segunda-feira, 23 de agosto de 2010

AMIZADE




GRUPO ESPIRITA FRANCISCO DE ASSIS


PLANO DE AULA

Material: Folhas em branco para escreverem, lápis canetas e borrachas e cópia do texto e da música para cada um. Se possível CD e aparelho para tocar a musica.

Motivação Inicial: Entregar para eles lápis e papel e pedir que escrevam sobre os melhores momentos que aconteceram na vida deles, desde quando podem se lembrar. (tempo estimado: no máximo, 10 minutos). Em seguida, pedir que os que desejarem leia o que escreveram, mas sinalizando que seria muito interessante que todos lessem. Roteiro para orientar o que vão escrever: Quando? Onde? Com quem? O que?
*ouvir leituras*.
Ao terminar, perguntar se eles perceberam alguma semelhança entre os "melhores momentos" de todos. Provavelmente, eles não perceberão de imediato, mas o fato é que, na maior parte dos acontecimentos que mais nos marcaram, existe a presença, direta ou indireta, de um amigo.
Caso eles não tenham percebido, induzi-los a perceber e, em seguida, falar que este é o tema da aula e começar a conversar sobre o assunto.
Afinal, o que é amizade? Qual a importância dos amigos na nossa vida? Paralelo a isso, o que é "ser amigo"? Estimular respostas para cada uma destas perguntas.

Desenvolvimento:
De onde surge a amizade? Após ouvir as respostas, comentar que, muitas vezes, aproximamo-nos de uma pessoa com quem já temos laços de outras existências. O sentimento profundo de carinho vai se desenvolvendo com o tempo. A afinidade de gostos também dá origem a muitas amizades promissoras, mas só ela não garante a manutenção da união entre os amigos.
As pessoas muito amigas normalmente são parecidas? Provavelmente, a resposta será positiva. Perguntar se eles tem algum exemplo de semelhanças entre eles e seus mais chegados amigos. Certamente haverá exemplos. Em seguida, perguntar: mas vocês são iguais em tudo aos seus amigos? Ouvir e comentar respostas.
Levá-los a concluir que, embora deva existir um certo nível de afinidade para que a amizade floresça e se intensifique, não é necessário, nem saudável, que as pessoas sejam iguais ou que se tornem iguais, por serem amigas. Cada um precisa ter a oportunidade de ter suas próprias características, inclusive as negativas, e não ser "modelado a força" por causa do amigo.
Claro que, ao longo da vida, nós mudamos, também com influência das nossas amizades; entretanto, isso não quer dizer que devamos impor aos outros, direta ou indiretamente, que sejam iguaizinhos a nós, para partilharem de nossa amizade.
Querer forçar os outros a serem como desejamos não é ser amigo: é ser tirano e egoísta. Procurar moldar sua conduta de acordo com o que o amigo quer, sem refletir sobre o que verdadeiramente nós queremos, leva-nos a uma postura de "maria-vai-com-as-outras", que é extremamente danosa, porque nos atrapalha na busca do auto-conhecimento, faz com que nos anulemos e nos tornemos um joguete nas nãos de pessoas que, na verdade, tudo o que querem é dominar.
Lembremos do ensinamento do Cristo: "Seja o seu falar sim sim e não não". Algo não é bom só porque um amigo diz que é. Precisamos ter nossos próprios pensamentos, nossas próprias atitudes e a coragem de assumi-los. Situações e pessoas não devem mexer com nossas convicções mais importantes.
Perguntar, simplesmente: mas, afinal, qual é o "melhor tipo de amigo"? É aquele que tenta fazer a gente igualzinho a ele? Por exemplo, a pessoa que gosta de estudar e que impõe que todos os seus amigos sejam exatamente como ela nesse quesito? *ouvir respostas*
Ou seria, por acaso, aquele amigo que não tenta impor isso, mas que, na verdade, só se aproxima de pessoas o mais parecidas possível com ele?
*Ouvir respostas*. Provavelmente, haverá quem ache que esse não é o melhor "tipo de amizade". Poder-se-á argumentar, a título de reflexão, que, quanto mais igual, menos se briga. (Em seguida, claro, mostrar porque não é verdade).
Ao sabor das interações, colocar para eles que quem apenas estima isso ou aquilo nos amigos não estima a pessoa, mas os detalhes. Muitas vezes, consciente ou inconscientemente, a gente espera que a pessoa seja o mais parecida conosco possível, para que dela sejamos amigos. Claro que procurar semelhanças e desejar encontrar pessoas com afinidades conosco é um impulso normal; entretanto, embora às vezes pareça, isto não é o mais importante... Porque uma pessoa não é apenas um gosto, uma preferência, uma idéia sobre um tema... É um todo. Uma série de fatores parecidos ou discrepantes daquilo que nós próprios temos... E isso, na verdade, é bom.
O que é preciso para ser amigo? Não é preciso ser igual para ser amigo; é preciso, isso sim, respeitar e ser companheiro; ter sinceridade e desejar fazer todo o bem possível àquela pessoa; querer estar junto, inclusive nas dificuldades mais sérias, da mesma forma que desejamos estar próximos nos momentos muito alegres. Não precisamos procurar no outro uma réplica de nós ou desejar fazer dele uma réplica do que achamos que somos, mas aprender a perceber que a individualidade é tão preciosa quanto o sentimento de amizade em si mesmo e que sentir afeto é dar ao outro o direito de ser o que é (amor ao próximo), sem impor a nós sermos o que o outro é (amor a si mesmo).
Para concluir, vamos conversar um pouco sobre o que esperar de uma amizade.
OUvir-lhes os comentários.
Devemos esperar que uma amizade seja produtiva. Isto não quer dizer que o certo é que procuremos obter lucros materiais com ela; significa que amigos devem se ajudar na busca de serem pessoas melhores. Uma amizade que não ensina nada e não eleva moralmente a criatura não é positiva. É justo que esperemos de um amigo respeito e fidelidade, sentimentos que não podem faltar em qualquer relacionamento humano. Não
devemos buscar nem aceitar na amizade a dominação ou o afrouxamento de convicções morais. Isto q uer dizer que não devemos aceitar algo que não queremos ou que achamos negativo, só porque um amigo quer que aceitemos. Para sermos amigos, não precisamos compactuar com o que não achamos correto.
Espera-se de uma amizade sincera os testemunhos. O afeto se prova nos momentos de dificuldade. Amigos de ocasião, na verdade, não são amigos, mas simplesmente colegas.

Atividade de Fixação I: Usar um rolo de barbante. A dinâmica funcionaria da seguinte maneira:
- Um aluno joga o barbante para outro e segura a ponta (ou dobra, dependendo da posição). Ao jogar o barbante, eles dizem traços da personalidade deles... no caso do enfoque da aula, o ideal seria que dissessem o maior defeito e maior qualidade que ajudam ou atrapalham em uma amizade.
- Depois disso, a pessoa que recebeu o rolo joga-o para outro aluno e segura uma dobra, perguntando-o qual seu maior defeito e qualidade em uma amizade. Assim, sucessivamente... Desta forma, ao final, eles formarão uma rede (isso é pra mostrar que eles estão interligados a partir daquele momento).

Atividade de Fixação II: Entregar cópias do texto “Uma História Sobre a Amizade” ” para ler e discutir em grupo. Podem ser elaborados cartazes a respeito do tema.

Atividade de Fixação III: A TROCA DE UM SEGREDO
Idade Sugerida: Acima de 10/11 anos
Material: pedaços de papel e lápis.
Objetivos: Proporcionar um momento de exposição de problemas e compartilhar idéias para possíveis soluções.
Temas que podem ser abordados: Resolução de problemas e criar laços de amizade.
Desenvolvimento: Os participantes deverão descrever, na papeleta, uma dificuldade que sentem no relacionamento e que não gostariam de expor oralmente;
A papeleta deve ser dobrada de forma idêntica, e uma vez recolhida, misturará e distribuirá para cada participante, que assumirá o problema que está na papeleta como se fosse ele mesmo o autor, esforçando-se por compreendê-lo.
Cada qual, por sua vez, lerá em voz alta o problema que estiver na papeleta, usando a 1ª pessoa "eu" e fazendo as adaptações necessárias, dando a solução ao problema apresentado. Compartilhar a importância de levarmos a cargas uns dos outros e ajudarmos o nosso próximo.

“UMA HISTÓRIA SOBRE A AMIZADE”
Um homem, seu cavalo e seu cão, caminhavam por uma estrada. Depois de muito caminhar, esse homem se deu conta de que ele, seu cavalo e seu cão haviam morrido num acidente.
A caminhada era muito longa, morro acima; o sol era forte e eles ficaram suados e com muita sede. Precisavam desesperadamente de água.
Numa curva do caminho, avistaram um portão magnífico, todo de mármore, que conduzia a uma praça calçada com blocos de ouro, no centro da qual havia uma fonte de onde jorrava água cristalina. O caminhante dirigiu-se ao homem que numa guarita, guardava a entrada.
--Bom dia, ele disse.
* Bom dia, respondeu o homem.
--Que lugar e este, tão lindo? Ele perguntou.
* Isto aqui e o céu, foi a resposta.
--Que bom que nós chegamos ao céu, estamos com muita sede, disse.
* O senhor pode entrar e beber água a vontade, disse o guarda, indicando-lhe a fonte.
--Meu cavalo e meu cachorro também estão com sede.
* Lamento muito, disse o guarda. Aqui não se permite a entrada de animais.
O homem ficou muito desapontado porque sua sede era grande. Mas ele não beberia, deixando seus amigos com sede. Assim, prosseguiu seu caminho. Depois de muito caminharem morro acima, com sede e cansaço multiplicados, ele chegou a um sitio cuja entrada era marcada por uma porteira velha semi-aberta.
A porteira se abria para um caminho de terra, com arvores dos dois lados que lhe faziam sombra. A sombra de uma das arvores, um homem estava deitado, cabeça coberta com um chapéu, parecia que estava dormindo.
--Bom dia, disse o caminhante.
* Bom dia, disse o homem.
--Estamos com muita sede, eu, meu cavalo e meu cachorro.
* Ha. uma fonte naquelas pedras, disse o homem e indicando o lugar. Podem beber a vontade.
O homem, o cavalo e o cachorro foram ate a fonte e mataram a sede.
--Muito obrigado, ele disse ao sair.
* Voltem quando quiserem, respondeu o homem.
--A propósito, disse o caminhante, qual e o nome deste lugar?
* Céu, respondeu o homem.
--Céu? Mas o homem na guarita ao lado do portão de mármore disse que lá era o céu!
* Aquilo não e o céu, aquilo é o inferno.
O caminhante ficou perplexo. --Mas então, disse ele, essa informação falsa deve causar grandes confusões.
* De forma alguma, respondeu o homem. Na verdade, eles nos fazem um grande favor. Porque lá ficam aqueles que são capazes de abandonar seus melhores amigos...

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