sexta-feira, 13 de setembro de 2019

PARÁBOLA DOS DOIS FILHOS



OBJETIVO GERAL:


- Apresentar, através de uma história contada por Jesus, a importância em conseguirmos obedecer o que Deus nos propõe.


OBJETIVOS ESPECÍFICOS

- Através desta parábola o evangelizando poderá perceber como é importante sermos sinceros, verdadeiros, em termos humildade de reconhecer que erramos, muitas vezes, mas que somos capazes de pedir perdão de coração e começar a agir de forma correta;

- Reconhecer a importância de fazer a vontade de Deus, que é a vontade de  fazer o bem.

DESENVOLVIMENTO
  
Momento da novidade onde todos deverão compartilhar como foi a semana;

Contar a Parábola dos dois filhos (anexo 1) aos evangelizandos utilizando-se das figuras que estão no anexo 2 (as figuras deverão ser ampliadas e coloridas para melhor visualização);


Solicitar que as crianças deem seu ponto de vista sobre a lição e trabalhar o entendimento da parábola;

- Distribuir entre as crianças a atividade proposta no anexo 3 de achar o caminho que leva o filho mais velho ou vinhedo para que ele possa obedecer a vontade do seu pai fazendo o que lhe foi ordenado;
–  Distribuir aos evangelizandos o desenho de um cacho de uva (anexo 4), para que eles possam colorir com zelo e carinho, pois o cacho de uva estará representando cada evangelizando.

-  Distribuir a cada evangelizando uma lista contendo boas ações e obrigações que nos levam a fazer parte do Vinhedo do Senhor (anexo 5) para que eles possam colar no cacho de uva que os representam.

- Prece final.

Anexo 1:
A PARÁBOLA DOS DOIS FILHOS (Mateus, capítulo 21º, versículos 28 a 32)
Um homem tinha dois filhos. Ambos viviam com seu pai numa vinha que pertencia à família. Um dia, pela manhã, o pai chamou o menino mais velho e disse-lhe: — Meu filho, hoje não irás ao mercado da vila. Já fiz todas as compras necessárias. Vai trabalhar na vinha. O jovenzinho, que era tido como um modelo de menino educado, pelas atenções que dispensava a todos, respondeu com toda a delicadeza a seu pai: — Sim, meu pai, já vou. A verdade, porém, é que prometeu, mas não foi. Desejaria ir ao mercado, mas não trabalhar na vinha, colhendo cachos e mais cachos de uvas. Ficou intimamente aborrecido com a ordem do pai, mas, não quis desrespeitá-lo com palavras. E pensou consigo mesmo: “Desejaria tanto ir ao mercado hoje... Lá me encontraria com Joel e Davi... E meu pai me mandou catar bagos na vinha... Não, não irei. Disse que iria, mas não vou... Não, não vou mesmo... E não foi. Na mesma hora, também, o pai chamou o filho caçula, que era o desobediente da casa. Muito rebelde, era considerado pelos vizinhos “uma pestinha”, o oposto do irmão mais velho. O pai chamou-o, também, e disse-lhe: — Meu filho, não terás que acompanhar teu irmão ao mercado hoje. Já chegaram as compras que fiz. Vai trabalhar na vinha. O menino, que era muito impulsivo, respondeu com muita aspereza ao pai:  - Eu, não... Não quero trabalhar na vinha... E correu. Entrando, instante depois, em seu quarto, arrependeu-se das palavras brutas que disse ao paizinho tão amigo e voltou a sala para pedir-lhe perdão. E foi, com a consciência tranquila, colher os cachos de uva nas lindas videiras de seu pai.                                                                     
Jesus contou esta Parábola dos Dois Filhos, em Jerusalém, aos sacerdotes que duvidaram de Sua Missão e que não se arrependeram com as pregações de João Batista. E é aos mesmos sacerdotes que Jesus pergunta, ao terminar a parábola: — Qual dos dois filhos fez a vontade do pai? — O segundo. E Jesus lhes disse: — Em verdade vos digo, que os publicanos que roubam e as mulheres que pecam entrarão no reino de Deus antes de vós. Porque João veio, exemplificando a justiça e a vontade de Deus, e os pecadores o ouviram e se arrependeram de seus pecados, começando uma vida nova. Mas, vós, que também ouvistes João, não vos arrependestes nem crestes nele.  
Entendeu, querida criança, a Parábola dos Dois Filhos? O filho mais velho era um menino de bons modos, muito educado, atencioso, de finas maneiras. Era considerado por todos um modelo de perfeita educação. Respondia e falava sempre com muita cortesia e não magoava a ninguém com palavras. E assim procedeu para com seu pai. intimamente, porém, era um rebelde, que só fazia o que desejava, só gostava de atender à própria vontade e aos próprios caprichos. Respondeu com delicadeza ao pai, mas, não obedeceu a ele. Era um rebelde “invisível”. O segundo, o caçula, não tinha as maneiras polidas do irmão. Era, muitas vezes, áspero de linguagem, mas, no fundo, não era mau nem revoltado. Sabia reconhecer seus erros, pedia perdão de suas faltas e acabava fazendo a vontade de seu pai. No caminho de nossa perfeição espiritual devemos proceder como o segundo menino da história. De nada nos valerá conseguir a aparência de pessoa educada, caridosa e cristã, se interiormente não desejarmos fazer a vontade de Deus. O menino mais velho é o símbolo das pessoas que aparentam muita decência, delicadeza e fé, mas, praticamente são desobedientes à moral e à lei de Deus. O menino caçula é o símbolo da alma que é habituada ao erro e aos maus costumes, à desobediência e à indelicadeza, mas, que reconhece seus erros, arrepende-se sinceramente, pede perdão de suas faltas e depois faz o que devia fazer, obedecendo à vontade de Deus e não aos seus caprichos. Que você, querido filho, tenha a facilidade do caçulinha da parábola para arrepender-se de suas faltas. Faltas para com o papai amigo, para com a mãezinha bondosa, para com os maninhos que Deus lhe deu... Busque acima de todas as coisas da vida, em todas as situações e em todas as horas, fazer a vontade do Pai do Céu, sem discussões e sem rebeldia. A Vontade de Deus é Sempre o Bem, a Paz e a Verdade. Que você diga sempre a Deus: “EU VOU, MEU PAI DO CÉU” e vá mesmo. Você colherá as lindas uvas da paz e da sabedoria do Alto, da bondade e da verdade eternas. E pelo amor que obedece, você estará com Deus para sempre...




Anexo 5:

Boas ações e obrigações a serem coladas nas uvas:

ESTUDAR
AJUDAR EM CASA
SER EDUCADO
AJUDAR OS MAIS VELHO
AUXILIAR OS MENORES
SER OBEDIENTE
AUXILIAR OS COLEGAS
FAZER SEMPRE AS OBRIGAÇÕES
TER PACIÊNCIA
FAZER A LIÇÃO DE CASA
CUIDAR DA NATUREZA
JOGAR LIXO SOMENTE NA LIXEIRA
COMER FRUTAS E LEGUMES
RESPEITAR O PAPAI E A MAMÃE
CUIDAR DA HIGIENE DO CORPO
ORGANIZAR  BRINQUEDOS
ARRUMAR O QUARTO
CUIDAR DO ANIMALZINHO DE ESTIMAÇÃO
DORMI NA HORA CERTA
CULTIVAR A PAZ
FAZER SEMPRE O BEM
PARTICIPAR DA AULA DE EVANGELIZAÇÃO
FAZER PRECE
PARTICIPAR DO MOMENTO DE MÚSICA NA EVANGELIZAÇÃO
PARTICIPAR DAS ATIVIDADES NO COLÉGIO
PARTICIPAR DO CULTO DO EVANGELHO NO LAR
SER CALMO
ESTUDAR
AJUDAR EM CASA
SER EDUCADO
AJUDAR OS MAIS VELHO
AUXILIAR OS MENORES
SER OBEDIENTE
AUXILIAR OS COLEGAS
FAZER SEMPRE AS OBRIGAÇÕES
TER PACIÊNCIA
FAZER A LIÇÃO DE CASA
CUIDAR DA NATUREZA
JOGAR LIXO SOMENTE NA LIXEIRA
COMER FRUTAS E LEGUMES
RESPEITAR O PAPAI E A MAMÃE
CUIDAR DA HIGIENE DO CORPO
ORGANIZAR  BRINQUEDOS
ARRUMAR O QUARTO
CUIDAR DO ANIMALZINHO DE ESTIMAÇÃO
DORMI NA HORA CERTA
CULTIVAR A PAZ
FAZER SEMPRE O BEM
PARTICIPAR DA AULA DE EVANGELIZAÇÃO
FAZER PRECE
PARTICIPAR DO MOMENTO DE MÚSICA NA EVANGELIZAÇÃO
PARTICIPAR DAS ATIVIDADES NO COLÉGIO
PARTICIPAR DO CULTO DO EVANGELHO NO LAR



sexta-feira, 30 de agosto de 2019

CAP.IX - BEM AVENTURADOS OS QUE SÃO MANSOS E PACÍFICOS

Objetivo:

a) Levar as crianças ao entendimento do significado de "Bem Aventurados os Mansos e Pacíficos".; b) Compreender que a aplicação dessa Bem-aventurança leva a reforma íntima .

Motivação: Levar os evangelizandos a refletirem concretamente sobre o que podem vir a fazer para evitar a violência.

a) Dividir a turma em dois grupos;
b) Entregar a cada grupo uma proposição/frase (v. abaixo), para que seja lida, compreendida e discutida, de modo que eles formulem ou citem um exemplo concreto de vida ou situação que retrate o que está escrito;
c) Pedir que cada grupo escolha um relator;
d) Após o trabalho em pequenos grupos, em grande círculo, pedir que cada relator coloque a conclusão do grupo e que o restante da turma acrescente, se for o caso, outros pontos de vista.

Frase 1 Sei que posso construir a paz, por onde passar, bastando, para tanto, silenciar quando for provocado(a), não provocar os outros, ignorar insultos alheios, procurar defender-me de agressões, buscar a prudência quando houver tumultos ou brigas, recorrer à oração e à prática do Evangelho quando diante de situações difíceis.

Frase 2 Sei que não vou mudar o mundo, mas posso mudar o meu jeito de ver, pensar, sentir, falar e agir – assim, estarei transformando o meu mundo. Pois reconheço que eu também carrego impulsos agressivos, egoístas ou violentos, mas posso controlar e canalizar essas energias de modo construtivo. Essa transformação, por mais interna e sutil que seja, contribuirá para que as pessoas com quem me relaciono sintam o desejo de mudar também.

Desenvolvimento:

SERMÃO – Significa discurso moralizante, evangelho, com proposições positivas para o bem viver.

BEM – AVENTURANÇAS – Recompensa no reino dos Céus. Dicionário s. f., felicidade celestial;grande felicidade;o céu; (no pl. ) as oito virtudes especificadas no Evangelho para alcançar o céu. 


Após todas as bem-aventuranças seria interessante mostrar o mapa da região... A missão de Jesus iniciou-se em Carfanaum situada perto do mar da do Mar da Galiléia. Seus habitantes eram pescadores, agricultores, oleiros, carpinteiros, artesãos e tecelões. Havia um monte de pequena altura, mas tarde chamado de mar das Bem aventuranças, que era capaz de abrigar grande multidão Jesus chamou de bem-aventurados, isto é, chamou de felizes, aqueles que eram mansos e pacíficos. Como falou que seremos felizes se formos mansos e se formos pacíficos, é bom entender direitinho o que isso significa. Ser manso e pacífico é ser paciente com todas as pessoas e em todas as situações, é não se deixar irritar por qualquer motivo. Não se importar se alguém falou isto ou aquilo a nosso respeito ou pegou sem pedir alguma coisa nossa. Se nós temos que aprender muitas coisas para nos tornarmos melhores, pessoas realmente boas, também as pessoas que estão a nossa volta precisam aprender muito. Somos todos imperfeitos e, portanto, devemos perdoar um ao outro. Se começarmos a tratar o outro de uma forma melhor, mais educada, esta pessoa passará a gostar mais da gente e nos tratará também melhor. Daí seremos verdadeiros amigos e conseguiremos viver melhor em comunidade.  

Mansos: Embora pareça que os violentos sejam os senhores da Terra, um dia a violência será banida da face do Planeta. À medida que os homens ficarem mais esclarecidos, vão desaparecer os atos violentos. Os rebeldes que não se submeterem às Leis da Fraternidade Universal serão expulsos deste planeta 


Muitas pessoas não admitem serem passadas para trás, querem sempre levar vantagem em tudo. Para defenderem aquilo que elas acham certo ou aquilo que elas querem, acabam se enervando muito, brigando muito e se metendo em encrencas. A vida não pode ser sempre do jeito que eu quero, ou do jeito que você ou ele quer. Cada um tem um pensamento e, portanto cada um quer uma coisa diferente do outro. Um dia será como a gente quer e o outro não. Assim todos ficam contentes e não brigam entre si, ficam amigos. Devemos sempre lembrar que o outro também tem sua vontade e os seus direitos, daí então seremos mansos e pacíficos como Jesus nos ensinou. E, como tudo aquilo que Ele nos ensina é para o nosso bem, seremos felizes atendendo o seu mandamento e também contribuiremos para a felicidade do mundo em que vivemos.

Quando Jesus explicitou que os mansos herdarão a Terra e que os pacíficos serão chamados Filhos de Deus, ele prometeu a paz na Terra como no Céu. Não se tem a paz e a serenidade no coração, enquanto não se compreender, com paciência, as necessidades dos semelhantes, principalmente quando a ignorância é dirigida pela violência; só se alcança esta compreensão com a afabilidade, a doçura, a tolerância, a brandura e a pacificação. 

Como reconhecer a injúria, a violência e a cólera? 

A injúria é o ato de ofender alguém atribuindo-lhe, injustamente, uma falsa ação ou pensamento; é difamante. Por várias vezes, Jesus aconselha a não injuriar o semelhante. (Mateus., 5:22) Deve-se lembrar que as palavras revestem sonoramente os pensamentos e refletem a expressão dos sentimentos, consignando, por si, a responsabilidade social e coletiva. A cólera é um fluido viscoso que bloqueia a razão e ativa os instintos primários negativos, impossibilitando as criaturas ao entendimento da realidade, subjugando-as ao orgulho pela impotência do seu raciocínio e, todos sabemos, comprometendo a saúde. Kardec diz que “nesses instantes, se a pessoa pudesse se ver a sangue frio, teria medo e horror de se mesmo, ou se acharia bastante ridículo.” (E.S.E., Cap. IX, item 9) O espírita deve tomar muito cuidado com a cólera. Sendo raios de sentimentos desarticulados, ela não exclui certas qualidades do coração, podendo enganar pela invigilância, atribuindo ao seu temperamento ativo, quando é, na realidade, nascida da impotência, do orgulho e da fraqueza nas resoluções das imperfeições que revestem o Espírito. A única solução no momento, é dar uma parada rápida nos centros seletivos da mente e procurar a origem do problema, amparados em Jesus, para reorganização da Casa Mental.   

Como nos tornamos afáveis, mansos e pacificadores? 

A benevolência com os semelhantes, fruto do amor ao próximo, gera a afabilidade e a doçura, que são a sua manifestação. (E.S.E., Cap. IX). As pessoas são mansas porque não permitem que nada as irritem, uma vez que são verdadeiras tanto no trato formal, como na meiguice do coração para com os íntimos.

A brandura e a mansidão complementam a delicadeza de espírito. O ódio, o fanatismo, a ambição do poder e os privilégios da riqueza, crescem ao nosso redor, entretanto, o foco de luz do Evangelho é cada vez mais forte.  


                             Como ser manso e brando neste mundo de violência? 

Como pacificar o espírito e promover a paz no mundo? – não existe paz sem liberdade, nem liberdade sem respeito mútuo. Nem sempre a retórica traduz os legítimos sentimentos e paz. Os pensamentos e as ações humanas podem mudar a face da Terra. Jesus disse: os mansos herdarão a terra e os pacificadores serão chamados Filhos de Deus.


                           Como honrar a promessa do Senhor, na edificação desse mundo melhor? 

Através do auto-aprimoramento e da sinceridade de propósito. A higiene mental, através do pensamento positivo, não dando guarida a contrariedades; a disposição firme para o conhecimento do bem e perseverança na sua prática, a abnegação entendida como renúncia sublimada, como desprendimento; o espírito de conciliação em todas as disputas e exaltações; a busca na prece e na meditação da renovação de forças e disposição para o bem, são elementos de pacificação e mansuetude para a alma. Ser manso e pacífico está longe de ser acomodado: é luta interior perene, para a construção de um caráter evolutivo.

HISTÓRIA _ “O EFEITO DA CÓLERA” (Meimei, in Pão Nosso)

 Um velho judeu, de alma torturada por pesados remorsos, chegou, certo dia, aos pés de Jesus, e confessou-lhe estranhos pecados. Valendo-se da autoridade que detinha no passado, havia despojado vários amigos de suas terras e bens, arremessando-os à ruína total e reduzindo-lhes as famílias a doloroso cativeiro. Com maldade premeditada, semeara em muitos corações o desespero, a aflição e a morte. Achava-se, desse modo, enfermo, aflito e perturbado... Médicos não lhe solucionavam os problemas, cujas raízes se perdiam nos profundos labirintos da consciência dilacerada.  
O Mestre Divino, porém, ali mesmo, na casa de Simão Pedro, onde se encontrava, orou pelo doente e, em seguida, lhe disse: - “Vai em paz e não peques mais.” O ancião notou que uma onda de vida nova lhe penetrara o corpo, sentiu-se curado, e saiu, rendendo graças a Deus. Parecia plenamente feliz, quando, ao atravessar a extensa fila dos sofredores que esperavam pelo Cristo, um pobre mendigo, sem querer, pisou-lhe num dos calos que trazia nos pés. O enfermo restaurado soltou um grito terrível e atacou o mendigo a bengaladas. Estabeleceu-se grande tumulto. Jesus veio à rua apaziguar os ânimos. Contemplando a vítima em sangue, abeirou-se do ofensor e falou: - “Depois de receberes o perdão, em nome de Deus, para tantas faltas, não pudeste desculpar a ligeira precipitação de um companheiro mais desventurado que tu?” O velho judeu, agora muito pálido, pôs as mãos sobre o peito e bradou para o Cristo: - “Mestre, socorre-me!... Sinto-me desfalecer de novo... Que será isto?” Mas, Jesus apenas respondeu muito triste: - “Isso, meu irmão, é o ódio e a cólera que outra vez chamaste ao próprio coração.” E ainda hoje isso acontece a muitos que, por falta de paciência e de amor, adquirem amargura, perturbação e enfermidade.

Mensagem - VIVER EM PAZ (Emmanuel, Fonte Viva) (Opcional) “...Vivei em paz...” – Paulo (II Cor., 13:11)

 Mantém-te em paz. É provável que os outros te guerreiem gratuitamente, hostilizando-te a maneira de viver; entretanto, podes avançar em teu roteiro, sem guerrear a ninguém. Para isso, contudo – para que a tranqüilidade te banhe o pensamento -, é necessário que a compaixão e a bondade te sigam todos os passos. Assume contigo mesmo o compromisso de evitar a exasperação. Junto da serenidade, poderás analisar cada acontecimento e cada pessoa no lugar e na posição que lhes dizem respeito. Repara, carinhosamente, os que te procuram no caminho... Todos os que surgem, aflitos ou desesperados, coléricos ou desabridos, trazem chagas ou ilusões. Prisioneiros da vaidade ou da ignorância, não souberam tolerar a luz da verdade e clamam irritadiços... Unge-te de piedade e penetra-lhes os recessos do ser, e identificarás em todos eles crianças espirituais que se sentem ultrajadas ou contundidas.
Uns acusam, outros choram. Ajuda-os enquanto podes. Pacificando-lhes a alma, harmonizarás, ainda mais, a tua vida. Aprendamos a compreender cada mente em seu problema. Recorda-te de que a Natureza, sempre divina em seus fundamentos, respeita a lei do equilíbrio e conserva-a sem cessar. Ainda mesmo quando os homens se mostram desvairados, nos conflitos abertos, a Terra é sempre firme e o Sol fulgura sempre. Viver de qualquer modo é de todos, mas viver em paz consigo mesmo é serviço de poucos.

Mahatma Ghandi tinha razão quando disse que; “ Se dos ensinamentos do Cristo ficasse apenas os extratos do Sermão do Monte, teríamos condições de pautar a nossa conduta dentro dos mais excelsos parâmetros para nos relacionarmos bem em sociedade.” 

Fixação: 1- Atividade Coletiva : CONSTRUÇÃO DO MURAL DA PAZ. 

Após colocar um título sugestivo (ex.: “Mural da Paz”, “Vou Construir a Paz...” ou “O Mundo Precisa de Paz” ou “A Paz me lembra...”, ou, ainda, “Sinto Paz quando...”), pedir que cada evangelizando escreva na pombinha branca de papel uma palavra ou frase pertinente, ou que desenhe algo que lhe lembra a paz, todos devendo colar no mural a sua pombinha, explicando suas respectivas contribuições. Material: Cartolinas ou papel Kraft, pombas recortadas em papel branco, uma para cada aluno (modelo em anexo), lápis preto ou caneta hidrocor, cola.


fonte: Grupo da Fraternidade Irmão de Sagres 

Ciclo: 3 e Pré Mocidade

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

MARINA NO MUNDO ESPIRITUAL

Marina estava triste seu avô havia desencarnado.
- Mãe, sinto saudade do vovô.
- Não fique triste Marina, quando as pessoas desencarnam elas vão para o mundo espiritual e lá existe cidades iguais as que você conhece aqui com prédios, casas, hospital, flores, arvore e animais. E você vai voltar a vê-lo, conversar e abraçá-lo novamente.
-Mas, como?
- Ora, Marina! Somos espíritos e ganhamos o corpo de carne ao nascer. Podemos sentir o corpo, mas não podemos ver o espírito, há muitas coisas que não podemos ver como o micróbio e o ar. Quando desencarnamos deixamos o corpo de carne e nós – espíritos – continuamos a viver, mas, no mundo dos Espíritos.
- É lá que o vovô está?
- Sim, querida. Você pode encontrar com ele no mundo espiritual. Antes de dormir faça uma prece pedindo ao seu anjo da guarda para levá-la até ele e ele a guiará.
O dia passou e a noite chegou. Marina fez como a mamãe disse, fez uma prece pedindo ao seu anjo da guarda que a levasse até o vovô.Ao dormir, Marina em espírito, levantou-se sonolenta da cama e viu seu corpo deitado na cama quentinha. “Estranho” pensou. Foi quando um Espírito muito simpático chegou e disse-lhe assim:
- Olá, Marina. Sou seu anjo da guarda. Tenho acompanhado sua tristeza pela desencarnação de seu avô. Você gostaria de visitá-lo?- Claro! Mas, como pode isso?
- Como já lhe explicou sua mãe, seu avô é um Espírito desencarnado, mora no mundo espiritual onde, aliás, eu moro também.
- Aonde é esse mundo espiritual?
- Ele está em toda parte, aqui, no espaço. É um mundo invisível para os homens. Entendeu?
- Hum.. mais ou menos.- No mundo espiritual Marina temos tudo que você conhece no mundo material em que você vive e mais ainda. Quando você dorme, você está no mundo espiritual, pois você deixa seu corpo temporariamente e você em espírito pode ir para quase todos os lugares. Agora vamos, observe direitinho como é esse mundo onde os espíritos desencarnados (pessoas que já morreram) – vivem.
- Vovô está muito longe daqui?
- Um pouquinho, mas chegaremos lá rapidamente, pois volitaremos.
- Voli... o quê?
- Volitar quer dizer “voar” e é mais rápido, mas no mundo espiritual também existe meio de transporte.
- Dê-me sua mão e pense forte desejando me acompanhar.
E assim aconteceu, dentro de alguns minutos estavam se aproximando de uma linda cidade. Henrique - o anjo da guarda - explicou que aquela cidade espiritual chamava , “Cidade Esperança”.
Marina ficou encantada com os prédios, as casas, havia muitas arvores, flores e pássaros muito coloridos.
Aproximaram-se de uma casa, Henrique bateu de levinho e uma voz conhecida pediu que entrasse. E ao entrarem, viu o vovô de braços abertos esperando por ela e então se jogou nos seus braços chorando.
- Marina, não chore assim!
Mas, não foi o vovô que disse isso e nem Henrique, foi à vovó que havia desencarnado há alguns anos. Abraçou-se aos dois, agora alegre em vê-los.
- Compreende querida que ao desencarnarmos deixamos apenas o corpo e vivemos em um mundo mais bonito que estávamos antes?
- Sim, vovô.
Depois de algum tempo que conversaram muito e vovó serviu um delicioso suco, passearam ainda pela cidade Esperança. E ao se despedir dos avôs, Henrique disse que ela poderia voltar em breve.
Logo depois, Marina acordava. Eram sete horas da manhã, sentia uma grande alegria no coração. Marina pensou ter tido um belo sonho e, nós sabemos que tudo aconteceu de verdade, mas, no mundo espiritual.
FIM
(História e ilustração: Simone Anastácio)