segunda-feira, 4 de junho de 2012

AUTOCONHECIMENTO

ATIVIDADE INTRODUTÓRIA

Oferecer a um menino uma máscara de carneirinho. Perguntar:
– Fulano quer ser bonzinho como um carneiro. Basta ele colocar esta máscara para tornar-se bom e manso como um carneirinho?



Oferecer a outro menino uma máscara de leão. Perguntar:
– Se este menino fosse calmo, ele ia ficar feroz só porque colocou a máscara do leão?



ATIVIDADE REFLEXIVA

Conversar com as crianças que não ficamos mansos como um carneirinho ou ferozes como um leão porque colocamos uma máscara, ou até mesmo a pele do carneiro ou do leão. Cada um tem as suas qualidades: carneiro é manso, leão é feroz e as crianças nasceram para serem bondosas e amigas. Não importa se são altas ou baixas, gordas ou magras, brancas ou negras. Cada um deve gostar de si mesmo como é; o importante é ser bom.

Narrar: O Limão Insatisfeito

Perguntar:

– Por que o limão galego não estava satisfeito?
– O que ele queria ser?
– Como foi parar no pé de tangerina?
– O limão virou tangerina de verdade?
– Por que ele foi parar no lixo?
– A gente deve fingir ser o que não é?
– É importante cada um gostar de si mesmo?
– Leão nasceu para ser feroz e as pessoas nasceram para serem...?

Perguntar às crianças se conhecem pessoas que são desprezadas ou recebem apelido por um defeito físico, ou pela cor da pele, por ser gorda ou magra demais etc.

Ouvir as crianças, concluindo que todos têm o seu valor. Devemos considerar, não as diferenças do corpo, mas o que a pessoa é: bondosa, alegre, amiga... E como é bom estar ao lado de uma assim!

ATIVIDADE CRIATIVA

Incentivar as crianças a criarem e dramatizarem boas ações utilizando as máscaras do leão e do carneiro.

O LIMÃO INSATISFEITO

Fig.1- Num mesmo pomar viviam lado a lado um pé de limão galego e um pé de tangerina.
O pé de tangerina estava sempre com crianças à sua volta.
Era depois da brincadeira...
Era na volta da escola...
Era depois do jantar...
As crianças deliciavam-se com as gostosas tangerinas.



Fig.2- Um limão galego do pé de limão vizinho olhava aquilo muito aborrecido.
Ninguém queria saber dele.
Nenhuma criança o olhava com alegria, como faziam com a tangerina.
Também... os limões eram tão azedos!
E eles iam ficando esquecidos no seu pé até ficarem velhos... ou até quando a cozinheira se lembrava deles para temperar a carne ou a salada.
Mas aquele limão galego não aceitava viver assim. Tudo que ele queria era ser doce como uma tangerina.
Aconteceu que, num dia de temporal o vento o arrancou do limoeiro e ele caiu... num galho do pé de tangerina.
Meio assustado, o limão galego viu que estava bem ao lado de uma tangerina bem gordinha.



Fig.3- Ficou feliz! Agora, naquele pé, poderia passar por uma tangerina e seria admirado por todos.
O limão ajeitou-se da melhor forma que pode, bem junto a uma folhinha e ali ficou com ares de tangerina.



Fig.4- Dias depois, o limão foi colhido junto com as tangerinas pela dona da casa e colocado numa linda fruteira em cima da mesa da sala de jantar.
E no meio das tangerinas, ninguém desconfiava que ele era um limão galego.



Fig.5- Naquela noite, depois de ter sido provado pela caçulinha da casa, o limão galego acabou na lata do lixo, misturado a restos de comida e pó de café.
E assim acabou a vida do limão que não se aceitava, sem ao menos saber do seu grande valor: o de curar muitas doenças.

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