sábado, 18 de setembro de 2010

EMOÇÕES




Apresentar uma bonita figura de um campo e a seguinte situação:

Você ganhou uma terra grande e produtiva com a condição de prepará-la, fazer a sementeira, cuidar, fazer a colheita, vender tudo que produzir, ficando com todo o lucro. Mas você terá de fazer tudo sozinho com ou sem máquinas. Que emoção sentiria se isto acontecesse: alegria? esperança? dúvida? desânimo?
E uma pessoa que tenha cultivado uma terra e ao final perdeu tudo, o que provavelmente sentiria se recebesse outra vez uma terra para cuidar?

Atividade Reflexiva

Ouvir os participantes e, a partir das prováveis respostas, levar a refletir que:
Diante de uma mesma situação, as pessoas têm reações diferentes e em intensidades diferentes.
As experiências anteriores, felizes ou infelizes, de êxito ou fracasso, influenciam nossas emoções e atitudes.
Naquele caso da pessoa que não obteve resultados do seu esforço, pode ocorrer uma atitude de dúvida ou de total repulsa à idéia de novamente cultivar uma terra.
Questionar:
Será que apenas as experiências de que temos lembranças influenciam nossas emoções? E o que vivemos quando bem pequeninos e de que não nos lembramos?
Ouvir as opiniões, destacando as seguintes idéias:

O feto sente, de modo agradável ou desagradável, as emoções da mãe (é o que as pesquisas atuais indicam).
Recebemos influências do ambiente desde que nascemos, registrando as emoções sentidas.
Estas emoções, agradáveis ou não, vão ajudando a construir a nossa personalidade. Na infância registramos o que dizem de nós e, assim, aprendemos como devemos nos sentir em relação a nós ( auto-conceito) e aos outros.

Narrar o caso:

Maria desde que soube que estava grávida sentiu-se muito angustiada e infeliz. Nem ela nem o marido queriam o filho. Discutiram muito. Maria estava decidida a abortar, só não o fazendo porque sua mãe prometeu ajudá-la, financeiramente, a criar o filho.
Quando João nasceu, sua mãe não conseguiu amamentá-lo direito. Mal começava a mamar, Maria tirava-o do seio dizendo que ele já tinha se alimentado o suficiente. A criança continuava com a sensação desagradável de fome. A privação do prazer de alimentar-se (necessidade básica) era registrada na sua memória emocional como falta de amor, como rejeição. João foi crescendo assim...
Maria era impaciente e, por nada, vivia batendo no filho. A criança não entendia por que apanhava mas... guardava a dor e a emoção de não ser amado.
Na escola João teve dificuldades de aprender a ler e seu comportamento tornou-se agressivo... tal como fora criado. As dificuldades aumentaram. João não recebia os elogios que eram dirigidos aos colegas de melhor aproveitamento e conduta. Cada vez sentia-se mais rejeitado. Chegando à juventude, apaixonou-se por uma moça. O namoro corria normalmente até que, um dia, numa festa, a namorada deixou-o por alguns momentos para conversar educadamente com alguns amigos. João teve uma reação descontrolada. Provocou um escândalo, terminando o namoro. Ninguém entendeu o motivo daquela atitude.

Pedir que o grupo tente explicar a reação de João.

Dialogar concluindo que:

João, desde a vida intra-uterina, registrou rejeição afetiva. Sua personalidade formou-se sentindo-se rejeitado, o que lhe causava uma emoção muito desagradável.
As emoções acumuladas abriram-lhe uma “ferida” emocional: a rejeição.
Qualquer palavra ou atitude que tocasse essa sua “ferida” ou trauma, provocava uma reação emocional descontrolada. Daí o incidente com a namorada.
Perguntar:
Na convivência com as pessoas é importante sabermos lidar com as emoções?
Através do diálogo levar a refletir que devemos:
Ter cuidado com palavras ou atos para não atingirmos as “feridas” emocionais dos outros.
Educar as crianças com respeito e amor, evitando traumas e oferecendo segurança emocional, suavizando as situações traumatizantes quando inevitáveis.
Ter compreensão, benevolência e oferecer ajuda fraterna aos que têm dificuldades emocionais.
Não culpar quem nos educou. Quando jogamos culpa nos outros não estamos usando o nosso poder de transformação. Somos seres conscientes, e não robôs, ou seja, podemos mudar o que não está bem dentro de nós.
Atividade Criativa
Formar subgrupos e pedir que criem tramas bem interessantes e com final feliz, envolvendo os sentimentos:
– amor, ciúme e perdão.
– tristeza, surpresa e amizade.
– vergonha, violência e paz.
O educador deverá acompanhar o desenvolvimento das tramas para orientar, se necessário, quanto ao encadeamento de personagens, trama, emoções e sentimentos, sem perder de vista os objetivos propostos

Harmonização Final/ Prece

(EDUCAÇÃO DO SER INTEGRAL- lfc)

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