sexta-feira, 22 de outubro de 2010

PAZ. A GRANDE CONQUISTA

ATIVIDADE INTRODUTÓRIA

Fazer previamente um dado com, no mínimo 10 cm de aresta. Cada lado contém um símbolo diferente. O participante joga o dado e a figura que ficar para cima será cumprida, dentro do tema – paz, a grande conquista.
a- ponto de interrogação - O participante faz uma pergunta de acordo com o tema, a um colega da sua direita.
b- coração - Dizer a um colega da sua esquerda uma frase ou uma saudação sobre a paz. Lembrar a saudação de Jesus: “Paz seja convosco!”
c- notas musicais - Cantar uma música que fale de paz.
d- a palavra paz - Completar a frase: Sinto paz quando ...
e- uma pomba branca (símbolo da paz) - Contar uma breve história feliz sobre a paz.
f- uma TV - Dizer uma notícia boa sobre a paz.

- ATIVIDADE REFLEXIVA
- Dizer que a paz é muito importante para o homem. Só existe felicidade onde existe paz. Muitas pessoas em muitos lugares do mundo trabalham pacificamente para a paz. É necessário muito esforço de cada um de nós para conseguir a paz verdadeira. Dizer que vai contar uma história real de um brasileiro muito importante, que trabalhou muito para a paz, principalmente entre brancos e índios.
Narrar: Marechal Rondon - homem de paz.
Perguntar:
– Vocês já tinham ouvido falar no Marechal Rondon?
– Conhecem outras pessoas que também colaboraram ou colaboram para a paz? Quem?
– As pessoas que só fizeram o bem e não fizeram nenhum mal, como Madre Teresa de Calcutá, Irmã Dulce, Betinho, Dr. Bezerra de Menezes, são pessoas de paz?
– E nós podemos ser também pessoas de paz? Como?
- Concluir que:
A paz resulta de uma consciência tranqüila, harmonizada com a Lei Divina.
Aquele que trabalha, cumpre com seus deveres, age de forma honesta, ajuda o próximo, se esforça por melhorar porque tem confiança em Deus, está em paz.

ATIVIDADE CRIATIVA5.
1- Dividir o grupo em 3 ou 4 subgrupos. Pedir que cada subgrupo faça um desenho que represente a paz.
Cada subgrupo apresenta o trabalho e fala, se desejar. Expor os trabalhos no mural. Perguntar se durante a confecção do trabalho o clima do subgrupo foi de plena paz.

HARMONIZAÇÃO FINAL / PRECE
Cantar uma música que fale na paz como, por exemplo, “Paz pela Paz”, de Nando Cordel.
Pedir que, de pé, formem um círculo e cantando baixinho, fechem os olhos e estendam a mão direita.
Preparar previamente corações pequeninos iguais, de papel colorido, dobrá-los em 4 e colocar na mão de cada participante.
Dizer que vai contar de 1 até 3 e quando ouvirem o número 3 poderão abrir os olhos e abraçar quem tiver uma “figura” igual a sua. (Todos se abraçarão porque os corações são iguais)

MARECHAL RONDON - HOMEM DE PAZ

No dia 5 de maio de 1865 nasceu o menino Cândido Mariano da Silva Rondon. Bisneto de índios, estudou em Cuiabá onde formou-se professor, aos dezesseis anos de idade. No intervalo dos estudos ia ajudar o tio, que o criou, na vendinha da roça.
Fig. 1- Nas folgas gostava de dar uns mergulhos no rio. Adorava nadar e andar “plantando bananeira”.

Fig. 2- Em 1881 foi para o Rio de Janeiro estudar na Escola Militar. Foram tempos difíceis. Tinha que agüentar o deboche de alguns colegas que falavam:
– Você pensa que vai passar com a matemática que aprendeu em Cuiabá?
Rondon respondia, serenamente:
– Bem, não custa tentar.
Rondon estudou muito e pelas excelentes notas tirou “distinção” e passou a ser respeitado pelos colegas. Sua saúde, no entanto, não era nada boa. Uma vez, Rondon desmaiou. Teve complicações e ficou tão grave sua saúde, que os colegas começaram a organizar uma lista para o enterro do rapaz. Mas um dia, Rondon levanta-se da cama e pede aos colegas: – Estou com vontade de comer abacaxi!
Acharam que estava delirando e, com o consentimento do médico, resolveram atender seu “último pedido.” Rondon comeu abacaxi e melhorou. Depois pediu uvas, mamão, banana, pêras e foi comendo de tudo. Espantou a todos com sua melhora. Ficou bom. Em agradecimento aos colegas, passou a dar aulas, gratuitamente, para eles. Sempre foi um aluno exemplar.
O Brasil com seu imenso território precisava melhorar suas comunicações. O imperador D Pedro II determinou então que as comunicações pelo telégrafo sem fio (o mais adiantado da época) se estendessem do Rio de Janeiro até Cuiabá. Teriam que colocar postes e estender fios por diversas cidades. Nessa época Rondon era capitão-engenheiro e foi-lhe dada essa importantíssima missão.

Fig. 3- Rondon tornou-se conhecido por seu trabalho junto aos índios. Chefiou diversas expedições pelas florestas brasileiras fazendo contatos pacíficos com os indígenas. Tinha um lema:
– Morrer, se necessário for, matar, nunca!
Rondon nunca usou suas armas contra homens.
Apesar da grande responsabilidade do trabalho da expedição, Rondon era calmo. Acordava todo dia às quatro horas da manhã e mergulhava no rio para nadar, um pouco, antes do café.
A sobrevivência na selva era difícil. Mas Rondon conhecia a floresta. Sua expedição alimentava-se de palmito, mel, chá, peixe e caça. As doenças da selva (malária e impaludismo) matavam muitos militares das expedições e Rondon chegou a receber ajuda dos próprios índios, tão temidos por muitos, e que faziam os trabalhos mais difíceis, de remover troncos e abrir caminhos dentro da mata.
Graças à grande habilidade de Rondon no trato com os indígenas e pelo espírito de paz que ele manifestava, conseguiu manter um clima de cordialidade e paz entre brancos e índios.
Rondon abriu estradas ligando pontos distantes do nosso país e ajudou os índios, vítimas de fazendeiros que invadiam suas terras e os matavam. Descobriu e deu nome para rios, lagos, vales e montanhas do nosso imenso país.
Em 1910 assumiu a chefia do Serviço de Proteção aos Índios. Mais tarde criou o Parque Nacional do Xingu. Em 1955, foi promovido a marechal. Estava presente na importante cerimônia um índio carajá.
Marechal Rondon - um homem de caráter firme, que trabalhou muito e passou a ser conhecido e respeitado mundialmente, por ser um homem de paz. Desencarnou em 1958, com 93 anos de idade.






FONTE: LFC





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