios, nos lagos, nos mares. Quando o sol esquenta a água ela se transforma em vapor, e assim se formam as... nuvens (colocar no planeta nuvem de feltro).
Lá em cima, no céu, as nuvens encontram o ar frio e se transformam em... Gotinhas de água, que caem em forma de chuva, muitas gotinhas...
4 -  conversar com os evangelizandos.
*Quem criou as nuvens? E a chuva?
*A chuva é importante? Por quê? Sim, porque sem chuva (e sem água) a vida não existiria na Terra.
*Que desenhos já viram formados por nuvens no céu?
*Já observaram o arco-íris?
*Quem criou tudo o que existe na natureza: as flores, as árvores, as plantas, os rios, as nuvens, o vento, os animais, as matas, as florestas? Deus

5 Atividade1: eles vão tentar descobrir que desenhos foram formados pelas nuvens, enfeitando depois cada uma delas. O evangelizador pode levar algodão colorido, gliter, purpurina para preencher as nuvens.
6 – Musica da chuva
Nuvem coração Música da chuva
Chuva que cai
Plim plim plim
Bem de mansinho
Plim plim plão
Rega as plantinhas
Molha o chão
Lava as tristezas
Do coração
Coração, coração
Levar spray de água para dar uma borrifadinha de água.

7. Vou levar um cartão para eles colarem o guarda chuva e pintarem com os dedinhos a chuva.
   
Com base nesse Montei um para colarem o guarda chuva e fazer a chuva

 8 – PRECE FINAL

Joana Fernandes











A ALEGRIA DE GERSON


       

  Em uma casa muito simples, moravam dona Ana e "seu" Flávio, com 4 filhos.
         O mais velho era o Gerson, que estava com 9 anos de idade.
       "Seu" Flávio estava doente e não podia se levantar da cama. Por isso, dona Ana trabalhava como lavadeira para manter a casa, comprar os remédios, a comida e agasalhos para o marido e os filhos.
            Gerson era quem mais ajudava a mamãe. Tomava conta dos irmãos menores.
        Fazia também a entrega de roupas para as freguesas.
       Às vezes, ficava na esquina do armazém com uma caixa de engraxate, limpando os sapatos das pessoas para ganhar algum dinheiro.
       Ele era esforçado, trabalhava com alegria e estava sempre sorrindo, mostrando os dentes brancos e cantando as canções que aprendia na escola ou com a mamãe.
       Era ele que, à tardinha, dava banho nos irmãos e dizia:
      - Vamos, garotada! Está na hora de tirar a sujeira!
     Gerson deixava-os limpinhos e com a roupa trocada, e isso alegrava muito dona Ana.
     Quando um irmãozinho ficava doente, era ele que marcava direitinho as horas de dar o remédio, verificar a febre e, fazia tudo tão cuidadosamente, que parecia mesmo um doutorzinho. Enquanto isso, sua mãe estava no tanque, lavando as roupas das freguesas.
           Com todas essas ocupações, Gerson achava tempo para tudo: brincar, trabalhar e estudar.
         Sua família, às vezes, passava dificuldades, quando o dinheiro de dona Ana era gasto em remédios para o "seu" Flávio, que parecia já estar melhorando.

    O tempo foi passando e se aproximando o Natal, quando as lojas ficam enfeitadas e quase todas as crianças esperam um presente ou uma surpresa.
         Mas, dona Ana não podia comprar nem enfeites nem doces, bolos ou presentes para seus filhos, no Natal.


          Na véspera de Natal, ela chamou o filho  mais velho e disse:
           - Gerson, por favor vá entregar essas roupas à dona Geni e veja se ela pode adiantar o pagamento.
          - Pois não, mamãe. Já estou indo...
          Pelo caminho, Gerson pensava: "O dinheiro que vou receber é pouco e o Natal é amanhã. Mamãe não poderá comprar enfeites, bolos, nem brinquedos..."


   Quando chegou à porta, bateu e foi atendido por uma senhora.
        - Dona Geni, vim trazer a roupa que a senhora mandou lavar.
        - Entre Gerson, venha cá até a sala.
           Ao chegar à sala, viu uma mesa enorme, toda enfeitada com pratos e salgadinhos e até umas bolas coloridas!...
           - Que beleza! Nunca vi coisas tão bonitas!...
           - Pegue, Gerson. Sirva-se do que quiser - falou Dona Geni.
             -Não, muito obrigado...
            Dona Geni insistiu para que ele se servisse, mas o pensamento do menino estava em casa: nos irmãozinhos e nos pais, que gostariam de comer aqueles doces gostosos.
           Gerson preferia ficar sem experimentar um doce sequer, a comer sem levar nada para os seus.
           Enquanto esperava Dona Geni voltar à sala, ele pensou: "Será que ela se lembrará de dar o dinheiro da roupa? E se ela esquecer? Se ela der, poderemos ter um Natal melhor..."
     Quando Dona Geni apareceu, trazia nas mãos um pacote bem grande com um lindo laço colorido.
          - Gerson, leve este pacote para casa.
         "Como pesa! O que haverá dentro?" - pensou o garoto.
          Dizendo "muito obrigado" e desejando Feliz Natal à Dona Geni, Gerson tomou o caminho de volta. Com o coração cheio de alegria, tentou correr para chegar mais depressa, porém não conseguiu, devido ao peso do pacote.
         Como sua família ficaria feliz com aquele presente!
    Ao chegar em casa, a surpresa foi geral e a alegria da família, enorme.
       Foi uma festa, todos ajudaram a abrir o pacote. Foi a mamãe quem tirou a surpresa da caixa:
         - Oh! Um lindo bolo de chocolate!
         - Há mais coisas, papai, ajude-me a tirar! Uma bola! Um trenzinho!...
         - Uma boneca! Um caminhãozinho!... - disse a irmãzinha.
        Todos cantaram e comeram uma fatia do bolo que Dona Geni tinha dado. A mamãe pediu a Deus que abençoasse a boa senhora.
        E assim foi feliz o Natal de Gerson!

(Adaptação feita pelo Departamento da Infância e Juventude da Federação Espírita do Estado de São Paulo)



BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS


Cap. V – Bem-aventurados os aflitos.

Temas abordados: Amor / renúncia / orgulho / fé / caridade / compaixão / morte / benevolência /provas de existência de DEUS

 

A DESCOBERTA DE Dr. CORUJÃO


O clima era de festa na Floresta Encantada naquele dia.
 A bicharada aguardava ansiosa a chegada do mais  ilustre habitante da floresta, o Dr. Corujão, o novo médico da Floresta Encantada.
Saíra jovenzinho  ainda para estudar fora, em outras florestas maiores,  com outras inteligentes corujas e agora retornava. Seus pais estavam muito felizes, não viam a hora de reencontrar seu filhote.
Elegante e bem vestido com uma malinha de médico já nas mãos, finalmente chegou o Dr. Corujão. Não parecia o mesmo, tinha um ar distante e muito orgulhoso que nem percebeu a quantidade de bichos que estavam a sua espera.
A bicharada havia feito uma festa surpresa para o Dr.Corujão, que para decepção de todos, não “deu a menor bola”.
Quase não reconheceu nenhum dos bichos, pois só falou praticamente com os seus pais. Disse que estava cansado e queria repousar, quem quisesse falar-lhe  que marcasse hora no seu consultório.
O que Dr. Corujão não sabia é que o seu novo consultório foi feito com a ajuda de todos os bichos que se revezavam  na construção em ajuda a seus pais.
Com o passar dos dias os pais de Dr. Corujão  perceberam que seu filho aprendera bem mais do que medicina, já não era a mesma criatura doce e simples que sonhava em ser “Doutor” para ajudar a todos de quem dele precisasse.
Só atendia com hora marcada e no seu consultório, nunca ia na casa dos bichos por mais que solicitassem, mal examinava os pacientes pois não gostava de tocar em animal doente, não conversava outro assunto além da receita que passava, e acabava por não perceber que muitas vezes os animais estavam muito mais doentes da alma e que precisavam mais que remédios para o corpo.
O tempo passou e Dr. Corujão resolvera casar-se, queria formar uma família,  ter seus filhotes. Além do mais, simpatizava muito com Rosalva,  uma jovem corujinha que lhe auxiliava no consultório.
Casaram-se sem muita festa  ou muitos convidados, pois Dr. Corujão não gostava de “se misturar” com todos os bichos.
Logo tiveram o primeiro filhote, uma pequena corujinha que ganhou o nome de Rosinha, pois representava mesmo uma rosa que nascia no jardim do coração do Dr. Corujão.
Dr. Corujão ganhara nova vida, já não era o mesmo bicho sisudo e sem graça. Começava a ter mais alegria de viver, curtia mais os passeios, as festas e as comemorações da floresta, pois sempre tinha a companhia de Rosinha  ao seu
          lado; eram inseparáveis.
Que grande amor unia Dr. Corujão a sua filhinha!
Rosinha crescia feliz fazendo a cada dia novas descobertas ao lado de seu pai:
-    “Pai, quem criou as estrelas que iluminam nossa noite escura”?
-          “Paizinho, quem criou nossas penas que nos aquecem durante a noite”?
-          “Quem criou as árvores onde fazemos nossos ninhos, papai”?
         -     “Paizinho, quem criou a alegria que a gente sente dentro do coração quando encontramos alguém que gostamos”?
Enchia o pai de interrogações. Dr. Corujão ao mesmo tempo que se admirava da esperteza de sua Rosinha, ficava sem jeito pois não sabia responder a todas aquelas perguntas que acabavam  lhe deixando cheio de questionamentos.
O certo é que Rosinha encantava a todos não só com sua inteligência, mas principalmente com a sua meiguice e simplicidade. O pai, Dr. Corujão, a cada dia amava mais aquele  filhote que encantava e alegrava a sua vida. Através de Rosinha começava a pensar mais sobre a vida e sobre Deus.
 Um dia Rosinha acordou indisposta, não tinha vontade de fazer nada, nem passear com o  pai, seu programa predileto. Sentia seu corpinho cansado e dolorido.
 Dr. Corujão, examinou-a sem encontrar qualquer razão.
Os dias se passavam e Rosinha piorava, estava fraquinha e magra. Não mais se alimentava e só dormia. A única hora que ainda sorria era quando seu pai chegava, seus olhos brilhavam feito estrelas na noite.
Dr. Corujão  definhava junto com a filha, não tinha ânimo para nada, a não ser para estudar tentando descobrir que doença tinha sua doce Rosinha. Não podia admitir como ele sendo médico curando tantos animais , não conseguia curar sua própria filha.

Naquele dia Rosinha piorara, não mais acordava, não tinha mais força nem para abrir os olhos. Dr. Corujão não sabia mais o que fazer.
 Como sofria o pobre Corujão!
Então recorreu a algo que nunca havia feito antes: resolveu orar a Deus. Com os olhos cheios de lágrimas pediu por sua filha.
Enganara-se, achava que tinha todo o poder do mundo só porque era médico, mas percebia agora que existia “algo” que dirigia o seu caminho. Adormeceu chorando e orando.
Sonhou que um espírito  aparecia e  lhe convidava para conhecer o mundo espiritual, ele aceitava e viajavam por  muitas cidades, e numa delas paravam para visitar um amigo que Dr. Corujão reconhecia como sendo seu avô que já havia desencarnado:
-          Vovô, o que está fazendo aqui ? Pergunta assustado Dr. Corujão.
-    Filho, eu vivo aqui. Aqui trabalho, estudo, ajudo os animais na Terra e me preparo para voltar como fez Rosinha. Respondeu o Vovô.
-          Rosinha, minha filha? Ela já morou aqui? Perguntou surpreso Dr. Corujão.
-   Sim, foi aqui que ela se preparou para o que iria passar. Escolheu voltar ao seu lado pelo grande amor que tem por você. Queria fazê-lo despertar para as coisas de Deus, transformando-o num  animal bondoso e caridoso com os bichos da Floresta Encantada. Exclamou Vovô.
-           Como assim? Perguntou Dr. Corujão.
-    Meu filho, na vida passamos por dores e dificuldades, não por castigo de DEUS mas para que aprendamos, para que não caiamos nos mesmos erros e soframos novamente, e assim,  possamos distinguir o caminho  do bem e do mal.
Rosinha viu que você precisava descobrir Deus de alguma forma, mesmo que fosse sofrendo uma grande perda...
Explicava carinhosamente o Vovô.
-          Agora entendo Vovô e prometo que vou tentar mudar...Exclamou Dr. Corujão.
Naquele momento, Dr. Corujão acorda assustado com Rosalva chamando:
-          Depressa Corujão, venha cá, é Rosinha, nossa filhinha....
Dr. Corujão voou rápido e para sua surpresa encontrou Rosinha sentada na cama de olhinhos abertos abraçada com sua mãe, sentia-se melhor. 
Dr. Corujão entendeu naquele momento a infinita bondade de Deus, agradeceu pela chance que lhe foi dada  e assumiu um compromisso com ele mesmo.
Não se sabe bem o que foi, mas o certo é que à partir daquele dia Dr. Corujão se transformara.
Onde houvesse dor ou sofrimento, ali se encontrava Dr. Corujão. Não media esforços para ajudar, a qualquer um, a qualquer hora do dia ou da noite. Ele sempre estava a disposição para curar a todos, das dores do corpo e da alma. Acabou até recebendo o apelido carinhoso de “Conselheiro da Bicharada”, pois justiça, amor e compaixão  era o que não faltava ao DR. CORUJÃO.