terça-feira, 24 de maio de 2011

NÃO VALE A PENA

A VIDA ESCREVE, cap.8, da 2ª parte

Antônio, valoroso tarefeiro do Centro Espírita “Regeneração”, do Rio de Janeiro, era humilde servidor num escritório.
Correto, madrugador e zeloso.


Certa feita, mal havia espanado os móveis pela manhã, foi procurado por amigo situado no comércio do Rio.
– Antônio, disse o visitante, sei que você é espírita e esfalfa-se há muito tempo, enfrentando dificuldades. Quanto você ganha mensalmente?
– Quatrocentos reais.
O homem fez um gesto irônico e observou:
– NÃO VALE A PENA.
E prosseguiu:
– Não ignoro que você tem deveres de caridade na instituição que freqüenta, socorrendo órfãos e amparando viúvas...


Certa feita, mal havia espanado os móveis pela manhã, foi procurado por amigo situado no comércio do Rio.
– Antônio, disse o visitante, sei que você é espírita e esfalfa-se há muito tempo, enfrentando dificuldades. Quanto você ganha mensalmente?
– Quatrocentos reais.
O homem fez um gesto irônico e observou:
– NÃO VALE A PENA.
E prosseguiu:
– Não ignoro que você tem deveres de caridade na instituição que freqüenta, socorrendo órfãos e amparando viúvas...


– Você aproveita, de certo, o carro de alguém.
– Não disponho dessa facilidade. Temos bonde à porta e, depois do bonde, faz sempre bem uma caminhada a pé...
– NÃO VALE A PENA.
Nessa altura, o amigo meteu a mão no bolso interno, tirando um documento e abriu-se, por fim:

– Pois é, Antônio, admirando você como sempre, resolvi auxiliá-lo de vez. É tempo de você melhorar. Preciso de um sócio para um negócio da China... Três milhões de reais...
Você assina comigo a papelada e acompanharei todo o assunto...
Você e eu ficaremos com mais de um milhão cada um. Basta só que você assine...
– Há algum inconveniente a considerar, perguntou Antônio?
– Há noventa e nove probabilidade a nosso favor...
– E se falharem as noventa e nove probabilidade?
– Aí, disse o amigo, teremos entrevista no Distrito Policial.
Antônio, sem perder a serenidade, falou:
– NÃO VALE A PENA.
E recomeçou a espanar, dando a entrevista por encerrada.
– Pois é, Antônio, admirando você como sempre, resolvi auxiliá-lo de vez. É tempo de você melhorar. Preciso de um sócio para um negócio da China... Três milhões de reais...
Você assina comigo a papelada e acompanharei todo o assunto...
Você e eu ficaremos com mais de um milhão cada um. Basta só que você assine...
– Há algum inconveniente a considerar, perguntou Antônio?
– Há noventa e nove probabilidade a nosso favor...
– E se falharem as noventa e nove probabilidade?
– Aí, disse o amigo, teremos entrevista no Distrito Policial.
Antônio, sem perder a serenidade, falou:
– NÃO VALE A PENA.
E recomeçou a espanar, dando a entrevista por encerrada.

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