segunda-feira, 31 de agosto de 2015

COMPREENDENDO A CARIDADE



1º. Momento: Dinâmica do Amor
Objetivo: Moral: Devemos desejar aos outros os que queremos para nós mesmos.
Procedimento:
    Para início de ano Ler o texto ou contar a história do "Coração partido" - Certo homem estava para ganhar o concurso do coração mais bonito. Seu coração era lindo, sem nenhuma ruga, sem nenhum estrago. Até que apareceu um velho e disse que seu coração era o mais bonito pois nele havia. Houve vários comentários do tipo: "Como seu coração é o mais bonito, com tantas marcas?" O bom velhinho, então explicou que por isso mesmo seu coração era lindo. Aquelas marcas representavam sua vivência, as pessoas que ele amou e que o amaram. “Finalmente todos concordaram o coração do moço, apesar de lisinho, não tinha a experiência do velho.” Após contar o texto distribuir um recorte de coração (chamex dobrado ao meio e cortado em forma de coração), revistas, cola e tesoura. Os participantes deverão procurar figuras que poderiam estar dentro do coração de cada um. Fazer a colagem e apresentar ao grupo. Depois cada um vai receber um coração menor e será instruído que dentro dele deverá escrever o que quer para o seu coração. Ou o que quer que seu coração esteja cheio.. O meu coração está cheio de... No final o instrutor deverá conduzir o grupo a trocar os corações, entregar o seu coração a outro. Fazer a troca de cartões com uma música apropriada, tipo: Coração de Estudante, Canção da América ou outra.

2º. Momento:

Leitura do texto Compreendendo a caridade (Podendo lê também a Parábola de Jesus, “O Óbolo da Viúva”). 

         Evangelho no Lar é o momento semanal em que a família se reúne para aprender os ensinamentos de Jesus, orar e também enviar boas vibrações para aqueles que necessitam. Naquela noite, após a prece inicial, Fábio leu o trecho O Óbolo da Viúva em O Evangelho Segundo o Espiritismo (capítulo XIII, itens 5 e 6).
         - Acho que não entendi muito bem, disse Susi.
         - Vou tentar contar a parábola de outro jeito - disse Dona Janda. Há uma garota muito rica, que tem muitas roupas. Quando ela não gosta mais de uma roupa, coloca em um enorme baú; quando o baú enche, ela doa as roupas em um orfanato e fica esperando que lhe agradeçam.
         - Uma outra garota, continuou o pai, não tem muitos brinquedos. Ela costuma brincar com as crianças em um orfanato perto de sua casa e, às vezes, leva um de seus brinquedos para doar àquelas crianças que tem menos que ela. Não espera agradecimentos e doa com amor.
        - Qual delas faz a verdadeira caridade? A garota que doa o que sobra e espera agradecimento, ou a que doa pouco, mas faz com amor?
         Antes que alguém pudesse responder, o pai continuou:
         - E uma outra garota, muito pobre, será que ela pode fazer caridade?
         - E o que ela vai dar se não tem quase nada? - pergunta Susi.
         - Amor, carinho, respeito - disse logo a mãe. Ela pode visitar um doente, ajudar um amigo, fazer boas ações, sempre com amor.
         Conversando, eles entenderam que a verdadeira caridade é a que realizamos com amor, sem esperar agradecimentos. E que é possível realizá-la doando coisas materiais e através de pensamentos, palavras e ações.
         Seguiram, então, enviando vibrações para que todas as pessoas compreendessem e praticassem a verdadeira caridade. Terminaram o Evangelho no Lar com uma prece. Mais uma vez, foi um momento importante de esclarecimento, união e amor daquela família. 
Cláudia Schmidt
Questionar: (Podendo dividira Turma em dois Grupos para dar as respostas abaixo)
1.  Alguém aqui faz o Evangelho no Lar?
2   Alguém já ouviu a Parábola de Jesus sobre o Óbolo da Viúva?
3.  Por que O Óbolo da Viúva teve mais valor do que a esmola dos outros depositários?
4. Quais os tipos de Caridade que conhecemos e que podemos aplicar na nossa vivência diária?
Aula elaborada por Teresinha Medeiros.

A GAIVOTA QUE NÃO PODIA VER














FRATERNIDADE

Resultado de imagem para FRATERNIDADE- PELOS CAMINHOS DA EVANGELIZAÇÃO

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

ROSINHA, A MARGARIDA










DONA JOANINHA E AS ABELHAS







HISTÓRIA DE MARICOTA



História de Maricota

Autor: Casimiro Cunha - Psicografia Chico Xavier

I - MARICOTA SERELEPE

Maricota Serelepe
Era menina travessa...
Não havia disciplina
Que lhe dobrasse a cabeça.

Gostava de más respostas.
Na escola, em casa, nas ruas,
Vivia desordenada
A fazer sempre das suas.

Em vão, ganhava conselhos
Dos amigos para o bem.
Maricota Serelepe
Não atendia a ninguém.

Não era apenas sapeca:
Fugia a qualquer dever.
Vivia a brutalidade,
Fazia o mal por prazer.



II - MALCRIADA

A mamãe aconselhava:
- Minha filha, veja lá!
Céu castiga a menina
Que se faz grosseira e má.

A pequena respondia:
- A senhora nada sabe.
Concluindo num cochicho:
- Gente velha que se acabe.

A professora também
Lhe falava, com carinho:
- Maricota, minha filha,
Não saia do bom caminho!

A aluna desrespeitosa
Dizia, cabeça tonta:
- O que eu fizer, professora,
Não será de sua conta...



III - INDISCIPLINADA

Aos onze anos bem-feitos,
Agindo e vivendo às cegas,
A menina endiabrada
Era o terror dos colegas.

Desprezava os bons avisos.
Por mais se lhe castigasse,
Resistia às punições,
Perturbando toda a classe.

Rasgava livros, cadernos,
Esvaziava tinteiros,
Lançando borrões escuros
À roupa dos companheiros.

Tanto fez, tanto saltou
A endiabrada menina,
Que foi expulsa, mais tarde,
Em favor da disciplina.



IV - VADIA

Desde então, ficou sabendo
A vadiagem de cor;
Sem conselhos e sem livros,
Ficou pior, bem pior ....

Dizia, à mamãe bondosa,
Que prosseguia a estudar,
Mas punha-se, em plena rua,
A mentir e perturbar.

Não lhe chegavam agora
As horas grandes do dia.
Depois de fechada a noite,
A endiabrada fugia...

Aprendeu na malandragem
O furto, o assovio, a vaia;
Em breve tempo, encontrou
Meninos de sua laia.



V - PREGUIÇOSA

Escapulindo ao trabalho,
Expulsa dos bens da escola,
Fazia-se pobrezinha,
Saindo a pedir esmola.

Enganava os transeuntes,
Prendendo-lhes a atenção;
Xingava o trabalho sério
E tinha horror ao sabão.

Como o pássaro ocioso,
Que a todo dia se atrasa,
Maricota Serelepe
Raramente vinha a casa.

A mãe bondosa rogava
Mais cautela, mais juízo,
Mas a menina exclamava:
- De conselhos não preciso!



VI - MALDOSA

Atacava os cães amigos
A vozerio e pancadas;
Tratava todo gatinho
A brasa viva ou pedradas.

Se avistava a palha seca
Da casa dos passarinhos,
Não hesitava um minuto:
Vibrava golpes nos ninhos.

Matava filhotes tenros
Com grosseria sem-nome;
Prendia as aves canoras,
Exterminando-as à fome.

Se passava no terreiro,
A galinhada fugia,
Sabendo que Maricota
Vibrava pancadaria.



VII - DESVIADA

De rua em rua, a esconder-se,
A menina, a passo curto,
Era um demônio pequeno,
Exercitado no furto.

Varando portas estreitas,
Pulando grandes janelas,
Sabia correr dos guardas
E burlar as sentinelas.

Espreitava nas quitandas
O instante exato das vendas,
Para assaltar os meninos
Carregados de encomendas.

Fosse qual fosse o momento,
Horas claras ou sombrias,
Roubava doces, brinquedos,
De lojas e padarias.



VIII - MORTA

Um dia, furtando jóias,
Maricota teve a mão,
Que se agitava com pressa,
Mordida de escorpião.

Era o castigo afinal,
À maldade, à rebeldia;
Maricota Serelepe
Caiu em breve agonia.

Pilhada por delinqüente,
A menina envenenada
Foi conduzida ao socorro,
Deprimida, envergonhada.

Não lhe valeu, todavia,
O tratamento mais forte...
Findo o dia doloroso,
Em ânsias, rendeu-se à morte.



IX - AFLITA

Distante do corpo frio,
Maricota, sem repouso,
Notou que a morte era um anjo
De olhar terno e carinhoso...

Ajoelhou-se a coitada,
Chorou e pediu assim:
— Mensageiro da Bondade,
Compadece-te de mim!...

— Minha filha — disse ele —,
Desejava auxiliar-te,
Mas, há monstros que te buscam,
Chegando de toda a parte.

Depois de um minuto longo,
Afirmou, cheio de dor:
— Ah! filha, repara em torno,
Pede o perdão do Senhor.



X - CASTIGADA

Maricota não mais viu
A luz do emissário santo;
Olhando em redor gritava,
Tomada de enorme espanto.

Buscava correr em vão...
Oh! não, não queria ouvi-los!
Eram serpentes, dragões,
Lagartos e crocodilos.

Os monstros, porém, chegavam...
Um deles, grande inimigo,
Disse a ela: — "Maricota,
Agora estamos contigo.

Somos filhos da maldade
— Prosseguiu forte e iracundo -,
Do furto e da vadiagem
Que procuravas no mundo".



XI - ATORMENTADA

- Deixem-me, monstros! - pedia
A Pobrezinha, a chorar;
Mas os lagartos e as cobras
Puseram-se a gargalhar.

- Deixá-la? - disse o maior -
Teu pedido não nos vence,
Tua vida, Maricota,
Desde muito, nos pertence.

Ajudamos-te a roubar,
A vadiar, a fingir...
Agora, és nossa, bem nossa,
Não podes escapulir.

- Oh! que horror! - disse a infeliz.
Ninguém para consolá-la!...
Pôs-se, lívida, a correr
E os monstros a acompanhá-la...



XII - SUPLICANTE

Longos dias, longas noites,
Maricota, em aflição,
Atravessou negros vales,
Gritando e chorando em vão.

Precipitou-se em abismos,
Sem esperança e sem paz,
Clamava, seguindo à frente,
E os monstros seguindo atrás...

Sentiu sede, sentiu fome,
Na jornada em correria...
Quanto tempo a padecer?
Maricota não sabia...

Depois de muita oração,
Na angústia do cativeiro,
Jesus, o Divino Amigo,
Enviou-lhe um mensageiro.



XIII - ANSIOSA

Tão logo veio o emissário
De socorro e salvação,
Os monstros, espavoridos,
Mudaram de direção.

A menina, arrependida,
Ajoelhou-se, entre ais,
E exclamou: Anjo Divino,
Socorro! não posso mais!...

Tenho chorado e sofrido,
Atormentada de dor.
Por piedade! Salvai-me!
Dai-me o Céu do Deus de Amor!...

Fitando, de olhar dorido,
O azul e estrelado véu,
Suplicava compungida:
- Dai-me a luz da paz do Céu!...



XIV - AMPARADA

O Anjo amoroso afagou-a,
Dizendo com caridade:
- Em nome da Providência,
Devolvo- te a liberdade.

Mas, ouve, minha menina:
Se queres luz, agasalho,
Não podes entrar no Céu,
Sem a bênção do trabalho.

Viveste pela maldade,
Sem respeito, sem carinho,
Não ouviste os bons conselhos,
Fugiste do bom caminho.

Aceitas a corrigenda
Do Pai bondoso e perfeito?
Maricota, ajoelhada,
Em pranto, exclamou: Aceito!



XV - CORRIGIDA

Foi então que apareceu,
De feia e enorme estatura,
Um zelador de crianças:
O Gigante Mão Segura.

O mensageiro do Cristo
Explicou-lhe: Esta menina
Necessita recolher-se
Aos campos de disciplina.

Até que se regenere,
Dê-lhe recursos de emenda.
Praticou muita maldade,
Precisa de corrigenda.

Nesse instante, Maricota
Foi levada, em aflição,
Para um campo escuro e triste
De serviço e de prisão.



Xavier, Francisco Cândido. Da obra: História de Maricota. Ditado pelo Espírito Casimiro Cunha. FEB - Federação Espírita Brasileira.



FIM

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

CEU E INFERNO



TEMA- "NENHUMA OVELHA SE PERDERÁ"

Motivação: - Já lhes ocorreu indagar de alguém se o inferno existe? Vocês nunca ouviram alguém dizer que "está vida é um inferno"? Que acham disto?

DESENVOLVIMENTO:

     - Pois eu acho que o inferno existe. Nós, quando estamos aborrecidos, zangados, não dizemos certas expressões que equivalem dizer que a vida é um inferno?
      O inferno é a aflição em que se vive quando se é mau, egoísta, invejoso, cheio de ódio, criando um estado horrível de sofrimento para a nossa alma.
       Assim também a nossa alma, quando deixa o corpo, continua a viver no inferno que ela mesma criou. É esse o inferno, mas o inferno dentro da alma e não a alma dentro do inferno, conforme algumas pessoas acreditam.
      Então somos nós que fazemos o nosso inferno? É assim mesmo.
      Essa ideia de que existe um lugar de sofrimento, de expiação eterna, para receber as almas das pessoas pecadoras, a que dão o nome de "inferno", é uma ideia errônea. Nem podemos conceber Deus condenando seus filhos eternamente.
      Se nós, que somos pecadores, estamos sempre perdoando as faltas de nossos filhos, quanto mais Deus que é a Bondade Infinita.
      Como poderia Deus condenar um recanto onde ficasse para sempre estabelecido o mal, onde residissem criaturas que nunca progredissem, que nunca se tornassem boas, quando todos os mundos
progridem, vão se tornando melhores, mais aprazíveis e felizes, até alcançarem a perfeição?
      Jesus mesmo nos contou uma parábola, em que Ele nos ensina que Deus não abandona seus filhos.
      "Havia na Palestina, um homem que tinha cem ovelhas. Era um pastor, pois ele mesmo as apascentava.
       Com muito cuidado e bondade levava suas ovelhinhas aos lindos campos, onde havia bom pasto para elas.
Levava-as também às fontes, onde elas encontravam água fresca e limpa.
      O pastor era muito carinhoso e bom e suas ovelhas o seguiam confiantes.
      Um dia, porém, uma ovelhinha fugiu do rebanho. Que teria pensado ela, para assim abandonar o pastor e suas irmãzinhas?
       Vamos imaginar o que teria ela pensado.
       Certamente pensou que além daqueles pastos onde vivia, havia pastagens melhores e mais ricas. Não pensou nos perigos que poderia enfrentar longe de seu pastor. Não pensou que poderia encontrar, numa noite qualquer, sozinha, algum lobo ou algumas hienas que a devorasse. Não pensou nos perigos. Pensou que era melhor ser livre, ser sozinha, correr pelos campos e pelas pastagens, solta, sem vigilância de seu dono e sem a companhia de suas irmãs. E por isso, fugiu...
        Correu muito, para livrar-se do pastor e para não ser vista pelas companheiras.
O pastor, porém, que cuidava de suas cem ovelhinhas, sentiu a falta da fugitiva. No aprisco contou, logo na manhã seguinte, noventa e nove ovelhas.
        Que fez então o bondoso pastor?
         Deixou as noventa e nove ovelhinhas bem guardadas no redil e partiu em busca da ovelhinha desgarrada.
         Andou muito o pobre pastor. Procurou-a pelas pastagens próximas e não a encontrou. Andou, andou muito... Só no dia seguinte encontrou a pobre ovelhinha deitada perto de uma colina, ferida pelos espinhos. Já estava sem forças, sedenta e quase morta.
         Como estava arrependida do que fizera. Com que alegria recebeu o pastor amigo que chegava para salvá-la.
         O pastor deu-lhe água, pensou-lhe as feridas, acariciou-a amorosamente, conversou com ela... Depois coloco-a bem em seu ombro e, feliz, voltou com sua ovelhinha.
         Chegando à casa, chamou seu vizinho e amigos e disse-lhes:
         Alegrem-se comigo, meus amigos, porque já achei a minha ovelha que se havia perdido."
         Assim também - diz Jesus no Evangelho - haverá mais alegria no céu, por um pecador que se arrepende do que pelo bom comportamento de noventa e nove justos.
         Então podemos ver por essa parábola, que ninguém fica desamparado, nem condenado eternamente, que nenhuma ovelha se perderá.
         Podemos, então, entender que o céu é exatamente o contrário do inferno, é o estado de alegria, de paz, de felicidade, se somos bons, carinhosos, resignados, cheios de amor e compreensão, estaremos no céu, mesmo aqui na Terra.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

OS COELHINHOS DO VALE FELIZ

Quanta alegria no vale feliz! A família dos coelhinhos vai fazer um passeio maravilhoso para visitar parentes que moram um pouco longe. Papai Coelho, mamãe Coelha e seus coelhinhos saíram de madrugada, dando pulinhos. O sol começava a nascer. Fazia um pouco de calor, mas ninguém se queixava.
Foram caminhando felizes, observando o céu coberto de nuvens vermelhas, as árvores grandes e os pássaros cantando. De repente ouviram um trovão, depois mais outro. Começou a ventar mostrando que o temporal estava perto. Mamãe Coelha ficou preocupada e os filhinhos começaram a chorar. Papai Coelho falou com sua voz calma:
– Que é isso? Não há razão para medo. Nada mais natural que os trovões. Vamos voltar, pois vai chover. Muita calma! Todos obedeceram e logo depois começou o temporal! Mamãe abriu seu guarda-chuva de flores, mas a chuva era de vento e pouco adiantava. Chegaram em casa molhados e, naturalmente, muito aborrecidos com a chuva.
Mais tarde, papai resolveu reunir os filhos para ouvirem lindas histórias. O papai começou a fazer perguntas:
– Dengoso, você gosta de cenouras?
– Se gosto, quanto mais novinha melhor, respondeu o coelhinho.
– E você, cinzentinho, ainda almoça couves? Continuou o papai.
– É o meu almoço de todos os dias.
– Muito bem! E das flores, quem não gosta?
– Todos nós gostamos, gritaram os coelhinhos.
– E de beber água?
– Esta é boa, respondeu o Peludinho. Sem beber água ninguém pode viver.
– E de banho no rio?
– Viva! Um banho no rio é uma delícia... suspirou a Rosadinha.
O papai Coelho continuou a falar:
– Bem, pelo que vejo todos vocês gostam de cenouras, de couve, de flores, de beber água, de tomar banho no rio. Sabem vocês que tudo isso poderia acabar?
– Acabar? Como? Perguntaram os coelhinhos.
– Se deixar de chover – falou, muito calmo, o Papai Coelho.
– Não diga! Falou Cinzentinho.
– Que coisa horrível! Falou a Rosadinha. Nem é bom falar!
– Sabe quem nos manda as chuvas? O papai do céu e para que possamos viver! Respondeu o papai Coelho.
– É isso mesmo! Falaram muito sem jeito os coelhinhos.
– Agora entendemos e nunca mais vamos falar mal da chuva, falou o caçula.
– Por falar em chuva, disse o papai Coelho, ela já passou. Vamos dar um passeio?
– Que bom! Vamos logo! Disseram os coelhinhos.
Lá fora, o tempo estava maravilhoso. A terra molhada não fazia mais poeira e, em vez de calor, a tarde estava fresca e agradável. Os coelhinhos, muito felizes, falaram a um só tempo:
– Graças a Deus que choveu!
















quarta-feira, 5 de agosto de 2015

MENSAGEM AOS EVANGELIZADORES



Mensagem psicográfica recebida na FEB, em reunião mediúnica de 16 de julho de 2015, por Marta Antunes de Moura e que foi passada no Encontro Nacional da Área de Infância e Juventude em Brasília.


Nos limites situados entre a crosta terrestre e o plano espiritual via-se uma alma luminosa deslocando-se entre os núcleos de sofrimento e dor. Acolhia em seu coração amoroso Espíritos desorientados, almas dementadas e perdidas que perambulavam de um lado para outro, sem rumo, alheias ao que lhes acontecia à volta, por trazerem a mente prisioneira de lembranças amargas, de acontecimentos infelizes, mantendo-as cativas aos próprios atos infelizes, cometidos anteriormente.
Aquele vulto luminoso acolhia a todos com paciência, calma e profunda serenidade. Estendia-lhes as mãos, abraçava-os, enxugava-lhes as lágrimas, sussurrava-lhes palavras amáveis e, gentil, apontava-lhes um novo caminho.
O trabalho incessante dessa alma generosa era visto, dia e noite, por todos os que passavam por aquelas regiões, despertando a atenção de Espíritos Benfeitores que lhe compreendendo o elevado intuito, passaram a auxiliá-la. 
Com o passar do tempo, constituiu-se uma caravana silenciosa que, destemida, ousava conviver com a miséria moral, erguendo-lhe o ânimo, amparando toda sorte de sofredores e mutilados do espírito.
A notícia da existência dessa caravana humanitária logo se espalhou pelos vastos domínios das sombras, produzindo diferentes reações: esperança e aceitação pelos que buscavam proteção espiritual, ou repúdio e perseguição pelos desorientados e endurecidos, os quais colocavam armadilhas no trajeto da amorável equipe do bem.
Nada, porém, afastava aquele grupo singular da realização de ações no bem, acrescido cada vez mais por um número de Espíritos que, unidos, estendiam mãos amorosas aos irmãos e irmãs em sofrimento.
Quem seria aquela misteriosa alma que se dedicava, anonimamente, ao incessante trabalho do bem, atraindo cooperadores pela força dos seus sentimentos elevados? Quem seria aquela admirável mulher que por onde transitava, fazia surgir núcleos de devotamento aos esquecidos e perdidos na dor?
Tivemos a oportunidade de conhecê-la pessoalmente quando participamos de uma excursão de aprendizado e de resgate a irmãos mantidos em regiões insalubres. 
Estávamos passando por algumas dificuldades, inerentes à tarefa, quando ela e a sua equipe se associaram, naturalmente, ao nosso grupo, centuplicando as nossas forças, cooperando em diferentes serviços, mesmo os mais humildes, rudes e grosseiros. 
Admirados, perguntamos:
- "Quem sois vós, venerável irmã, que demonstra tanto amor aos que sofrem?"
Um leve e simpático sorriso bailou brevemente em seus lábios e ela respondeu-nos, gentil:
- "Não sou ninguém!!..."
- “Como?” - Indagamos surpresos.
- "Ninguém importante.” - respondeu-nos, rapidamente - “Apenas uma alma que estava perdida e foi encaminhada ao bem pelos laços da evangelização."
E prosseguiu, serena, com a sua história.
- "Criminosa reconhecida, renasci em razão de um relacionamento casual. Continuamente agredida desde pequena, fui abandonada e transformada em criança e jovem habitante das ruas da cidade. Vivi entre a chamada escória humana, esquecida de todos e passando por privações inconcebíveis. 
Mas, os 12 anos de idade, minha existência se transformou: vi uma casa espírita onde, tarde da noite, recolhi-me sob suas marquises... O dia já era alto quando acordei assustada, ouvindo risos e gritaria de crianças que, cercando-me, apontavam-me o dedo, curiosas. No momento seguinte, abriu-se a roda ao meu redor e uma evangelizadora aproximou-se. Tocou-me carinhosamente o rosto e sorriu-me com afeto.
Eu conheci o paraíso naquele momento! A ele fui transportada por um simples gesto de afeto, pelo sorriso de aceitação e pelo acolhimento que brilhava nos olhos cristalinos daquela jovem.
- ‘Vem comigo’, falou-me baixinho. ‘Você deve estar com fome!’. 
Comi pão com margarina e um pouco de leite. Um manjar dos deuses!
Já alimentada do corpo, a jovem evangelizadora falou-me, então:
- ‘Agora, minha nova amiguinha, vou lhe dar um alimento que é mágico, pois você nunca mais terá fome: Jesus! Você já ouviu falar nele?”
Evangelização!
Evangelizadores!
Abençoados sejam todos! 
Meimei

sábado, 1 de agosto de 2015

SUGESTÃO DE AULA


Olá amigos!!

 Hoje temos uma proposta diferente para trabalharmos temas como reforma íntima, força de vontade, influenciações ou questões sociais com nossos jovens e adolescentes.


Vamos lá?!

 Bem, foi de uma conversa com o autor da foto abaixo que me surgiu essa idéia.
 Observe a fotografia.


Há um campo queimado, um coqueiro que sobreviveu e 
uma placa "Pare" perfurada por balas.

 Foto: Desolação Claudio Fernando Ostini
Araçatuba-SP


A idéia consiste em fazer um paralelo entre as imagens e nós mesmos.
Imagine que o coqueiro seja uma pessoa... eu... você...

Pergunto: Por quantas "queimadas" já passamos?!

 O que há na sociedade de hoje que temos que enfrentar?

Vejamos alguns exemplos: Violência, super valorização do consumo e modismos, banalização dos sentimentos, drogas, perda do sentido de família.... entre outros.

 Podemos também trilhar pelo caminho interior, vendo em nós mesmos os algozes que enfrentamos, como a intolerância, timidez, orgulho, baixa auto-estima, inveja, etc.
Viram? É bem amplo o campo que temos a explorar.

Agora uma outra questão.

Como aquele coqueiro sobreviveu à queimada?!

Então?!

O que devemos fazer para passarmos por todos esses obstáculos?!
O que ou quem tem nos auxiliado?

E a placa "Pare"?!

Bem... sabe aquele instante que às vezes temos de reflexão?
Quando nossa consciência avisa... é hora de mudar... pare....
Mas basta uma intenção nossa em mudar que vem aquele pensamento contrário "como uma bala" a perfurar nossa vontade.
São as influências dos encarnados e desencarnados.
Porém, temos o livre-arbítrio, não é?!

 Bem amigos, quanta coisa poderemos trabalhar com essa imagem!!


GRUPO DE EVANGELIZAÇÃO DO YAHOO