quarta-feira, 20 de julho de 2011

O BOLO


Meu irmão e eu chegávamos sempre em casa com muita fome, ao regressar da escola.


Um dia, como eu pedisse de comer, minha mãe pôs-nos diante de meio bolo, na mesa da cozinha.


Colocando uma faca ao lado do bolo, disse:


— Um de vocês vai cortar o bolo, mas o outro vai poder escolher, em primeiro lugar, o seu pedaço.




Meu irmão, querendo fazer-se de esperto, deitou logo mão da faca e ia, evidentemente, cortar o bolo em dois pedaços desiguais.


Mas, de repente, parou. Olhando primeiramente para nossa mãe e, depois, para mim, cortou o bolo exatamente no meio.


E esperou que eu me servisse. Qualquer pedaço que eu escolhesse daria no mesmo: nenhum de nós sairia prejudicado.


E comemos, alegremente, as porções idênticas.



Desde então, fosse o que fosse que houvesse a repartir - pão com manteiga, doces, pastéis, bolos ou balas -, tudo era sempre dividido conscienciosamente em partes iguais.


Isso nos ensinou um respeito, que nunca conheceu arrefecimento, para com os direitos daqueles com quem tínhamos que compartilhar alguma coisa.



FONTE: "E, para o resto da vida..." de Wallace Leal V. Rodrigues


Segundo a Lei de Igualdade, houve justiça na divisão das partes do bolo entre irmãos? Por quê?
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Você tem o costume de dividir ou compartilhar com seus irmãos e colegas o seu alimento, seu brinquedo ou objetos pessoais, quando necessário? Por quê?

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