quarta-feira, 15 de agosto de 2012

CÉU E INFERNO EXISTEM?

OBJETIVO:
A criança deverá:Identificar “céu” e “inferno” como estados íntimos da criatura, de acordo com sua vinculação ao bem ou ao mal; (2) deduzir que é natural se reunirem as pessoas segundo suas afinidades e interesses, impregnando com suas qualidades o ambiente onde se encontrem.

Incentivação inicial:

Dinâmica (“tempestade mental”).

Explicar às crianças que farão uma brincadeira que exigirá de todos muita atenção. Elas não poderão falar durante a mesma, só o fazendo quando o evangelizador determinar.
Mostrar-lhes um cartaz onde esteja escrito, EM LETRAS BEM GRANDES, a palavra CÉU.
Pedir-lhes que olhem fixamente durante meio minuto; depois deverão fechar os olhos, e durante meio minuto pensarão em tudo que aquela palavra lhes sugere. Após este tempo o evangelizador pedirá que abram os olhos e escrevam, ou desenhem, em folha de papel que lhes foi colocada à frente, aquilo que lhes passou pela cabeça ou lerem a palavra “céu”. Terão cinco minutos para realizarem a tarefa.

Repetir a brincadeira com a palavra INFERNO.
OBS.: Para crianças não alfabetizadas, o evangelizador mostrará o cartaz e lerá a palavra; e as crianças, em vez de escreverem, serão convidadas apenas a desenhar suas idéias.

Desenvolvimento: Narração.

A DÚVIDA DE RIQUE

Aquela noite prometia ser muito interessante.
A família de Julinho - papai, mamãe, Verinha, o pequeno Ricardo e vovó Helena - espíritas que eram, tinham o feliz costume de se reunirem, nas noites de quartas-feiras, para estudarem o Evangelho de Jesus. E naquela reunião o tema a ser comentado era “o céu e o inferno”, na visão espírita.
Desocupada a mesa das vasilhas do lanche, Verinha colocou copos com água para todos, enquanto mamãe providenciava os livros.
Papai fez a prece inicial, e após pequena leitura de uma pergunta de “O Livro dos Espíritos”, todos começaram a comentar o assunto, dando suas opiniões. Até que o Rique (este era o apelido de Ricardo) exclamou: (FIG.1)
- Eu tenho medo de morrer e ir para o inferno! Outro dia D.Antonieta, nossa vizinha, disse que eu era um verdadeiro “capetinha”...
Todos sorriram ante a espontânea confissão do garoto, e Julinho comentou:
- Ih, Rique, não fique preocupado... Certamente a D.Antonieta falou assim porque você deve ter “aprontando” alguma, e meninos arteiros costumam ser chamados de capetinhas, pestinhas, e outras palavras com o mesmo sentido.
- Além do mais - atalhou Verinha, com gestos muito engraçados - a gente não mooooooooooore; a gente desencarna!
Todos sorriram mais uma vez, enquanto Rique suspirava, aliviado.
Foi quando vovó falou:

- Vou contar uma história, e você, Rique, vai entender bem o que sejam o céu e o inferno.

Era uma vez um homem muito preocupado com o futuro. Cuidava de viver bem o presente, mas queria também garantir que não fossem ruins os dias que teria pela frente, mesmo após sua desencarnação.
Resolveu, então, procurar um senhor bem velhinho,tido como sábio, para pedir conselho.
- Que é um sábio? – indagou Rique.
- É alguém que tem muitos conhecimentos, que sabe muitas coisas! –se apressou a esclarecer Verinha, que estava inspirada naquela noite!
- Velho sábio – disse o homem – gostaria de saber o que devo fazer para ir para o céu quando desencarnar...
- O que você acha que seja o céu, meu filho? – perguntou o ancião.
- Ah,o céu deve ser um lugar onde as pessoas estão sempre bem, alegres, felizes...
- Pois bem – continuou o bom velhinho – imagine sua casa em um dia de festa; em seu aniversário, por exemplo. Que se passa lá?
- Ah,velho sábio, no dia de meu aniversário tudo é alegria! Os amigos chegam para me cumprimentar, todos gentis e bondosos; eu procuro arrumar a casa para recebê-los, ofereço bolo e sucos, pois quero que todos estejam felizes comigo!
- E na sua casa, meu filho – continuou o sábio – às vezes acontecem brigas?
Cabisbaixo, revelando profunda tristeza, o homem respondeu:
- Ah,meu bom ancião, e como acontecem! ... São momentos de grande tristeza... As pessoas ficam nervosas, dizem coisas das quais irão se arrepender, e até ensaiam agressões... E, se guardam ressentimentos, aquele clima de tristeza e dor custa a passar, deixando os envolvidos em sofrimento e angústia...
- Você acabou de me apresentar, meu filho – conclui o ancião – o céu e o inferno.(FIG.2)
Embora a casa seja a mesma, o que ocorre dentro dela é que vai torná-la um lugar mais feliz, ou menos feliz. No primeiro caso (o aniversário) sua casa era o céu; já no segundo (a briga), ali estava o inferno.
Isto acontece sempre, estejamos encarnados ou desencarnados. Céu e inferno são os nossos sentimentos, nossas emoções, o que trazemos dentro de nós, conforme estejamos vinculados ao bem –
céu, ou o mal – inferno. As pessoas ligadas ao bem, as que desenvolvem dentro de si os melhores sentimentos estarão sempre no “céu”, enquanto aquelas que se voltam para o mal, viverão em um verdadeiro “inferno”, até que se resolvam a endireitar os caminhos, a se melhorarem, porque todos
fomos criados para sermos felizes; depende de nossa vontade vencermos o mal e nos integrarmos ao bem.

Vocês acham que todos da família de Julinho entenderam o que seriam o céu e o inferno?
Quem poderia resumir para nós os esclarecimentos da vovó Helena?

FIXAÇÃO: “Pescaria”.

O evangelizador preparará peixinhos de papelão (modelo anexo), de modo a que haja dois para cada criança. Colará atrás deles tiras de papel onde estejam descritas situações ou qualidades que indiquem estados de “céu” ou “inferno” (por exemplo: carinho, atenção, briga, ficar “emburrado”, repartir um doce, estragar um objeto de outra pessoa, etc.). Espetará os peixinhos em um tabuleiro de areia. Cada criança receberá um anzol (feito segundo o modelo anexo), e pescará dois peixinhos, devendo identificar a situação descrita atrás, se corresponde a um estado de “céu” ou de “inferno”.


FONTE - AME-JF



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