terça-feira, 13 de outubro de 2009

O POBREZINHO DE ASSIS

D. Corina entrou na sala de aula, cheia de livros. A turma ficou curiosa e a querida professora disse que iria falar de uma pessoa muito importante. A escola estava trabalhando o tema “meio ambiente”. Como falar de meio ambiente - disse D. Corina - sem falar de Francisco de Assis, o irmão de todos? Irmão do sol, da lua, dos pobres, dos pássaros, da vida? De todos que fazem parte do meio ambiente?
Fig.1- D. Corina então mostrou o mapa da Europa e localizou na Itália a cidade de Assis. Falando da Itália todos lembraram das macarronadas, das pizzas e das corridas de fórmula 1. Os meninos lembraram dos times de futebol, do Roma, do Internacional de Milão, etc. Mas, ninguém sabia nada ou quase nada sobre Francisco - o pobrezinho de Assis.
Até que, de repente, Carolina levantou o dedo e todos os olhares se voltaram para ela, que começou a falar:
Fig.2- – Quando eu era bem pequena tinha pavor de morcegos e lembro que minha mãe contava que Francisco de Assis conversava com os animais. Um dia ele estava doente dos olhos mas precisou viajar para outra cidade. À noite pediu para dormir num quarto velho, abandonado, no fundo de um quintal. Quando se deitou começou a chover. O telhado era velho e estava cheio de goteiras. Para completar, apareceram alguns morcegos. Quem iria ajudá-lo? Naquela escuridão, tão sozinho... Ele pensou em Deus e agradeceu: a chuva, a cabana, o teto e os morcegos também. Por fim sentiu-se calmo, dormiu e teve lindos sonhos. De manhã ele acordou bem e muito feliz.
– Parabéns, Carolina, é realmente linda a vida de Francisco! Vocês gostaram? - perguntou a professora.
Então o Leandro, muito tímido, tomou coragem, e disse:
Fig.3- – Sim, D. Corina. Minha avó contou que viu, num filme, que Francisco quase caiu do telhado de sua casa tentando salvar um passarinho machucado. Mas o meu amigo foi subir no telhado e quase caiu de lá. É muito perigoso!
– É sim, Leandro. Francisco de Assis nasceu na Itália no ano de 1182. Era filho de um rico comerciante de tecidos e queria que o filho continuasse à frente desse trabalho. Francisco era muito inteligente, alegre, simpático, mas queria uma vida simples.
Fig.4- Um dia Francisco chamou o povo para perto de sua janela e começou a dar aos pobres muitos tecidos seus, que seriam para fazer suas roupas. O povo ficou feliz e ele mais ainda. Disse que não queria ninguém sentindo frio e ele com tanta coisa guardada.
– O pai brigou com ele, D. Corina? perguntou o Danilo.
– Brigou muito, Danilo. Ele não entendia que Francisco não gostava de ter roupas caras e os pobres sem nenhuma, só com trapos.
– D. Corina, eu gosto de histórias de animais, disse Larissa, a caçula da turma.
– Vou contar, então, o dia que um lobo feroz veio das montanhas para a cidade de Assis. Francisco vinha caminhando calmamente quando, de repente, a rua ficou completamente deserta. As pessoas correram assustadas para suas casas e fecharam portas e janelas. Vendo Francisco na rua começaram a gritar:
– Francisco... Francisco!.. . Lá vem o lobo! Cuidado! Cuidado!...
Fig.5- Para surpresa de todos, continuou D. Corina, Francisco sorriu e seguiu em direção ao lobo. Parecia que era um amigo que ele ia abraçar. O lobo, misteriosamente, veio na direção de Francisco e deitou-se a seu lado. Francisco fez um carinho no lobo que agora parecia ser muito manso.
– Professora!! ! Lobo é um animal muito feroz - disse o Carlinhos, surpreso. Como ele conseguiu isso?
– Só o amor de Francisco poderá explicar esse fato. Bem, para encerrar nossa conversa, vou contar como Francisco tratava os leprosos. A lepra era uma doença terrível, que não tinha cura. As pessoas tinham horror dos leprosos. Eles viviam longe da cidade, escondidos e, se apareciam, eram apedrejados. Porém Francisco chamava-os irmãos e beijava os leprosos carinhosamente.
As crianças saíram para o recreio, muito animadas, comentando sobre alguém muito importante - um missionário do Bem.
Fontes: "O mundo de Francisco de Assis" – Ariston S. Teles - Livre Editora - D.F.
Filme: Irmão Sol Irmã Lua -Diretor: Franco Zefirelli






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