terça-feira, 27 de setembro de 2016

A CASA ESPÍRITA

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Base Doutrinária: Evangelho Segundo o Espiritismo Cap.V, item 27; Garimpeiros do Além ( Bezerra de Menezes)
Objetivos:
  • Conscientizar as crianças da importância dos trabalhos assistências como maneira de praticarmos os conhecimentos recebidos dentro da evangelização.
  • Despertar na criança o interesse da educação espírita para agir de acordo com os ensinos de Jesus diante das situações de nossas vidas. Entender as 4 maneiras de reconhecer o Centro Espírita: Escola, Lar, Hospital e Oficina, como recurso para buscarmos sempre que necessário a nossa paz e evolução espiritual.
Atividades iniciais:
  1. Canto
  2. Prece inicial
  3. Introdução ao tema: Iniciar uma conversação / diálogo com as crianças sobre o cego.
    • Sua vida é fácil?
    • Ele sofre preconceito?
    • Pode estudar ? Onde?
    • Qual o método que se usa para que uma pessoa cega aprenda a ler e escrever?
    • Como ele se locomove?
    • Pode levar uma vida normal?

  4. Desenvolvimento do tema. Comparar nossa vida espiritual à vida de um cego
Apesar de enxergarmos com os “olhos”, às vezes somos considerados cegos, pois não entendemos o que vemos à nossa volta ( sofrimento, separação, faltas materiais, violência, etc).
Às vezes sofremos preconceitos de pessoas mais evoluídas intelectualmente.
Mas nós podemos deixar de sermos cegos. È só querermos. Por isso há a Casa Espírita, ou Centro Espírita; 
A casa Espírita é uma escola (palestra e grupo de estudo, entre eles, a Evangelização para encarnados e desencarnados), um lar, pois nos dá amor e carinho , nos oferece alimento e agasalho espiritual, um hospital de almas (passe, desobesessão, atendimento fraterno) e uma oficina (um local de trabalho voluntário a favor dos outros e de si mesmo). A Doutrina Espírita tem o objetivo de esclarecer e consolar, com base na Doutrina codificada por Allan Kardec..

· Resumindo: casa Espírita é um  grupo de pessoas, que estudam e acreditam na Doutrina Espírita, que se reúnem para trabalhar, para aprender e divulgar o Espiritismo e os ensinamentos do Mestre Jesus

·Quem trabalha no Grupo Espírita?  Trabalhadores voluntários que estudam a Doutrina Espírita. Não é um trabalho remunerado, ninguém ganha dinheiro ou salário para ser Presidente, Diretor ou Trabalhador. Também não se ganha dinheiro para dar aula de Evangelização. As crianças e os jovens podem e devem participar como trabalhadores voluntários do Centro Espírita, desde que autorizados por seus pais ou responsáveis.
·         Dentre os trabalhos desenvolvidos num Centro Espírita, destaca-se a Evangelização e dentre da Evangelização, temos a Evangelização Infantil.. O Mestre sempre demonstrou que o conhecimento religioso deve ser usado nas nossas ações diárias, ou seja, na prática da nossa vida. Por isso , damos tanta importância ao estudo que começa na idade infantil. Essa oportunidade de estudo é a ajuda mais importante que os centros Espíritas oferecem a todos.O centro espírita é uma escola de iluminação espiritual. Uma escola diferente das outras que conhecemos. Nela, as crianças estudam o Espiritismo e as lições de Jesus nos ensinou. Para isso, temos um programa, desenvolvido em reuniões semanais.Nas escolas convencionais, estuda-se ciência, matemática, geografia e outras matérias mais, Nela, temos férias, mas na Escola de Evangelização não há necessidade porque estamos tratando de uma atividade religiosa e religião é prática constante. E Escola de Evangelização nos leva à compreensão da própria vida, orientando-nos como viver em paz conosco, com nosso próximo e com a própria vida. É uma escola de aperfeiçoamento moral e mesmo quem ensina, está aprendendo.
·A pessoa que teve a felicidade de conhecer o Evangelho de Jesus, explicado à  luz da Doutrina Espírita, desde criança, é uma pessoa que caminha segura no mundo, pois aprendeu os valores da fé, do bem e da paz. E além disso aprendemos que podemos contar com as bênçãos de Deus e de Jesus, através da presença de benfeitores espirituais que nos amparam sempre, desde é claro, que queiramos.

  1. Atividades finais:
Fixação:

Complete de acordo com o que você entendeu:

 a) Uma Casa Espírita é ...............................................................................................
 b) O nome de nossa Casa é .............................................................................................
 c) Não se recebe ............................. para se fazer um trabalho voluntário.
 d) Na Evangelização infantil as crianças estuda ..............................................................
 e) Não há .................... na Escola de Evangelização, porque  ........................ é prática

 Entregar às crianças um grande coração, para que eles desenhem o Centro Espírita e as pessoas que dele participam. Na parte da frente do coração poderá ter uma frase, exemplo: "O Centro Espírita é uma escola, um local de amor".


OBS:
Durante a conversa, passar o conceito de hospital e dizer que o passe ajuda tanto na cura espiritual como na cura do corpo físico.
* Explicar cada trabalho realizado no CE. Enfatizar que a Evangelização infantil, é um comprometimento tanto das evangelizadoras quanto das crianças.
* Falar do centro como um templo onde buscamos a paz espiritual.
* Relatar alguns dos trabalhos mais importantes que acontecem dentro do centro.


HUMILDADE

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“Bem- aventurados os  humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus”                                                                                                Mateus, 5:3

Objetivo: Conscientizá-los da importância que a humildade tem na elevação da criatura humana e do fato de que todos têm sua relevância no universo. Ajudá-los a ver que não existe superioridade verdadeira de um sobre o outro, só por causa da função exercida, do dinheiro, da posição ou das aparências.


Incentivação: 

O FARISEU E O PUBLICANO


Certo dia duas pessoas foram ao templo para orar. Os dois entraram no templo e cada qual fez sua oração. O primeiro chegou diante do altar, ergueu suas mãos para o alto (era costume da época) e orou:
Oh! Senhor eu te agradeço porque não sou uma daquelas pessoas que não dão coletas, que vivem de negócios desonestos como, por exemplo este homem que se encontra ali no fundo do templo. Eu não sou ruim, duas vezes por semana eu me purifico e não como. Dou a décima parte de tudo que ganho para a igreja.
Assim continuou a apresentar a Deus tudo de bom que ele fez.
O segundo agiu de forma bem diferente do anterior. Não teve nem coragem de erguer as suas mãos. Nem sequer ergueu a cabeça. Ele estava certo que era pecador e que não tinha nada para se gabar diante de Deus. Só tinha condições de bater no peito e dizer:
Senhor, eu sou um pecador, minha vida está cheia de erros, tenho prejudicado o meu próximo, não sou merecedor de nada, mas tenha pena de mim e dá-me o teu perdão.
Com qual das orações Deus se alegrou?
O primeiro chegou diante do Senhor falando de sua vida e de como ele era bom e de quantas boas obras tinha feito. O segundo veio, com mãos vazias, confessou sua vida cheia de erros. Ele não tinha nada para apresentar. Somente uma coisa ele queria: perdão pelos seus pecados, e, salvação que só Deus pode dar.
Jesus disse que o segundo fez certo e orou corretamente. Ela demonstrou humildade e confiança total. Sua vida, cheia de faltas e enganos, não está certa. Mas a sua humildade e confiança de dizer isto ao Senhor e a certeza e confiança de que o Senhor pode dar ente perdão fez com Jesus concluísse dizendo: “Uma coisa é certa! Quem voltou para casa perdoado foi o publicano. Aquele que realmente veio para ser perdoado”.

Diálogo:

§  Alertar que quando ficamos contando vantagem sobre alguma virtude, freqüentemente queremos convencer a nós mesmos de que a temos. Quem é de verdade não precisa dizer: os outros simplesmente vêem.
§  Assim, quem é inteligente de fato não precisa dizer que é, porque qualquer um pode perceber isso; quem é honesto, responsável ou bondoso não necessita gritar isso, ou tentar convencer os outros de que é, muito menos desmerecer os méritos alheios para elevar os seus. Se as virtudes forem verdadeiras, elas se imporão por si.
§  Observar que, muitas vezes, aquele que faz propaganda de uma virtude tem pouco mais do que ela de que se orgulhar.

 Pedir que dêem exemplos de atitudes humildes
Após ouvi-los, dar alguns exemplos:
§  Reconhecer que nós também erramos. Há muitas pessoas que pensam que os outros erram, mas que elas estão sempre certas. Em uma discussão, raramente conseguem perceber que o outro pode ter alguma razão.
§  Em várias situações na vida, acham que a culpa pelos problemas é sempre de outras pessoas ou de Deus. Pedir desculpas, mesmo que não estiver totalmente convencido de que errou. Às vezes, erramos sem querer e não notamos, mas outras pessoas nos mostram nosso equívoco e é nosso dever moral pelo menos nos desculpar.
§  Tratar com respeito aqueles que, teoricamente, são inferiores a nós. Se, em uma matéria, somos muito melhores que um nosso colega, não é certo que fiquemos "jogando isso na cara dele". Não ficar falando para os outros que somos isso e aquilo de bom. Tratar os que têm menos que a gente com o mesmo respeito que gostaríamos de ser tratados pelos que têm mais.
§  Aceitar ajuda - ninguém consegue fazer tudo sozinho. Reconhecer que não sabemos alguma coisa. Ouvir o que os outros estiverem falando. Mesmo que, na nossa opinião, eles estiverem falando besteira, pode ser que algo de proveitoso tenham a expor.

Pedir que citem atitudes orgulhosas.
§  Todas as contrárias às que citamos no item acima, além de outras, tais como olhar com desprezo para uma pessoa mal vestida, não aceitar fazer um trabalho tido como inferior, como lavar vasos sanitários ou louças, não admitir críticas, não admitir nossa própria inferioridade
§  Não acreditar em Deus é um ato de extremo orgulho, porque faz com que a pessoa se julgue superior, sem ninguém acima dela. Querer que todos tenham a nossa opinião. Achar que nossa palavra não pode ser contestada, que os outros devem fazer tudo como nós fazemos ou mandamos. Tratar as pessoas como se não precisássemos delas. Achar que os outros não merecem ter coisas boas que nós temos.

Existe vantagem em ser humilde? Qual?

§  A pessoa humilde evolui mais depressa, porque reconhece seus defeitos e isso é o primeiro passo para os eliminar.
§  . A humildade leva a pessoa a cultivar outras virtudes, como o respeito, a paciência, a tolerância e a compreensão dos erros dos outros, esta porque sabemos sermos nós mesmos cheios de falhas.
§  O humilde aceita com mais facilidade a vontade de Deus, o que faz com que seja mais tranqüilo para ele cumprir sua missão aqui na Terra.
§  Por outro lado, o orgulhoso mente para si mesmo, porque se acredita muito melhor do que verdadeiramente é. Ele pode ofender muitas pessoas no caminho, porque seu orgulho não lhe permite ver que elas não são seres inferiores, que merecem ser tratados como tal. Aquele que alimenta o orgulho tem dificuldades na convivência com os outros, além de preparar para si mesmo momentos de sofrimentos, sendo vários deles ligados à percepção de quem realmente são, que muitas vezes vem de forma amarga.
§  Quem é humilde sabe servir ao próximo. Isso contribui não só para a evolução daquele que serve, mas também para a melhoria do planeta, para a paz na Terra.

 Pedir que citem o nome de alguma pessoa muito humilde que conheçam ou de quem já tenham ouvido falar

§Conduzi-los à percepção de que Jesus, além de ensinar a humildade através das palavras, exemplificou-a o tempo todo. Ele, o maior espírito que já passou pela Terra, não humilhou ninguém com seu poder, com sua superioridade. Poderia, certamente, ter escolhido nascer rico, em meio a ouro e roupas bonitas. Teria todas as possibilidades de assumir o poder, de mandar nas pessoas da época, se assim quisesse. Se fosse orgulhoso, não quereria andar no meio de pobres, prostitutas, cegos e estropiados.
§  Não trataria a todos como seus iguais. Não chamaria a todos de irmãos, nem se curvaria diante do que percebia ser a vontade do Pai.
§  O Mestre nos disse que "Bem-aventurados são os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus". Quis dizer com isso que a felicidade é para os humildes, aqueles que não procuram rebaixar os outros, que sabem se colocar na sua posição exata diante de Deus, de si e dos homens.
§  Jesus, ao pregar a humildade, sabia que ela é a mãe de outras virtudes muito importantes para o nosso crescimento.
§  Ele disse também que "Os exaltados serão humilhados e os humilhados serão exaltados". Isso significa que aqueles que buscam se elevar acima dos homens acabam se tornando os mais baixos diante de Deus, enquanto aqueles que fazem a vontade deste e aceitam servir ao semelhante elevam-se diante do criador.Contar-lhes a cena da Santa Ceia, em que Jesus lava os pés e as mãos dos doze apóstolos, que estavam com ele. Na época, essa tarefa era feita por escravos e, antes da chegada do nazareno, os seus companheiros discutiam à cerca de quem faria tão subalterna atividade. Após lavar-lhes os pés e as mãos, Jesus falou-lhes: "Aquele que quiser ser o maior dentre vós, seja o menor", deixando claro que a verdadeira virtude está na humildade.
Contar a historia de Francisco de Assis.

FRANCISCO DE ASSIS

     No dia 26 de setembro de 1182, em Assis, na Itália, nascia o filho de Pedro Bernardone, rico comerciante de tecidos, e dona Joana Bourlemont.
     Como Pedro Bernardone estivesse viajando na época do nascimento do filho, dona Joana, alma sensível e mansa, de profunda religiosidade, levou o pequenino para o batismo e lhe deu o nome de João. Ao voltar da viagem, Bernardone ficou furioso ao saber do nome do filho e disse:
     - Com autoridade de quem você batizou meu filho? Quem batiza sou eu! E ele se chamará Francisco.
     Joana teve a intuição certa ao fazer batizar seu filho com o nome de João, pois ele era, na realidade, a reencarnação do apóstolo João Evangelista, que Jesus fizera renascer no seio da Igreja Católica a fim de restaurar a pureza do Evangelho.
     Francisco foi crescendo e seu pai, homem de caráter forte e autoritário, desejava que o filho chegasse a ser um rico comerciante como ele. Não poupou esforços quando Francisco, ainda jovenzinho, pediu para ser cavaleiro. Sem relutância o rapaz alistou-se para defender sua gente numa guerra entre Assis e a Perúsia. Não houve o sucesso que se esperava e o vibrante soldado foi preso pelos inimigos. Privou-se da liberdade,mas foi nesse cárcere que pôde meditar profundamente sobre a complexidade da vida humana.
     Começava para ele uma grande revolução interior, o homem velho dava lugar ao novo. Agora Francisco percebia o verdadeiro sentido do seu destino. Não havia nascido por acaso. E seu coração estava preparado para realizar a vontade do Senhor.
     Na época havia muitas igrejas e conventos em ruínas, então Francisco ligou-se de imediato com o aspecto da igrejinha de São Damião, que estava a ponto de ruir. Ouviu uma voz que dizia:
     -Minha casa está caindo. Quero que você a reforme.
     Não pensou de pronto, que a casa a que se referia a voz era o corpo da Doutrina, o Evangelho de Jesus. Na possibilidade de oferecer algo de si, sua meta inicial foi reconstruir igrejas. Chegou mesmo a gastar algum dinheiro do pai nessas reformas, o que provocou frontal e escandaloso desentendimento. Seu pai ficou inconformado com o prejuízo material e com a opção de Francisco em ajudar a pobreza, indo contra todos os sonhos de vê-lo um cavaleiro e rico sucessor de seus bens.
     Francisco de Assis deixou a casa paterna, entregando ao pai tudo o que tinha, até mesmo as roupas que estava usando. Era abril de 1207, o rapaz tinha 25 anos. Nascia, então, Francisco de Assis, o “Profeta da pobreza”.
     Francisco de Assis dedicou-se integralmente a seu semelhante, aos doentes, pobres, órfãos e amou a todos, inclusive os animais e a natureza. Restaurou o Evangelho na sua pureza primitiva. Na figura do “Poverello”, relembrou aos homens, principalmente àqueles que estavam na direção da Igreja e que haviam adulterado os ensinamentos do Mestre, que o Evangelho deveria ser aplicado aos simples e necessitados.
     A todos chamava carinhosamente de “irmão”: irmão Sol, irmã Lua, irmão fogo, irmã Terra. Exemplificou assim a humildade diante da Criação de Deus.
     No dia 3 de outubro de 1226, em Santa Maria da Porciúncula, terminou a caminhada terrena deste homem cheio de misericórdia, sempre pronto a se compadecer e a perdoar.
     Aquele que viveu como Jesus e amou todas as criaturas pequenas e grandes, vivas ou inanimadas. No dia seguinte, 4 de outubro, foi sepultado em Assis, data em que passou a ser comemorado o Dia Universal da Natureza.
     Francisco de Assis é considerado o protetor dos animais e patrono dos “lobinhos”, ramificação do Escotismo que atende crianças de 7 a 10 anos, pelo amor que demonstrou à natureza.

Musica vagalume

Sou o vagalume
Que vive a piscar
A minha luzinha
É pequenininha,
Mas dá p’ra iluminar
Não me comparo ao sol
Lindo a brilhar
Nem me comparo à lua
Que no céu está

Mas lá na floresta
Quando está escuro
A minha luzinha
É pequenininha
Mas dá p’ra iluminar
Promover a reflexão para a formação dos conceitos:
§  O vagalume se achava tão brilhante quanto o sol?
§  Ele se achava tão brilhante quanto a lua?
§  Quando o vagalume piscava? Para quê?
§  Ele sabia que a sua luz era pequenina?
§  Ele sabia que sua luz só podia ajudar um pouquinho?
§  O vagalume gostava de ajudar?
§  Ele era humilde ou orgulhoso? Por quê?
§   Se eu precisasse de uma luz forte e só tivesse vagalume para iluminar o que eles poderiam fazer?

Concluir  que:
§  As crianças são como o vagalume: podem também ajudar, mesmo que a ajuda seja pequena.
Toda ajuda dada com amor, mesmo pequena, traz luz e felicidade ao coração. Todas as crianças juntas poderão dar uma grande ajuda, tal como os vagalumes fizeram uma grande luz. E Jesus espera isso de nós.





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Religiosidade (fé raciocinada)

Objetivo: Levar à compreensão e ao raciocínio das crianças que a fé espírita é raciocinada, por se apoiar nos fatos e na lógica, por isso, nenhuma dúvida deixa. “A criança crê porque tem certeza e ninguém tem certeza senão porque compreendeu.” Allan Kardec.

Incentivação inicial: Colar no quadro a folha com a seguinte frase:
“Fé inabalável só é a que pode encarar de frente a razão, em todas as épocas da humanidade.” Allan Kardec.

Mostrar aos evangelizandos em todas as épocas que esta fé raciocinada, sempre traz força e esperança a nossa vida.

- Época de Jesus: A mulher que tinha um fluxo de sangue
E, passando Jesus outra vez num barco para a outra margem do lago de Genezaré, ajuntou-se a Ele uma grande multidão que o apertava. Na multidão, estava uma certa mulher que havia doze anos sofria de uma hemorragia. E que havia padecido muito com muitos médicos, e gasto tanto quanto tinha, nada lhe aproveitando os tratamentos. Ouvindo falar de Jesus, juntou-se no meio da multidão, por trás dele e tocou em seu vestido, porque, dizia ela para si mesma, se tão somente tocar nas suas vestes, ficarei sã. E Jesus, conhecendo que uma virtude de si mesmo saíra, voltou-se para a multidão e disse: - Quem me tocou? Que tocou em minhas vestes? – E seus discípulos disseram-lhe: vês que a multidão te aperta e dizes que te tocou? Então a mulher, que sabia o que tinha acontecido, aproximou-se e prostrou-se diante Dele e disse-lhe toda a verdade. E Ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai em paz e sê curada deste mal.

- Vídeo do Chico com a história da Valéria.

- História do barco.  Um barco estava em uma enorme tempestade correndo o risco de naufrágio. No meio do corre corre um homem viu um menino na cabine de controle brincando tranquilamente de carrinho como se nada estivesse acontecendo. Então, intrigado com o fato ele perguntou se o menino não estava com medo do barco afundar. O menino respondeu: - Você sabe quem é o meu pai? – Não, respondeu o homem. – É o capitão deste navio.

- História do menino que quer comprar uma boneca para a irmã que morreu.

Comentários:
“A fé sincera e verdadeira é sempre calma” diz Kardec, mostrando que “a calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança” e que a violência apenas denota a fraqueza e insegurança daquele que assim procede para resolver seus problemas.
É lícito se indague sobre a origem da fé raciocinada. Teria ela nascido com o Espiritismo? Não, a fé raciocinada nos vem de Jesus, dos ensinamentos do seu Evangelho. O Mestre mudou completamente o próprio conceito de religião, introduzindo no campo até então puramente emocional da fé, o componente razão, entendimento. Ninguém, até Jesus, fez tantos apelos ao raciocínio no âmbito religioso. Kardec, conhecedor profundo da atuação de Jesus, o conhecia, não como um místico, mas como um educador de almas que, ao tempo em que tocava o sentimento daqueles que o ouviam, sabia também levá-los ao entendimento das lições.. Por isso, tem a Doutrina Espírita essa característica de racionalidade. E não podia ser de outra forma, de vez que ao Espiritismo coube o papel de reviver o Cristianismo na sua pureza, simplicidade e pujança originais.



quarta-feira, 21 de setembro de 2016

AMAR O PRÓXIMO



OBJETIVO: Formar na criança o impulso ao amor, a aplicar o amor em suas atitudes para com o próximo. Que devemos fazer ao próximo somente aquilo que gostaríamos que fizessem conosco. A importância do amor na sociedade, na família, em toda parte.

DESENVOLVIMENTO:

1º MOMENTO:  Incentivação inicial: Narrar a história do livro: “A galinha afetuosa”. 


2º MOMENTO:. Desenvolvimento no tema:
 Devemos amar o próximo e a nós mesmos. O que é se amar?* É fazer sempre o melhor para si, sem prejudicar os outros; * É ter respeito consigo mesmo, não prejudicar seu corpo e seu espírito.
 O que é amar o próximo?* É procurar sempre fazer o melhor para ele, mesmo que ele não perceba nossas intenções; * É respeitá-lo, não tentando obrigá-lo a ser como a gente gostaria que ele fosse;* É esclarecê-lo em todos os assuntos que pudermos;* É também praticar a caridade moral e material, que são a expressão prática do amor;* É, em síntese, seguir o ensinamento do Cristo: Fazer aos outros exatamente o que gostaríamos que nos fizessem e não fazer aos outros o que não gostaríamos que nos fizessem.
 A quem devemos amar, ou seja, quem é o nosso próximo? Todos, encarnados e desencarnados são nossos próximos e devemos amar e ajudar sempre que pudermos, sem olhar a quem.
Como gostar de uma pessoa muito diferente de nós e cheia de defeitos?* Percebendo que ela é filha de Deus como nós, portanto merece amor;* Refletindo que nós também somos cheios de defeitos e queremos que os outros gostem de nós;* Sabendo que os defeitos das pessoas não vão durar para sempre e que podemos, inclusive, ajudá-las a superá-los.
 Por que e para que devemos amar as pessoas?* Porque o amor é a manifestação de Deus em nossas vidas, é a prova de que ele existe; * Porque ele é o meio mais fácil e rápido para evoluirmos, já que evita que pratiquemos o mal; * Para termos uma vida mais alegre e fazermos felizes aqueles que recebem o nosso amor.
 O amor é só um, mas o sentimos e manifestamos de várias formas:* Amor maternal, paternal, filial, fraternal, romântico...

3º MOMENTO:  

ATIVIDADE DINÂMICA

Eu fiz para Você …

MATERIAL:
lápis colorido ou canetas, cartolinas ou papel ofício recortados em formato de corações.

COMO APLICAR: Explicar ao grupo que a missão de cada um é escrever nos corações nomes de pessoas queridas, pessoas que eles deixariam morar em seus. Cada um poderá criar um slogan, um desenho, uma palavra que reflita o que aquela pessoa representa. Depois que cada criança apresentar quem ele convidaria a morar em seu coração, propor que guardemos os corações em uma caixinha e no final faremos uma prece aos amigos. O evangelizador depois de ouvir as crianças, entregará mais alguns corações e escrever nomes de pessoas que estão em hospitais, presídios, etc.
Este é um exercício de amor ao próximo através de nossas atitudes e do cuidado com o outro. Após a entrega, observar:
- como foi feito a tarefa? Com capricho ou com má vontade?
- a mensagem ou slogan é positivo?? 
3º MOMENTO
Pintura de gravuras sobre o tema da aula.  (Levarei as gravuras)
4° MOMENTO: 
 Entregar massinha de modelar e pedir que as crianças façam algo referente à história contada no inicio da aula, ou algo que represente o amor, como corações, flores bonecos...; Depois de pronto pedir que eles ofereçam ao amigo do lado.
Obs.: No inicio da dinâmica deixar a criança livre para pegar a quantidade de massinha, as que ficarem sem massinha o evangelizador, deverá propor exercitarmos o amor ao próximo e dividirmos a massinha, caso seja necessário recolher e redistribuir até que todos tenham um pouco para fazer a atividade.


PRECE FINAL

sábado, 10 de setembro de 2016

CARIDADE

Tema: Caridade

Livro: O Menino Ambicioso
O Servo Insatisfeito
E Outras Histórias

CÉLIA XAVIER CAMARGO


Laurinha, embora contasse apenas com oito anos de idade, tinha um coração generoso e muito desejoso de ajudar as pessoas.
Certo dia, na aula de Evangelização Infantil que freqüentava, ouvira a professora, explicando a mensagem de Jesus,  falar da importância de se fazer caridade, e Laurinha pôs-se a pensar no que ela, ainda tão pequena, poderia fazer de bom para alguém.
Pensou...pensou... e resolveu:
-         Já sei! Vou dar dinheiro a algum necessitado.
Satisfeita com sua decisão, procurou entre as coisas de sua mãe e achou uma linda moeda.
Vendo Laurinha com dinheiro na mão e encaminhando-se para a porta da rua, a mãe quis saber onde ela ia.
Contente por estar tentando fazer uma boa ação, a menina respondeu:
-         Vou dar esse dinheiro a um mendigo!
A mãezinha, contudo, considerou:
-         Minha filha, esta moeda é minha e você não pode dá-la  a ninguém porque não lhe pertence.
Sem graça, a garota devolveu a moeda à mãe e foi para a sala, pensando...
-         Bem, se não posso dar dinheiro, o que poderei dar?
Meditando, olhou distraída para a estante de livros e uma idéia surgiu:
-         Já sei! A professora sempre diz que o livro é um tesouro e que traz muitos benefícios para quem o lê.
Eufórica por ter decidido, apanhou na estante um livro que lhe pareceu interessante, e já ia saindo na sala quando o pai, que lia o jornal acomodado na poltrona preferida, a interrogou:
-         O que você vai fazer com esse livro, minha filha?
Laurinha estufou o peito e informou:
-         Vou dá-lo a alguém!
Com serenidade, o pai tomou o livro da filha, afirmando:
-         Este livro não é seu Laurinha. É meu, e você não pode dá-lo a ninguém.
Tremendamente desapontada, Laurinha resolveu dar uma volta. Estava triste, suas tentativas para fazer a caridade não tinham tido bom êxito e, caminhando pela rua, continha as lágrimas que teimavam em cair.
-         Não é justo! – resmungava. – Quero fazer o bem e meus pais não deixam.
Nisso, ela viu uma coleguinha da escola sentada num banco da pracinha. A menina parecia tão triste e desanimada que Laurinha esqueceu o problema que a afligia.
Aproximando-se, perguntou gentil:
-         O que você tem Raquel?
A outra, levantando a cabeça e vendo Laurinha a seu lado, desabafou:
-         Estou chateada, Laurinha, porque minhas notas estão péssimas. Não consigo aprender a fazer contas de dividir, não sei tabuada e tenho ido muito mal nas provas de matemática. Desse jeito, vou acabar perdendo o ano. Já não bastam as dificuldades que temos em casa, agora meus pais vão ficar preocupados comigo também.
Laurinha respirou,  aliviada:
-         Ah! Bom, se for por isso,  não precisa ficar triste. Quanto aos outros problemas, não sei. Mas, em relação à matemática, felizmente, não tenho dificuldades e posso ajudá-la. Vamos até sua casa e tentarei ensinar a você o que sei.
Mais animada, Raquel conduziu Laurinha até a sua casa, situada num bairro distante e pobre. Ficaram a tarde toda estudando.
Quando terminaram, satisfeita, Raquel não sabia como agradecer à amiga.
-         Laurinha, aprendi direitinho o que você ensinou. Não imagina como foi bom tê-la  encontrado naquela hora e o bem que você me fez hoje. Confesso que não tinha grande simpatia por você. Achava-a orgulhosa, metida, e vejo que não é nada disso. É muito legal e uma grande amiga. Valeu.
Sentindo grande sensação de bem-estar, Laurinha compreendeu a alegria de fazer o bem. Quando menos esperava, sem dar nada material, percebia que realmente ajudara alguém.
Despediram-se, prometendo-se mutuamente continuarem a estudar juntas.
Retornando para a casa, Laurinha contou à mãe o que fizera, comentando:
-         A casa de Raquel é muito pobre, mamãe, acho que estão necessitando de ajuda. Gostaria de poder fazer alguma coisa por ela. Posso dar-lhe algumas roupas que não me servem mais? – Perguntou, algo temerosa, lembrando-se das “broncas” que levara algumas horas antes.
A senhora abraçou a filha, satisfeita:
-         Estou muito orgulhosa de você, Laurinha, Agiu verdadeiramente como cristã, ensinando o que sabia. Quanto às roupas, são “suas” e poderá fazer com elas o que achar melhor.
Laurinha arregalou os olhos, sorrindo feliz e, afinal, compreendendo o sentido da caridade.
- É verdade mamãe. São minhas! Amanhã mesmo levarei para Raquel. E também alguns sapatos, um par de tênis e uns livros de histórias que já li.











domingo, 4 de setembro de 2016

GENEROSIDADE

Objetivo: Identificar na solidariedade a pratica da máxima do Cristo: "Ama o teu próximo como a ti mesmo".

ATIVIDADE INTRODUTÓRIA

Uma criança sai da sala. Esconde-se  bem um objeto pouco volumoso como, por exemplo, um envelope. A criança retorna à sala   para procurá-lo. Provavelmente terá dificuldade em achar.Combina-se, então cantar mais alto ou mais baixo, conforme a criança se aproxime ou se afaste do local do objeto escondido até que seja encontrado.

ATIVIDADE REFLEXIVA

Levar as crianças a perceberem a importância da colaboração de todos na situação apresentada.
Dar também exemplos do cotidiano.

Narrar: AS CINCO SEMANAS DE ALFREDO

Explorar o tema através de perguntas como:

- Como se sentiu o Alfredo quando soube que tinha de ficar cinco semanas na cama?
- Se você fosse o Alfredo, gostaria de ter ao seu lado os amigos?
- Para ajudar o Alfredo os amigos deixaram de fazer alguma coisa que gostavam  muito?
- Valeu a pena?
- Que sentimento os amigos tiveram com Alfredo?
- Você seria capaz de fazer o mesmo?
- Se você fosse o Alfredo, o que sentiria por esses amigos?

Concluir que:

Devemos ajudar as pessoas do mesmo modo que gostamos de ser ajudados.
A solidariedade é uma forma de mostrarmos o amor que sentimos.
As pessoas solidárias têm mais amigos.

ATIVIDADE CRIATIVA

Propor ao grupo confeccionar docinhos ou biscoitos para doá-los, por exemplo, a alguns idosos. As crianças preparam a massa (sem usar o fogo) e modelam os docinhos ou os biscoitos, como desejarem. Depois um adulto leva-os ao forno para assar, se for preciso.

AS CINCO SEMANAS DE ALFREDO

Fig.1- Era o primeiro dia de férias.
Ainda bem cedo os amiguinhos da Rua da Alegria já estavam a caminho da praia.
Levaram baldes, pás e forminhas para construírem seus castelos na areia.
As crianças moravam próximas e já tinham combinado muitas brincadeiras para as férias.
No dia seguinte Alfredo resolveu subir numa árvore carregada de frutas maduras.
Espichava-se para um lado... para o outro... e ia colhendo as frutas...
De repente, Alfredo perdeu o equilíbrio. Ploft! Caiu! O que aconteceu?

Fig.2 - Uma perna fraturada e engessada com cinco semanas na cama - disse o doutor.
- Não posso brincar, nem ir a praia! .. - Não posso brincar, nem ir a praia!... Nem mesmo sair da cama!... E nas férias! - falava triste o menino.
Os amiguinhos sentiram pena do Alfredo.
Reuniram-se e combinaram que todas as manhãs um deles ia ficar com o amigo doente para distraí-lo.
- E aos domingos, quem vai deixar de ir à praia para ficar com ele? - perguntou Helena
Todos se olharam. Foi a Rita, a menor do grupo, quem encontrou a solução.
- Alfredo vai ficar cinco semanas na cama. Nós somos cinco. Em cada domingo um de nós deixa de ir a praia e fica com nosso amigo. Pronto.
Todos concordaram. Assim, em cada manhã, Alfredo tinha ao seu lado um amigo para brincar.

Fig.3 - Helena fazia massa de biscoito e Alfredo cortava-a com forminhas em feitio de estrela, lua, balãozinho.
Depois era só assar com ajuda da mamãe e encher os potes para o lanche da tarde.

Fig.4 - Davi ensinava ao amigo muitas dobraduras: barco, avião, cachorrinho... E juntos criaram histórias com muitas aventuras.

Fig.5 - Com o Rubens Alfredo fazia quadrinhos com recorte e colagem de figuras de revista.
 
Fig.6 - Lauro armou com Alfredo grandes quebra-cabeças, formando lindas gravuras.

Fig.7- E até a Rita fez muitos bichinhos de argila e construiu com Alfredo um pequeno jardim zoológico.

Fig.1 (novamente) - A solidariedade daquelas cinco crianças ajudaram Alfredo a ser mais feliz, até que... Ele pôde tirar o gesso e voltar a andar e brincar com seus amigos.