sexta-feira, 20 de abril de 2012

RESIGNAÇÃO

ATIVIDADE INTRODUTÓRIA

Apresentar o anexo 1 com o desenho de uma seringa de injeção, um lindo par de tênis e um apetitoso alimento. Perguntar: – Se pudesse escolher um deles, qual seria o melhor para você? E o que não escolheria?
Ouvir as respostas e perguntar:
– Se você estivesse com uma doença grave, o que seria melhor: a dor da injeção com o medicamento que alivia e cura, ou as outras opções?
Ouvir as respostas.





ATIVIDADE REFLEXIVA
- Levar o grupo a refletir sobre os seguintes conceitos:
Ü Sem estar doente ninguém preferiria a injeção pois não se busca o que faz sofrer inutilmente. Quem cultiva o prazer de sofrer ou de fazer sofrer tem grave distúrbio psíquico.ÜEntretanto, podemos aceitar, até com alegria, situações de desconforto, cansaço e dor, quando tal situação reverte em benefício de alguém ou de um grupo de pessoas.
Exemplos:
- mãe que passa noites sem dormir para cuidar de um filho doente.- pessoas que se dedicam a ajudar o próximo, como Madre Tereza de Calcutá.
-os discípulos de Jesus, que sofreram perseguições e o sacrifício da própria vida, pelo ideal de divulgar o Evangelho.
ÜÀs vezes temos doenças tão graves da alma, como o orgulho, o egoísmo, a leviandade, que só uma “injeção” de sofrimento intenso pode nos curar.ÜE nesses casos, mais cedo ou mais tarde, a dor nos chega, sem que possamos fugir dela, embora tudo devamos fazer para minimizá-la, procurando soluções possíveis e, principalmente, aceitando com resignação o que não puder ser mudado.ÜEssas expiações - sofrimentos dos quais não podemos fugir - não são castigos de Deus, porque Deus é Amor, mas corrigendas necessárias e amorosas para que nos curemos das doenças da alma.
Esclarecer a diferença entre provação e expiação:
Provação representa prova, oportunidade para desenvolvermos nossas qualidades espirituais de paciência, dedicação etc. As dificuldades da vida constituem essas provas e com uma ação correta, podemos atenuá-las. E também ninguém precisa buscar o sofrimento para alcançar a felicidade futura. Expiação é imposta, como conseqüência de nossos erros anteriores, e dela não podemos fugir.

Apresentar o anexo 2 com o ensino evangélico do Sermão da Montanha.


(...)Bem-aventurados vós que agora chorais, porque haveis de rir. Jesus (Lucas, VI: 21)

Ü Comentar que Jesus prometeu a felicidade ao término do sofrimento na Terra. Questionar:

– Essa felicidade será alcançada apenas por sofrer? Ou por sofrer o que não pode ser mudado, sem revolta, com resignação?
Concluir que a função da dor é “abrandar os corações”, tornando-os sensíveis ao amor. Mesmo numa vida de duras expiações, temos o dever de torná-la a melhor possível e até útil e bela.

Narrar o caso verídico de AURINO COSTA.


Dialogar com o grupo sobre o que a vida de Aurino Costa pode nos ensinar a respeito da resignação, resumindo, ao final, as conclusões.



ATIVIDADE CRIATIVA


1a Opção:
Apresentar, em papel pardo, os seguintes versos, retirados da poesia “Vida”, de Maria Dolores, do livro “Antologia da Espiritualidade”, FEB:
I
“Asseveras que os sonhos são feridas,
Quais picadas de espinhos agressores...
Fita o verde das árvores podadas,
Recobertas de flores.
II
Nos dias de aflição, ante a força das provas,
Recorda, na amargura que te oprime,
Que a ostra faz nascer do próprio seio em chaga
A pérola sublime.

De acordo com o interesse e as possibilidades do grupo, escolher uma ou mais formas de explorar os versos:


– Ler, interpretar e fazer um coro falado.
– Ilustrar por meio de desenho ou pintura.
– Musicar os versos.
2a opção:
Ler, interpretar e fazer um coro falado do texto abaixo:


NÃO RECEBI NADA DO QUE PEDI

(autoria desconhecida)

Pedi a Deus para ser forte
a fim de executar projetos grandiosose Ele me fez fracopara conservar-me na humildade.

Pedi a Deus o poder
para que os homens precisassem de mime Ele me deu a humildadepara que eu precisasse de Deus.
Pedi a Deus que me desse saúde
para realizar grandes empreendimentose Ele me deu a doençapara compreendê-lo melhor.

Pedi a Deus tudo
para gozar a vida e Ele me deixou a vida para eu poder gozar de tudo...

Pedi a Deus a riqueza
para tudo possuir
e Ele me deixou pobre
para não ser egoísta

Senhor, não recebi nada do que pedi
mas me deste tudo de que eu precisava
e, quase contra a minha própria vontade,
as preces que eu não fiz foram ouvidas.



Louvado sejas, ó meu Deus!

Entre todos os homens
Ninguém tem mais do que eu!


AURINO COSTA

Aurino Costa nasceu em Santíssimo, subúrbio do Rio de Janeiro. Órfão de pai aos quatro anos, Aurino passou sua infância na absoluta pobreza, o que não o impediu de ser o primeiro aluno durante os três anos que pôde freqüentar escola.



Quando estava com 12 anos, começou a sentir muitas dores musculares, que foram agravando-se, obrigando-o a internar-se em hospitais várias vezes. Sua doença foi diagnosticada como artrite reumatóide infecciosa, sem possibilidade de cura.



Seu destino estava marcado. A partir dos 16 anos, Aurino não andou mais e por 39 anos viveu deitado porque suas articulações não permitiam que ele sentasse.

Após o choque inicial que sofreu com o conhecimento de sua doença e das condições em que viveria, poderosa resignação e coragem brotaram no seu íntimo. Aurino voltou-se para Deus. Leu muito. Escreveu para jornais páginas de fé e consolação, apesar de todas as dificuldades que enfrentava. Fez apelos através do jornal e conseguiu um carrinho apropriado que lhe possibilitou a locomoção, embora sempre na horizontal.



“A misericórdia divina nunca me faltou” - dizia Aurino. “Ela me chegava pelas mãos de uma prima, que me trazia o almoço, de outra que me trazia o café da manhã, de um primo que empurrava o carrinho e me levava onde queria ou de amigos que me traziam o de que precisava. Por outro lado, muitos me procuravam como conselheiro, buscando orientação para seus diversos problemas e a todos atendia com paciência e vontade de servir.”



Para Aurino, tudo isso que fazia era pouco. E ele começou a idealizar uma instituição que socorresse as crianças com deficiências muito graves e sem família. Com ajuda de abnegados companheiros, tomou todas as providências para a concretização da Obra.



Em 1965 Aurino Costa inaugurou na Rua Maravilha 308, Bangu, a Ação Cristã Vicente Moretti com oito crianças portadoras de paralisia cerebral. Era a primeira vitória.

Dois anos depois, Aurino submeteu-se a sete cirurgias terrivelmente dolorosas para que pudesse sentar-se, ou seja, colocar-se na vertical. Para tal, teve que fazer a amputação total de suas pernas, passando a apoiar-se na parte inferior do tronco. Embora preso a sua cadeira de rodas, Aurino tinha agora mais liberdade de locomover-se e também de ajudar.



A Ação Cristã Vicente Moretti foi crescendo pouco a pouco, graças à coragem e perseverança de Aurino. Hoje, no ano 2001, há 61 crianças internadas e atende a mais de 1000 crianças no ambulatório, através de uma competente equipe técnica com múltiplas especialidades.



Quando, certa vez, perguntaram a Aurino o que achava da dor, ele respondeu:

– A dor é fruto da misericórdia divina. É como que um dique a impedir que as criaturas prossigam agindo erroneamente com relação à própria vida. A finalidade da dor é sempre purificar o sentimento..

Que bela lição de resignação e de vida plena!



FONTE - EDUCAÇÃO DO SER INTEGRAL

















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