segunda-feira, 29 de abril de 2013

BEM AVENTURADO OS POBRES DE ESPÍRITO





 Faixa etária: 10 A 13 ANOS

 Texto de apoio:

O HOMEM RICO

Um homem muito ,muito rico,possuía uma bela e vistosa casa, muito bem estruturada, e que era decorada com objetos de altíssimo valor. Como eram de grandes extensões as suas terras, o homem rico tinha um considerável número de serviçais,para desempenhar as diversas tarefas que ele não era capaz de executar. Também na mansão, havia muitas pessoas trabalhando para ele. De sol a sol, aquelas pessoas labutavam, pois o serviço era intenso. Apesar da dedicação desses empregados, o homem rico tratava-os mal. Não lhes concedia nenhum direito. Se algum deles adoecia, em lugar de ser levado a um médico,era despedido e esquecido,como um traste sem valor: De hoje em diante, você não trabalha mais aqui.Junte suas coisas e saia de minhas terras, procure outro canto para ficar.Aqui só me importa a tarefa cumprida, gente sadia que possa trabalhar! Berrava ele sem nenhum sentimento de humanidade. Certa tarde, estava ele refrescando-se numa fonte em seu jardim de inverno, deleitando-se com as mais finas iguarias, quando uma mulher adentrou o recinto, aos gritos: Por favor! Por favor! Salve o meu filho. Ele caiu em um buraco e é preciso um carro de tração para descer um homem aos poucos e retirá-lo de lá. Só o senhor possui esse carro... por favor, ajude-me! Gritava em prantos. Mulher! Como se atreve a interromper-me o deleite para assunto tão insignificante? Não vê que seu filho não me importa? Só servem para dar problemas estes pobres...Expulsem-na daqui! Essa gente não vale perante Deus,senão teriam nascido privilegiados como eu – comentou ele. A mulher retirou-se em desespero. O tempo passou. Um dia, o homem rico levantou-se pela manhã para exercitar-se,como de costume, mas, quando deu alguns passos, notou que todo o seu corpo estava inchado. Tentou gritar para pedir auxílio a um criado, mas sentiu a voz baixa e impotente. Sua língua parecia imensa. Quando um criado o encontrou naquele estado,chamou uma junta médica que o atendeu muito tempo, cobrando-lhe absurdas somas e sem conseguir curá-lo. Começaram a aparecer as primeiras feridas pela permanência no leito e ele desesperou. Ordenou a um serviçal:

Salve-me! Como posso ficar assim, tão poderoso que sou? Ordeno-lhe que me socorra! O homem, apiedando-se do seu estado, lhe falou: Meu senhor, já vi diversas pessoas com esse mal, em suas terras, e só existe uma pessoa capaz de tratá-lo e curá-lo. Pois então, traga-a imediatamente. Pagarei o que ela quiser. Que ela me cure é o que me importa. Assim foi feito. O criado trouxe a pessoa: uma mulher, que encontrou o poderoso senhor dormindo, com muita febre. A mulher imediatamente, começou a tratá-lo. De joelhos, cabeça coberta por um véu, ela orava, enquanto friccionava-lhe o corpo com uma pasta feita de ervas e raízes. Depois, esperou que ele despertasse e deu-lhe um líquido para beber. De novo ele adormeceu. Ela permaneceu orando e cuidando dele. Quando o homem rico despertou, já falava normalmente e não estava mais inchado. Então, virando-se para a mulher que o tratara, ele falou: Mulher, diga quanto quer por seus serviços. Sou um homem muito importante para Deus, que me fez rico. Posso pagar-lhe o que me pedir. Senhor, não quero o seu dinheiro. A mim basta que esteja curado e só desejo que compreenda que Deus não privilegia ninguém. Perante Ele, todos somos iguais em importância: ricos ou pobres, belos ou feios, perfeitos ou defeituoso. A Lei Divina de igualdade nos faz assim. O homem tocou-se por aquelas palavras sábias e pela voz doce daquela mulher: Quem é você afinal? Descubra o rosto. Então, retirando o véu de sua face ela falou: Sou aquela que o procurou para que lhe salvasse o filho. Humilhado ante tanta nobreza, o homem rico comoveu-se e chorou.

Autora - Roseni Teixeira Pereira Livro – O melhor é viver em família.

 O texto acima pode ser trabalhado na forma de fantoche e dramatização.

Dinâmica para sensibilização:

Dinâmica do chapéu :

Os nomes abaixo serão colocados num chapéu feito de papel. Cada evangelizando deve escolher um e juntamente com o grupo fazer comentários.

Palavras usadas: Corrupção, Consumismo, Violência, Vaidade, Orgulho, Prepotência, egoísmo, solidariedade, fé, amor, bondade.

Questões que norteiam a reflexão:

O que se deve entender por pobres de espíritos?
O que Jesus quis dizer com “ O Reino dos Céus é dos simples”?

Recurso didático utilizado para apresentação do conteúdo da aula: Color set, chapéu de papel, EVA, marcador de texto, caneta hidrocor.

Atividade das crianças para fixação da reflexão: Marcador de texto para confeccionar com os evangelizandos.

Avaliação da aula:

(Coloque os numerais em ordem crescente para descobrir a mensagem.


6 - PERANTE 1- TODOS 5 - IGUAIS 2 - OS
4 - SÃO 3 - HOMENS 7 - DEUS

Depois de montar a mensagem, solicitar que cada um faça um comentário.


 (Sugestão oferecida por Evangelizadores da Casa Espírita Servos de Maria) 

BEM AVENTURADO OS AFLITOS


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 Sub tema: Causas anteriores das aflições

Faixa etária: 10 a 13 anos

Texto de apoio: - Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. 5, Bem Aventurados os Aflitos item 6,7,8 e 9. - Livro dos Espíritos, Cap. IV, Da Pluralidade das Existências. - O Céu e o Inferno, Cap. VIII, Expiações Terrestres.

 Dinâmica para sensibilização: Levar fotos de pessoas em diferentes situações: homens, mulheres, pobres, ricos, portadoras de necessidades especiais, doentes, saudáveis, diferentes culturalmente, socialmente, mortes prematuras, etc.

Questões que norteiam a reflexão:

Todos os homens são iguais perante Deus? (Livro dos Espíritos, pergunta 803).

Por que Deus não deu as mesmas aptidões para todos os homens? (pergunta 804.)

É possível a igualdade entre as riquezas? Alguma vez existiu? (Pergunta 811, Cap. IX, Lei de Igualdade, Livro dos Espíritos)

Por que Deus deu a uns a riqueza e o poder, e a outros a miséria? (Pergunta 814, Livro dos Espíritos)

Diante de Deus o homem e a mulher são iguais e têm os mesmos direitos? (Pergunta 817)

Por que há tantas disparidades no mundo? (inteligência, saúde, condição financeira, aparência, homens/mulheres)

Onde está a Justiça Divina em meio a tantas diferenças?

Recurso didático utilizado para apresentação do conteúdo da aula:

Data show para apresentar as fotos e questionamentos para desenvolver o raciocínio sobre o tema, histórias.

Atividades das crianças para fixação da reflexão:

Dividir a sala em grupos e cada grupo lerá uma história do livro o Céu e o Inferno, Cap. VIII, Expiações Terrestres, sobre as causas anteriores das aflições.

Ao final cada grupo apresentará para a sala sua história.

(Ou) - Exercício de fixação com exemplos práticos, no qual as crianças identificarão as causas de sofrimentos atuais que se originaram no passado.


Sugestão oferecida por Evangelizadores da Casa Espírita Francisco Caixeta

sábado, 27 de abril de 2013

O URSINHO PREGUIÇOSO

Atividade Introdutória:

Montar dois jardins zoológicos (QUEBRA-CABEÇA)  um com todas as crianças juntas e outro o evangelizador deve fazer sozinho (deve demorar bastante).

O que se pode concluir?
Quem demorou mais?
 Por que as crianças terminaram primeiro?
 Qual ficou mais bem feito?

Chamar a atenção da criança quanto a importância do trabalho em grupo pois além de terem terminado primeiro, o zoológico ficou bem feito porque todos fizeram com amor e ninguém se cansou pois todos colaboraram. Verificar se todos realmente colaboraram ou se o trabalho poderia ter ficado melhor se alguma das crianças presente tivesse cooperado mais.

Mostrar a gravura dos burros para ilustrar COOPERAÇÃO

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  Coclusão: Devemos realizar todo trabalho da melhor maneira possível cooperando para que ninguém fique sobrecarregado pois quando realizamos tarefas em grupo tudo se torna mais fácil, podemos cooperar também ajudando a pessoas pobres, as crianças de orfanatos, mendigos pela simples vontade de ser útil, esta forma de cooperação chama-se caridade e nos sentimos muito bem quando estamos praticando a caridade.

Narrar a história - O URSINHO PREGUIÇOSO


















Fazer perguntas sobre a história procurando esclarecer sobre o comportamento do urso fazendo um paralelo com o cotidiano das crianças que não devem ser como o ursinho era. Na historia o ursinho via muito televisão, perguntar se é bom ver TV muito tempo, fazê-la compreender que a televisão representa um grande progresso para o homem, lembrando como era difícil a comunicação sem ela, contudo não é qualquer tipo de programa que devemos assistir e não devemos aprender e fazer tudo o que ela ensina.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

PODEMOS FAZER A DIFERENÇA




  OBJETIVO: 

Apresentar a caridade como uma antena, que nos coloca em sintonia com as fontes da vida, para a captação da energia Divina.

- Perguntar ao grupo se sabem qual a função de uma antena.
Ouvir as respostas.

-Ler o conto “Fazer a diferença” (ver ANEXO I).

 -As mãos do jovem e do turista funcionaram como antenas?
 O que elas captaram?
Com o que sintonizaram?

-Ler o seguinte trecho do texto escrito por Richard Simonetti -Reformador,junho 2000, FEB (autor espírita de vários livros para jovens, entre eles o Não Pise na Bola):

 “... Quanto aos excluídos socialmente,os dados são controversos.Afirmam os pessimistas que no Brasil somam perto de quarenta milhões.Os otimistas defendem que não passam de quinze milhões.Num ponto estão de acordo – são milhões! Ao olhar desavisado parecerá inútil socorrer este ou aquele, fazer algo em benefício de alguns. ...” 

 - O que tem esta frase de Richard Simonetti em comum com o conto “Fazer a diferença”?

 -Que diferença faz,se há tantos para ajudarmos?(para aquele que atendemos, aquele que ajudamos incutindo-lhe fé na humanidade e esperança no futuro, nossa iniciativa faz muita diferença).

O que tem em comum o conto das estrelas-do-mar e Richard Simonetti com o velho ditado quando pisamos uma flor afetamos uma estrela? (PS: é uma imagem poética que exprime a misteriosa comunhão existente entre todos os seres da criação).

- Conversar com os jovens colocando que:

1-Vivemos numa cadeia, cheia de elos, influenciamos e somos influenciados uns pelos outros.
2-Na medida que tentamos fazer a diferença para aqueles a quem ajudamos,eles fazem a diferença para nós,proporcionado-nos um clima de serenidade e paz.
3-Esta ajuda pode ser para o corpo e/ou para o espírito.
4-É como se nossas mãos,nosso sorriso,nosso olhar,servindo funcionassem por abençoadas antenas,colocando-nos em sintonia com as fontes da vida, para a captação das benções de Deus.
5-Com estas benções nos sentimos mais fortes, mais equilibrados para enfrentar os nossos próprios problemas do nosso dia-a-dia.

 ANEXO I

 FAZER A DIFERENÇA

O turista andava pela praia quando viu um jovem que recolhia estrelas-do-mar na areia, trazidas pela maré,e as jogava de volta ao oceano. Curioso, perguntou-lhe a razão de sua iniciativa. -o sol está muito quente.Se ficarem na areia vão secar e morrer... o turista admirou-se: -meu jovem,existem vários quilômetros de praia nesta região e milhares de estrelas-do-mar espalhadas na areia.Você joga umas poucas de volta ao oceano, mas a maioria vai morrer.Que diferença faz? O moço pegou mais uma, atirou-a no oceano, e respondeu: -para essa eu fiz a diferença. Naquela noite,o turista revirou-se no leito,sem conseguir conciliar o sono, impressionado com a iniciativa do jovem.Na manhã seguinte juntou-se a ele.Juntos jogavam os indefesos animais de volta ao oceano.Em algum tempo,imitando o seu exemplo, ao longo das praias, dezenas de pessoas faziam a diferença para milhares de estrelas-do-mar que salvavam das areias escaldantes.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

ATIVIDADES

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O HOMEM: CORPO E ESPÍRITO





   DOENTES E DOENÇAS

Certa vez, alguns espíritos trabalhadores chegaram a um grande hospital, a fim de atender a quatro doentes ali internados.
Aproximaram-se de uma arejada enfermaria, chegando ao leito do primeiro enfermo. Este gemia dolorosamente, com grande falta de ar: - Valei-me Senhor! ... Ai Jesus! Curai-me e serei para sempre vosso servidor.
O segundo implorava, contorcendo-se com dores na barriga: - Ó meu Deus, meu Deus! ... Tende misericórdia de mim! Daí-me a saúde e farei somente a vossa vontade...
O grupo chegou ao terceiro doente que, suando em bicas, não aguentava forte cólica renal:
- Piedade, Jesus! ... Salvai-me! ... Tenho mulher e quatro filhos... Salvai-me e prometo ser fiel até a morte!
Por fim, clamava o de número quatro, com severa crise de reumatismo: - Jesus! Jesus! ... Ó Divino Médico! ... Amparai-me!Dai-me a saúde e vos darei a vida!
Os espíritos estavam penalizados. Comoviam-se ao ouvir tão carinhosas referências a Deus e a Jesus. Logo começaram a atuar, dando passes, aliviando rapidamente a situação dos doentes. Entretanto, logo que melhoraram os quatros nem se lembravam do nome de Jesus.
Dizia o primeiro, referindo-se a alguém que deixara de visitá-lo: - Aquele malandro pagará! ... Como me deve dinheiro, não veio aqui e naturalmente ficará satisfeito, pensando que morri!
O segundo esbracejava:
- Ora essa! ... Por que me vieram perguntar se eu queria orações? Já estou farto de rezar! Quero alta hoje!
O terceiro reclamava: - Quem falou aqui em religião? Não quero saber disso... Chamem o médico!
O doente número quatro gritava com a jovem enfermeira que trazia o café matinal:
- Saia da minha frente com seu café requentado, antes que eu lhe dê com este bule na cara!
Espantados com tão inesperada reação, os espíritos trabalhadores recorreram ao supervisor espiritual da instituição espiritual. Após ouvir a exposição do sucedido, o mentor esclareceu bem-humorado:
- Sim, vocês cometeram pequeno engano. Avaliaram mal as condições dos nossos quatro irmãos. Eles ainda não podem retornar à saúde, pois precisam do corpo enfermo para melhorar os espíritos. Todos são constituídos de corpo e Espírito e a saúde do primeiro só deve acontecer, quando o segundo estiver bem. E, sem demora, o superior desfez o que havia sido feito pelos irmãos de boa vontade, já que os quatro não estavam preparados para a saúde.

Irmão X - psicografia de Francisco Cândido Xavier Livro: “Ideias e Ilustrações” (adaptação).



Introdução:

Mostrar um boneco ao grupo, questionando:

Embora este boneco tenha tudo o que nós temos (cabeça, corpo, pernas e braços) por que ele não é capaz de fazer tudo o que fazemos?

O que lhe falta? Ouvi-los, ajudando na conclusão:

Vida.

Continuar com o questionamento:

O que dá vida ao homem e falta ao boneco?

Arrematar, caso não o façam: alma ou espírito.

Dizer que vai narrar uma história que mostra a necessidade do equilíbrio entre a saúde do corpo e a saúde do espírito.

Desenvolvimento: 

Narrar a história:

“Doentes e Doenças”. 

Conversar com as crianças, em torno da narrativa:

 Quem nos ajuda, quando estamos doentes?
 Por que os doentes da história não mereciam ser curados?
O que precisamos fazer para termos saúde?

sexta-feira, 12 de abril de 2013

BAU DOS SENTIMENTOS



Resultado de imagem para pelos caminhos da evangelização - quinta-feira, 25 de abril de 2013 PODEMOS FAZER A DIFERENÇA

 Gabi vivia numa guerra com seus sentimentos. Num momento ela estava feliz, noutro triste. Num momento estava tranquila, noutro nervosa e irritada. Num momento estava feliz pelos seus irmãozinhos e amigos, noutro morrendo de ciúmes e inveja deles. E assim, seus sentimentos pareciam uma gangorra que não parava de balançar, e Gabi nunca estava feliz.

Certo dia o vovô a chamou e disse:- Minha netinha, você precisa mudar seu jeito de ser. Seus sentimentos estão parecendo uma gongorra!
- Como assim, vovô? Gangorra?
- Sim, Gabi. Uma gangorra. Você muda de humor toda hora e acaba prejudicando a você mesma e as pessoas em sua volta!
- Não consigo me controlar, vovô! É difícil.
- Mas, Gabi, sentimentos ruins são como fruta estragada numa fruteira cheia de frutas boas. Acabam estragando todas as outras.
- Não tinha pensado nisso! Mas como eu faço para não ter sentimentos ruins, vovô?
- Não é fácil, Gabi. Muitas vezes não podemos evitá-los, mas temos que dominá-los, se não eles nos dominam.
- Então me ajude, vovô! - Tenho uma ideia. Lá no meu quarto tem uma caixinha que ganhei de sua avó. É linda e agora será sua. Vá buscá-la e eu lhe explico o que vamos fazer.

Gabi correu até o quarto do vovô, pegou a caixinha e trouxe pra ele.
- Vamos chamar esta caixinha de Baú dos Sentimentos bons – disse o vovô.
- Que legal! Igual ao baú dos tesouros.
- Isso mesmo! Agora quero que você escreva nestes cartõezinhos coloridos o nome de vários sentimentos bons.
Gabi então escreveu um sentimento bom em cada cartãozinho colorido que o vovô lhe deu e, depois de escrever em todos os cartõezinhos, disse ao vovô:
- Pronto, vovô, e agora o que eu faço?
- Agora coloque os cartõezinhos dentro do Baú dos Sentimentos e, cada vez que você estiver tendo um sentimento ruim, abra-o e tire de dentro dele um cartãozinho de sentimento bom. Depois vá até seu quarto, ore a Jesus e peça que Ele mude o que você está sentindo pelo que está escrito no cartãozinho. - Legal, vovô! Vou fazer isso.
E assim foi. Gabi aprendeu a mudar sentimentos ruins por sentimentos bons e se tornou uma menina muito mais feliz! Que tal se a partir de hoje cada Bonitinho e Bonitinha brincarem do Jogo dos Sentimentos?


É normal sentirmos raiva se acontece algo que não gostamos.
É normal ficarmos ansiosos por alguma coisa que vai acontecer ou se estamos preocupados.
É normal sentirmos ciúmes, porque o ser humano quer ter atenção e ser amado.
É normal sentirmos medo, pois ele é uma defesa que nos protege de muitos perigos.
É normal sentirmos saudade, principalmente de pessoas e coisas que amamos. O que não pode acontecer é deixarmos que esses sentimentos tomem conta da nossa vida e não deixem a gente viver feliz.

Jesus falou que aqui na Terra todos teriam aflições, mas não era pra ficarmos desanimados, porque Ele estaria conosco nos ajudando a sentir paz. Então, quando estivermos tendo sentimentos ruins temos que orar e pedir que Jesus troque o que estamos sentindo por sentimentos bons.

Se pedirmos, Ele vai trocar: · A raiva, a discórdia, o ciúme e o sentimento de vingança pelo carinho, pelo perdão e pelo maior de todos os sentimentos: o amor.

O medo pela coragem.
A ansiedade pela tranquilidade e calma.
A saudade pela esperança.
A inveja pelo altruísmo.
A tristeza pela alegria e felicidade.

E, quando estivermos sentindo todos esses sentimentos bons, poderemos sentir a liberdade e a paz que encontramos em nosso Grande Amigo Jesus!

Imaginem uma cesta cheia de frutas apetitosas: maçã, pera  uva, manga, abacaxi, melão, kiwi, laranja, morango e outras que você se lembrar. Faça de conta que cada fruta é um sentimento bom: coragem, calma, tranquilidade, amor, paz, alegria, felicidade, carinho, esperança…
Com esses sentimentos dentro da cesta, ela ficará sempre apetitosa, perfumada e colorida. Mas agora imagine se o bichinho dos sentimentos ruins entrar numa das lindas e apetitosas frutas. O que vai acontecer? Com certeza ela vai estragar, cheirar podre… e se ela não for tirada da cesta, acabará contaminando todas as outras frutas. Então, crianças, quando vocês começarem a ter um sentimento ruim, livre-se dele rapidinho, antes que ele lhes contaminem.



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segunda-feira, 8 de abril de 2013

ANÁLIA FRANCO




Nascida na cidade de Resende, Estado do Rio de Janeiro, no dia 10 de fevereiro de 1856, e desencarnada em S. Paulo, no dia 13 de janeiro de 1919. Seu nome de solteira era Anália Emília Franco. Após consorciar-se em matrimônio com Francisco Antônio Bastos, seu nome passou a ser Anália Franco Bastos, entretanto, é mais conhecida por Anália Franco. Com 16 anos de idade entrou num Concurso de Câmara dessa cidade e logrou aprovação para exercer o cargo de professora primária. Trabalhou como assistente de sua própria mãe durante algum tempo. Anteriormente a 1875 diplomou-se Normalista, em S. Paulo. Foi após a Lei do Ventre Livre que sua verdadeira vocação se exteriorizou: a vocação literária. Já era por esse tempo notável como literata, jornalista e poetisa, entretanto, chegou ao seu conhecimento que os nascituros de escravas estavam previamente destinados à "Roda" da Santa Casa de Misericórdia. Já perambulavam, mendicantes, pelas estradas e pelas ruas, os negrinhos expulsos das fazendas por impróprios para o trabalho. Não eram, como até então "negociáveis", com seus pais e os adquirentes de cativos davam preferência às escravas que não tinham filhos no ventre. Anália escreveu, apelando para as mulheres fazendeiras. Trocou seu cargo na Capital de São Paulo por outro no Interior, a fim de socorrer as criancinhas necessitadas. Num bairro duma cidade do norte do Estado de S. Paulo conseguiu uma casa para instalar uma escola primária. Uma fazendeira rica lhe cedeu a casa escolar com uma condição, que foi frontalmente repelida por Anália: não deveria haver promiscuidade de crianças brancas e negras. Diante dessa condição humilhante foi recusada a gratuidade do uso da casa, passando a pagar um aluguel. A fazendeira guardou ressentimento à altivez da professora, porém, naquele local Anália inaugurou a sua primeira e original "Casa Maternal". Começou a receber todas as crianças que lhe batiam à porta, levadas por parentes ou apanhadas nas moitas e desvios dos caminhos. A fazendeira, abusando do prestígio político do marido, vendo que a sua casa, embora alugada, se transformara num albergue de negrinhos, resolveu acabar com aquele "escândalo" em sua fazenda. Promoveu diligências junto ao coronel e este conseguiu facilmente a remoção da professora. Anália foi para a cidade e alugou uma casa velha, pagando de seu bolso o aluguel correspondente à metade do seu ordenado. Como o restante era insuficiente para a alimentação das crianças, não trepidou em ir, pessoalmente, pedir esmolas para a meninada. Partiu de manhã, à pé, levando consigo o grupinho escuro que ela chamava, em seus escritos, de "meus alunos sem mães". Numa folha local anunciou que, ao lado da escola pública, havia um pequeno "abrigo" para as crianças desamparadas. A fama, nem sempre favorável da novel professora, encheu a cidade. A curiosidade popular tomou-se de espanto, num domingo de festa religiosa. Ela apareceu nas ruas com seus "alunos sem mães", em bando precatório. Moça e magra, modesta e altiva, aquela impressionante figura de mulher, que mendigava para filhos de escravas, tornou-se o escândalo do dia. Era uma mulher perigosa, na opinião de muitos. Seu afastamento da cidade principiou a ser objeto de consideração em rodas políticas, nas farmácias. Mas rugiu a seu favor um grupo de abolicionistas e republicanos, contra o grande grupo de católicos, escravocratas e monarquistas. Com o decorrer do tempo, deixando algumas escolas maternais no Interior, veio para S. Paulo. Aqui entrou brilhantemente para o grupo abolicionista e republicano. Sua missão, porém, não era política. Sua preocupação maior era com as crianças desamparadas, o que a levou a fundar uma revista própria, intitulada "Álbum das Meninas", cujo primeiro número veio a lume a 30 de abril de 1898. O artigo de fundo tinha o título "Às mães e educadoras". Seu prestígio no seio do professorado já era grande quando surgiram a abolição da escravatura e a República. O advento dessa nova era encontrou Anália com dois grandes colégios gratuitos para meninas e meninos. E logo que as leis o permitiram, ela, secundada por vinte senhoras amigas, fundou o instituto educacional que se denominou "Associação Feminina Beneficente e Instrutiva", no dia 17 de novembro de 1901, com sede no Largo do Arouche, em S. Paulo. Em seguida criou várias "Escolas Maternais" e "Escolas Elementares", instalando, com inauguração solene a 25 de janeiro de 1902, o "Liceu Feminino", que tinha por finalidade instruir e preparar professoras para a direção daquelas escolas, com o curso de dois anos para as professoras de "Escolas Maternais" e de três anos para as "Escolas Elementares". Anália Franco publicou numerosos folhetos e opúsculos referentes aos cursos ministrados em suas escolas, tratados especiais sobre a infância, nos quais as professoras encontraram meios de desenvolver as faculdades afetivas e morais das crianças, instruindo-as ao mesmo tempo. O seu opúsculo "O Novo Manual Educativo", era dividido em três partes: Infância, Adolescência e Juventude. Em 10 de dezembro de 1903, passou a publicar "A Voz Maternal", revista mensal com a apreciável tiragem de 6.000 exemplares, impressos em oficinas próprias. A Associação Feminina mantinha um Bazar na rua do Rosário n.o. 18, em S. Paulo, para a venda dos artefatos das suas oficinas, e uma sucursal desse estabelecimento na Ladeira do Piques n.o. 23. Anália Franco mantinha Escolas Reunidas na Capital e Escolas Isoladas no Interior, Escolas Maternais, Creches na Capital e no Interior do Estado, Bibliotecas anexas às escolas, Escolas Profissionais, Arte Tipográfica, Curso de Escrituração Mercantil, Prática de Enfermagem e Arte Dentária, Línguas (francês, italiano, inglês e alemão); Música, Desenho, Pintura, Pedagogia, Costura, Bordados, Flores artificiais e Chapéus, num total de 37 instituições. Era romancista, escritora, teatróloga e poetisa. Escreveu uma infinidade de livretos para a educação das crianças e para as Escolas, os quais são dignos de serem adotados nas Escolas públicas. Era espírita fervorosa, revelando sempre inusitado interesse pelas coisas atinentes à Doutrina Espírita. Produziu a sua vasta cultura três ótimos romances: "A Égide Materna", "A Filha do Artista", e "A Filha Adotiva". Foi autora de numerosas peças teatrais, de diálogos e de várias estrofes, destacando-se "Hino a Deus", "Hino a Ana Nery", "Minha Terra", "Hino a Jesus" e outros. Em 1911 conseguiu, sem qualquer recurso financeiro, adquirir a "Chácara Paraíso". Eram 75 alqueires de terra, parte em matas e capoeiras e o restante ocupado com benfeitorias diversas, entre as quais um velho solar, ocupado durante longos anos por uma das mais notáveis figuras da História do Brasil: Diogo Antônio Feijó. Nessa chácara fundou Anália Franco a "Colônia Regeneradora D. Romualdo", aproveitando o casarão, a estrebaria e a antiga senzala, internando ali sob direção feminina, os garotos mais aptos para a Lavoura, a horticultura e outras atividades agropastoris, recolhendo ainda moças desviadas, conseguindo assim regenerar centenas de mulheres. A vasta sementeira de Anália Franco consistiu em 71 Escolas, 2 albergues, 1 colônia regeneradora para mulheres, 23 asilos para crianças órfãs, 1 Banda Musical Feminina, 1 orquestra, 1 Grupo Dramático, além de oficinas para manufatura de chapéus, flores artificiais, etc., em 24 cidades do Interior e da Capital. Sua desencarnação ocorreu precisamente quando havia tomado a deliberação de ir ao Rio de Janeiro fundar mais uma instituição, idéia essa concretizada posteriormente pelo seu esposo, que ali fundou o "Asilo Anália Franco". A obra de Anália Franco foi, incontestavelmente, uma das mais salientes e meritórias da História do Espiritismo.

 Fonte: www.espiritismogi.com.br Link da Página: http://www.grupoandreluiz.org.br/ler_biografia.php?id=14 (Publicado em 30/03/2009)




 PAINEL







Patrícia Ofugi

sábado, 6 de abril de 2013

LEVANDO OS CACHORROS PARA PASSEAR



 Otávio estava muito triste. Seu cachorro Pitoco havia morrido. Pitoco era seu melhor amigo. Seus pais lhe deram quando ele ainda estava aprendendo a andar, e os dois cresceram juntos. Eram inseparáveis! Quanta aventura tinham feito um ao lado do outro! Sempre corriam pela praia, faziam trilha na mata perto de sua casa, nadavam juntos no rio e, de noite, Pitoco dormia num tapete aos pés da cama de Otávio. E agora, Pitoco estava morto. Nunca mais poderiam fazer essas aventuras. Otávio não parava de chorar. Seus pais, seus avós, seus amigos… Todo mundo tentava consolá-lo, mas em vão. Sua tristeza era tão grande que acabou ficando doente. Não queria comer, não queria ir à escola, nem sair com seus amigos para brincar. Ficava o dia inteiro na cama pensando no seu amigo Pitoco. Seus pais ficaram bem preocupados com ele, então tiveram uma ótima ideia que com certeza iria acabar com aquela tristeza. Eles sabiam que, quando fazemos alguma coisa boa para os outros, nos esquecemos dos nossos problemas e nos sentimos alegres, fazendo a tristeza ir embora! Então puseram um plano em ação. O papai disse: - Filho, dona Margarida está com a perna machucada e não pode passear com seu cãozinho Pimpo. Tadinho, ele está sem passear há vários dias e está triste igual você. Que tal levantar da cama e levá-lo para dar uma volta no parque? - Ah, pai, eu não estou com disposição! Se eu fizer isto vou me lembrar do Pitoco e ficar ainda mais triste. - Acho que você vai sim se lembrar do Pitoco, mas vai se sentir bem por estar ajudando outro cachorrinho e sua dona também. Otávio concordou meio a contra gosto e se levantou, vestiu uma roupa confortável, colocou um tênis e foi passear com o Pimpo. Quando Pimpo percebeu que ia passear, começou a pular e abanar o rabinho todo serelepe e feliz. Estava com tanta energia que saiu puxando Otávio pela corrente! Parecia mais que era ele quem estava levando Otávio para passear. Logo Otávio estava correndo e rindo com as sapequices de Pimpo. Voltou para casa todo suado e com um sorriso enorme nos lábios. Seus pais ficaram bem contentes com o que viram. - Papai, posso me oferecer para passear com mais cachorros da vizinhança? Tem bastante gente por aqui que não tem tempo para passear com seus cachorrinhos. - Esta é uma ótima ideia! Vamos fazer alguns cartazes e espalhar pelo bairro. E assim, Otávio e seus pais fizeram vários cartazes e espalharam pelo bairro onde moravam. O telefone não parava mais de tocar. Todo mundo queria que Otávio levasse seu cachorrinho para dar uma volta pelo parque. Sua agenda ficou bem lotada e quase não tinha mais tempo livre. As pessoas ficavam tão felizes que até pagavam para ele fazer esse trabalho. Logo Otávio tinha tantos amiguinhos cachorros que não tinha tempo para ficar triste pensando no Pitoco. Ele encheu seu quarto com fotos dos seus novos amigos caninos. Tinha a foto do Baruk, do Fred, da Hanna, da Suzi, da Laica, da Pitucha, da Nina, do Totó, do Fifo, do Hulk… Não cabiam mais fotos na sua parede! Mas, dentre todos aqueles cachorros, o que Otávio mais gostava era um cachorrinho chamado Bimbo. Bimbo era deficiente e só andava usando uma cadeirinha de rodas própria para cachorros. Esse era seu cachorrinho predileto. Como ele se sentia feliz em ver Bimbo correndo e latindo pelo gramado! Parecia que o mundo era perfeito naquela hora! Todos os dias, Otávio saía com Bimbo e um ajudava o outro a ser mais feliz e a esquecer as tristezas da vida! E assim, Otávio aprendeu que o segredo da felicidade era fazer o bem aos outros.
Nunca mais deixou que a tristeza morasse em seu coração!